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	<title>Arquivos z-manchete - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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	<description>Informação, análise e entretenimento</description>
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	<title>Arquivos z-manchete - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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		<title>Todos os erros dos homens do presidente (Lula, 3.0) e quais os caminhos para abrir 2026 antes de fechar 2024</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/todos-os-erros-dos-homens-do-presidente-lula-3-0-e-quais-os-caminhos-para-abrir-2026-antes-de-fechar-2024/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 03:17:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<category><![CDATA[z-manchete]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente precisa agir com rapidez, assertividade, firmeza e foco ao operar em sua equipe e no PT as mudanças necessárias depois das urnas municipais e antes do pleito de 2026</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/todos-os-erros-dos-homens-do-presidente-lula-3-0-e-quais-os-caminhos-para-abrir-2026-antes-de-fechar-2024/">Todos os erros dos homens do presidente (Lula, 3.0) e quais os caminhos para abrir 2026 antes de fechar 2024</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>O presidente precisa agir com rapidez, assertividade, firmeza e foco ao operar em sua equipe e no PT as mudanças necessárias depois das urnas municipais e antes do pleito de 2026</em></p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p><strong>O</strong> resultado das urnas do próximo domingo, no 2º turno das eleições municipais, dará ao Partido dos Trabalhadores uma certa tranquilidade para operar mudanças na equipe de Governo sem estar sob o manto do derrotismo ou refém da retórica dos fracassomaníacos que operam dentro de suas próprias linhas.</p>



<p><strong>C</strong>om chance real de eleger dois ou três prefeitos de capitais – Fortaleza, Cuiabá e Natal –, proeza que não logrou conseguir em 2020; e ainda peleando para a vitória em cidades importantes como Mauá e Diadema (Região Metropolitana de São Paulo), Olinda (Grande Recife) e Pelotas e Santa Maria (RS), o PT somará alguns desses resultados relevantes aos 248 prefeitos eleitos no primeiro turno.</p>



<p><strong>O</strong> saldo será obviamente positivo ante os ralos 179 eleitos há quatro anos. O ambiente de serenidade pragmática deve prevalecer mesmo com o resultado da capital paulista, onde não se poderá permitir nem euforia desmedida caso o aliado Guilherme Boulos (Psol) deslanche para uma difícil saga vitoriosa, nem imaturas lavagens de roupa suja a céu aberto se sobrevier uma derrota do psolista.</p>



<p><strong>M</strong>as, as mudanças no partido, dentro do Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios precisam ser feitas com rapidez, assertividade, firmeza e foco. Os quatro substantivos são escassos na equipe e na base de Governo desse terceiro mandado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram diferenciais competitivos que marcaram os mandatos anteriores – sobretudo desde a reação à falsa denúncia do “mensalão” até a incontestável vitória de 2010 com Dilma Roussef se elegendo sucessora de um Lula cuja popularidade alçou-o com justiça aos píncaros da glória.</p>



<p><strong>EIS A LISTA (INACABADA) DOS CULPADOS</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O erro original do Lula 3.0 se deu antes mesmo da posse do presidente, ainda na transição, quando os infiltrados de Arthur Lira na equipe do PT venderam barato a ideia de que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apelidada sem originalidade “da transição” só passaria se os petistas em particular e a esquerda em geral aderissem à caravana de reeleição do presidente da Câmara. A PEC era de fato essencial para o governo legitimamente eleito no pleito acirrado de 2022 sentar praça e administrar as ruínas do país em 2023. Porém, a mentira comprada fácil e sem regatear pelos auxiliares mais próximos de Lula foi que a PEC só passaria se o futuro Governo aceitasse incondicionalmente todas as propostas de Lira. Não foi um acordo, foi uma rendição e ela deixou o PT refém do presidente da Câmara, que elegeu quais seriam seus negociadores na bancada petista: o líder José Guimarães (PT-CE) e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que seria nomeado ministro da Secretaria de Comunicação (Secom). O filho de Arthur Lira é preposto de um grupo que lucra pesado com publicidade oficial bancada com verba da Secom; o grupo foi formado e começou a operar durante o período de Jair Bolsonaro na presidência.</li>



<li>O segundo erro veio no preenchimento da vaga de Secretário Geral da Presidência por critério de simpatia pessoal e amizade com a primeira-dama Rosângela Silva. O ministro Márcio Macedo, que foi um eficiente tesoureiro da campanha de Lula em 2022, nunca teve o perfil exigido para o posto ao qual foi alçado. Em última instância, era da alçada dele a administração do Palácio do Planalto e das residências oficiais – consequentemente, dos núcleos de segurança institucional dessas sedes do Poder Executivo. Isso deveria ser feito em paralelo com a articulação junto aos movimentos da sociedade civil, sindicatos, movimentos populares e até mesmo às federações empresariais. Macedo confiou na autogestão dos fatos e das pessoas em torno do presidente da República e o 8 de janeiro de 2023 aconteceu. Macedo não tem nenhuma inserção nos movimentos sociais e sindicais e o 1º de maio de 2024 foi o que foi. O tesoureiro de 2022 já está fazendo hora extra no Palácio do Planalto, onde talvez não saiba sequer onde ficam as portas de saída de emergência.</li>



<li>O terceiro erro se deu na insistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em manter o deputado gaúcho Paulo Pimenta na Secretaria de Comunicação de Governo mesmo 22 meses depois de ele ter demonstrado inúmeras vezes a absoluta inaptidão para o cargo. Antes de assumir, ainda na transição de Governo, Pimenta buscou uma série de apoios externos ao PT e junto a veículos de comunicação e ao trade empresarial que orbita a Comunicação Pública a fim de que falassem bem dele até que a fofoca positiva e propositiva chegasse aos ouvidos de Lula. Por exclusão dentro do jogo das tendências internas do PT, e por conveniência (uma vez que é jornalista de formação, embora jamais tenha exercido de fato a profissão), Pimenta coube no figurino da Secom. Um ex-cunhado dele rapidamente se tornou sócio da Agência Nacional, empresa de publicidade que havia recém-vencido a licitação feita ainda pela gestão Bolsonaro para administrar a conta publicitária da Secom e do Ministério da Saúde (certames diferentes) e, em razão do périplo de sagração que empreendeu, o deputado gaúcho também firmou laços firmes de parceria com a agência FSB, empresa de assessoria de imprensa e dona de um instituto de pesquisas também licitada nos tempos de Bolsonaro para cuidar da comunicação institucional de todo o Governo. Colocando Nacional e FSB à frente de todos os processos institucionais e à revelia da qualidade das campanhas e das necessidades comunicacionais do Lula 3.0, Pimenta e seus parceiros privados formou um tripé de ataque aos adversários pessoais e de defesa do seu objetivo político central: eleger-se governador do Rio Grande do Sul. O ministro nunca refletiu sobre seu papel primordial – o de realçar as ações do Governo, ampliar a percepção positiva dos bons programas retomados pelo PR na Presidência e abrir canais de interlocução madura, e não de detração dos adversários, na mídia tradicional (onde há resistência à personagem de Lula) ou de construção de relação de dependência da mídia digital à mal distribuída verba publicitária oficial. Houve a chance de mandar Pimenta de volta ao Congresso quando expirou a Medida Provisória da Secretaria Extraordinária de Reconstrução do Rio Grande do Sul, que ele foi capaz de aprovar reunindo apoios políticos em torno da melhor ideia que existiu para ajudá-lo na eleição de 2026 em seu estado. Além da administração toscamente enviesada da publicidade de Governo, Pimenta foi incapaz de compreender o papel da EBC e da TV Brasil na estruturação de uma rede de Comunicação Pública: aparelhou a instituição seguindo o mesmo modelo adotado por Michel Temer e por Jair Bolsonaro e contribui firmemente para o descrédito dos canais de Estado. Quaisquer mudanças pós-eleitorais visando a recomposição de forças e a reabertura de canais de comunicação com a sociedade, com setores refratários a Lula e ao PT, só terão sucesso se Paulo Pimenta for removido da Secom. Mantê-lo lá é premiar a incompetência e a inaptidão.</li>



<li>Rui Costa na Casa Civil do Palácio do Planalto funciona como uma espécie de pé de intriga plantado no Jardim de Inverno do núcleo de poder. O problema do presidente é que nesse jardim o café começa a esfriar a partir de 2 de janeiro de 2025, na contagem regressiva para 2026. De temperamento áspero e aziago, Rui Costa coleciona desafetos entre os colegas. Além dos primeiros curtos-circuitos tidos com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro-chefe da Casa Civil teve desentendimentos recentes com Ricardo Lewandowski, da Justiça, que fez desabafos furibundos com o tratamento rude recebido do colega, com Nísia Trindade, da Saúde, que chegou a chorar de raiva e decepção ao relatar os maus-tratos do ex-governador baiano, e com Camilo Santana, da Educação, estrela solitária em ascensão no universo de ministros petistas. Além dessas trombadas, que nunca passaram desapercebidas por uma turma das antigas que preserva interlocução e respeito com Lula e com as instâncias internas do PT, Rui Costa anda às turras com o senador Jacques Wagner, responsável por alavancá-lo na política baiana. O ministro da Casa Civil cismou que deve tentar um terceiro mandato no Governo da Bahia e quer fazer o PT recusar legenda para a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Wagner considera o movimento um despautério embora Rodrigues esteja passando por um momento de crise e tenha sido derrotado de maneira humilhante nas eleições municipais em Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista – os três maiores colégios do estado. Há chance de eleger o prefeito de Camaçari no segundo turno. Rui Costa tenta ampliar seu raio de ação para instituições privadas e, para tal, vende como sólida a relação até aqui classificada pelo presidente apenas como “gasosa” com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ricardo Albán, empresário baiano que assumiu a presidência da CNI este ano, é amigo regional do ministro da Casa Civil. Lula sabe que seu aliado Josué Gomes da Silva deve perder o controle da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – para uma choldra de empresários bolsonaristas liderada por Paulo Skaf (ex-presidente da Fiesp que liderou a instituição na linha de frente do golpe do impeachment sem crime de responsabilidade, em 2016, e na chancela à eleição de Bolsonaro em 2018). Sendo assim, a CNI será uma pedra de toque basilar para as pretensões do Governo em 2026 e ter a Casa Civil esgrimindo e exibindo uma boa relação com a Confederação Nacional da Indústria é um ás que Costa põe na mesa de negociações para fazer prevalecer suas teses.</li>



<li>Um erro que envelheceu mal como os vinhos baratos e até avinagrou a relação política em Brasília é a manutenção de Juscelino Filho no Ministério das Comunicações. Tocando uma pasta cuja gestão ele terceirizou para o sogro e foi cuidar dos rolos judiciais nos quais se meteu por favorecer empreiteiros glosados pelo Tribunal de Contas da União com suas emendas parlamentares oriundas do Orçamento Secreto, Juscelino não tem dimensão do cargo que ocupa e nem tamanho político para exercê-lo. Os escândalos dos quais é alvo o expõem e constrangem o Governo. Nada justifica a permanência do deputado de baixo clero do Maranhão na Esplanada dos Ministérios – nem mesmo o fato de ele ter sido indicado pelo futuro presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AC). Operador político hábil e pragmático, Alcolumbre está há alguns meses esperando que alguém do Planalto, tendo divisões no ombro, ligue para ele e combine a troca na pasta das Comunicações. É hora de fazer isso. Um ponto de convergência de incompetências une Juscelino Filho a Paulo Pimenta: a demora injustificada e já absurda na regulação das plataformas e redes sociais.</li>



<li>Por fim, erro novo e incompreensível cometido em Brasília foi a manutenção do ministro José Múcio Monteiro à frente do Ministério da Defesa. Há duas semanas, num discurso torpemente descalibrado pronunciado em evento na CNI (organizado pela FSB, que atende à Confederação, à Secom do Palácio e ao próprio Múcio, que foi presidente do Conselho da empresa substituindo ao general Sérgio Etchegoyen, ex-ministro-chege do GSI de Michel Temer), Múcio afirmou para uma plateia perplexa que fora obrigado a suspender uma licitação de fornecimento de material bélico vencida por uma empresa israelense. Cobrado pela oposição de extrema-direita, que viu no episódio um prato cheio para bater no Governo Lula, até hoje do Ministro da Defesa não deu detalhes públicos e transparentes do que seria essa licitação e nem como se deu a ação “ideológica” palaciana contra os interesses das Forças Armadas e do “povo judeu”, como ele mesmo qualificou. Por mais que tenha sido essencial na pacificação do terreno militar minado por Bolsonaro e pelos comandantes golpistas do governo passado, Múcio também passou a fazer hora extra na equipe ministerial depois do que disse na CNI. O presidente Lula teve uma conversa reservada na semana que passou. Talvez comece por aí a série de alterações que têm de ser feitas na equipe de Governo antes que os fogos de réveillon e as luzes de Natal se apaguem em 2024 para se abrirem os trabalhos de 2026 e do difícil ano eleitoral para o PT e para a esquerda brasileira.</li>
</ul>



<p><strong>E</strong>m relação a mudanças no ministério e na condução do PT, o que se discute nos bastidores de Brasília (começando pelo Ministério da Defesa):</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ao menos um interlocutor do presidente, ciente das insatisfações de Lewandowski com Rui Costa e da decepção do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal em razão das grosserias das quais foi vítima na Casa Civil, falou na possibilidade de o atual ministro da Justiça ser transferido para a Defesa. Os militares não iriam se opor a serem comandados por um ex-ministro do STF e a troca não traria demérito algum para o atual ministro da Justiça.</li>



<li>Abrindo-se a vaga no ministério de onde o ex-ministro Flávio Dino foi catapultado para o Supremo Tribunal Federal depois de reafirmar seu brilho jurídico e sua competência política, a pasta pode ser oferecida ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, antes mesmo de seu segundo mandato à frente da Mesa Diretora da Casa chegar ao fim. Pacheco aceitaria, pois o cargo seria uma plataforma de alavancagem para a campanha ao governo de Minas Gerais, que ele tem como meta. Também seria um gesto na direção de uma composição de mais longo alcance com o PSD liderado com enorme competência pelo ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab. O Senado não precisaria eleger um presidente-tampão para escassos três ou quatro meses de mandato. O primeiro-vice da Mesa, Veneziano Vital do Rego (MDB-PB), tem condições plenas de assumir o posto caso este cenário prevaleça. O MDB, partido que precisa ser cortejado no rumo da esquerda para o centro, veria a decorrência natural como uma deferência especial. Deferências especiais lubrificam relacionamentos políticos e dão fluidez a eles.</li>



<li>Aproximar Kassab ainda mais do Palácio do Planalto e do vice-presidente Geraldo Alckmin é uma obsessão do presidente Lula. Ele quer fazer um “jogo de seis pontos” com o presidente nacional do PSD tirando-o da órbita do governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e abrindo caminho para uma composição ao centro que permita a construção de um palanque pragmático em São Paulo para 2026. Os engenheiros que trabalham nessa obra, ora em planejamento em Brasília, vislumbram a possibilidade de Alckmin aceitar uma nova candidatura ao governo estadual dentro de dois anos, com o PSD, o PT e outras siglas de esquerda apoiando o PSB. Em troca, o próprio Kassab – que não pretende voltar a cargos eletivos, mas, sim, consolidar-se como o coringa partidário – assumiria o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio quando fosse necessário Alckmin se desincompatibilizar (este desfecho ainda habita o universo da especulação plena. Entretanto, especular e estabelecer valor de face para o ponto futuro é moeda de troca nos subterrâneos brasilienses).</li>



<li>Antecipar a troca na presidência do PT de abril ou maio de 2025 para dezembro deste ano ou até fevereiro do ano que vem – ainda antes do Carnaval. O presidente Lula vai jogar pesado em favor de seu candidato, Edinho Silva, prefeito de Araraquara (SP) e ex-ministro da Secom de Dilma Rousseff. Em razão disso, Edinho dificilmente será ministro da Secom de novo, no lugar de Paulo Pimenta, que mantém no bolso um discurso pronto para sua eventual demissão.</li>



<li>Lula quer a manutenção de Laércio Portela nas instâncias decisórias da Secom. Portela ocupou interinamente a cadeira de Pimenta e livrou o Governo de alguns apuros operacionais e legais. Ao voltar para o cargo na Secom, desfeita a aventura gaúcha que Paulo Pimenta desqualificou com sua incompetência, ele pôs Laércio Portela numa geladeira dentro da Secretaria. Vingando-se pelo fato de Portela não ter aceitado homologar uma licitação eivada de suspeitas de corrupção para a contratação de quatro agências de publicidade digital, ele tirou do seu sucessor interino quaisquer protagonismos em campanhas efetivas da Secom.</li>



<li>Nada indica que Rui Costa deixará a Casa Civil e isso seguirá um problema para o Governo. Afinal, localizam-se ali na sala do ex-governador baiano as maiores tensões palacianas no momento. A consolidação de Camilo Santana como um negociador hábil e liderança com voto no Nordeste – confirmando-se a provável vitória do PT em Fortaleza contra um prócer do bolsonarismo desmiolado como é André Fernandes (PL), o adversário de Evandro Leitão na capital cearense – é o único senão capaz de pôr em perspectiva a possibilidade de troca na Casa Civil. Lula tem Camilo na manga para o posto, só não encontra a oportunidade (ou a coragem) para fazer a troca de cartas na mesa de negociações políticas.</li>



<li>Gleisi Hoffmann pode ir para o lugar de Márcio Macedo na Secretaria Geral da Presidência da República. Antecipando-se a troca no comando do PT, antecipam-se também as aberturas de diapasão das negociações do partido na montagem do palanque lulista para 2026. Gleisi está preparada para elas. Durante seu longo período à frente do PT, sobretudo na fase em que Lula esteve preso injustamente em Curitiba e na heroica campanha de Fernando Haddad à Presidência em 2018, a deputada paranaense revelou-se intransigente em princípios e dogmas caros aos petistas em geral e ao presidente da República em particular. Isso, porém, jamais estagnou alianças formais e ampliações pontuais de palanque tendo-se no horizonte projetos mais amplos e não personalistas. Além do quê, a gestão financeira de Gleisi no Partido dos Trabalhadores recuperou o combalido caixa da sigla duramente afetado depois dos golpes de 2005 (o tal do “mensalão”), 2016 (impeachment sem crime de responsabilidade) e 2018 (derrota para Bolsonaro numa campanha assimétrica e flagrantemente irregular).</li>



<li>A sucessão no Senado está resolvida e encaminhada conforme descrito anteriormente nesse texto. Na Câmara dos Deputados, o presidente Lula tem sido feliz nas articulações que o mantêm distante dos ardis de Arthur Lira para preservar poder e influência mesmo quando estiver longe do cargo. Foi o presidente quem determinou ao líder do partido, Odair Cunha (PT-MG), que recuasse as cinco casas que ele avançou ilegitimamente no tabuleiro sucessório do Congresso ao aderir risonha e apressadamente à candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB) patrocinada por Lira. O lance mal pensado por Arthur Lira dividiu a própria base dele e lançou sobre o presidente da Câmara a alcunha de traidor (ao menos foi assim que o ex-delfim de Lira, Elmar Nascimento, União-BA, sentiu-se: traído). Canalhas carniceiros, mas, transparentes, como Eduardo Cunha, por exemplo, são tolerados por todos os cleros do Parlamento. Quem se associa a eles sabe que pode ser anulado, cancelado ou aniquilado a qualquer momento, porém, o jogo preserva regras e até uma certa ética mafiosa. A trair Nascimento como traiu, Arthur Lira desenhou um cenário de filme de Quentin Tarantino, onde sempre há uma cena em que todos podem matar todos e ninguém será responsabilizado por ter acionado o botão caos. Os deputados Antônio Brito (PSD-BA) e Elmar Nascimento fecharam um acordo de apoio mútuo contra o eventual crescimento de adesões a Hugo Motta, o que não vem ocorrendo. Interlocutores palacianos que operam em frequências mais sofisticadas não desmentem que pode surgir um <em>tertius</em> na disputa cujo nome travaria qualquer ação reativa de Lira: Marcos Pereira, presidente do Republicanos, partido de Motta, retomaria a candidatura abandonada lá atrás com potencial para convencer Brito e Nascimento de aderirem e com forte apoio da bancada evangélica (hoje relevante no Congresso). Pereira, independente e maduro, soa muito mais confiável ao Palácio do Planalto em geral e a Lula em particular do que Hugo Motta sob o patrocínio de Lira. Por operar no foro dos presidentes de partido – Kassab, do PSD, Antônio Rueda, do União, e até Waldemar da Costa Neto, do PL – além dos foros de lideranças congressuais, Marcos Pereira tem um diferencial competitivo intangível nessa disputa caso decida-se por voltar a ela. Não está longe de tomar essa decisão.</li>
</ul>



<p><strong>N</strong>as Democracias, o jogo da política tem regras consuetudinárias que vão se ajustando no decorrer do tempo e ao sabor das gerações que operam o poder. Está-se vivendo um hiato geracional no PT, em especial, e na esquerda como um todo. No curso desse hiato, o Partido dos Trabalhadores, de Lula, detém a presidência da República, mas, não tem a chave-mestra para solucionar todos os problemas da governabilidade. Sem ter conseguido vencer em São Paulo, onde relutou em apoiar Ricardo Nunes no primeiro turno e foi rechaçado no segundo turno, independente do veredito das urnas no próximo domingo, Bolsonaro sairá menor e derrotado das eleições municipais de 2024. Caminha para derrotas humilhantes em Belo Horizonte, Goiânia e Belém e, possivelmente, duros reveses em Fortaleza, Cuiabá, Niterói e Natal. Perdeu feio no Rio de Janeiro e no Recife e não se pode dizer que tenha vencido em Salvador. Açulada pelo derrame de dinheiro e pelo extravasamento de ódio da Era Bolsonaro, a direita brasileira se converteu em “direitas do Brasil”. Não está unida. É por essa senda da desunião que as esquerdas têm de se reunificar conduzidas pela liderança sábia e serena de um Lula que dá sinais de exaustão na metade de seu terceiro mandato presidencial. Só ele, entretanto, tem capacidade para reunir as esquerdas ao centro fazendo o país convergir de novo para um projeto de salvação nacional. Para isso, tem de agir com rapidez, assertividade, firmeza e foco.</p>
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		<title>Lula precisa se livrar dos áulicos com atitude e opinião que teimam em não ler o desastre das urnas municipais de 2024</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/lula-precisa-se-livrar-dos-aulicos-com-atitude-e-opiniao-que-teimam-em-nao-ler-o-desastre-das-urnas-municipais-de-2024/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 21:37:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<category><![CDATA[z-manchete]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lula precisa ampliar o círculo de pessoas que ouve e agir rápido. Assistir às forças democráticas perderem a eleição de 2026, quando mais uma vez o Brasil vai se deparar com o fantasma da ascensão vertiginosa do extremismo de direita radical, distribuidor de ódio e adulador de perversidades, será desastrosamente trágico.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Ou o presidente extermina as saúvas do micropoder que tomaram conta dos gabinetes palacianos, ou as saúvas vão derrotá-lo, aprisionar o Governo, desmontar o PT e destruir o país devolvendo o poder ao extremismo radical</em></p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>Nos palácios, uma das mais perniciosas figuras a cercar um governante é o áulico. É fácil identificá-los: são aquelas personagens que andam sempre com spray cintilante para dourar quaisquer pílulas que lhes apareçam pela frente. Quando veem uma crítica, desviam-na do chefe ainda que palavras duras ditas tempestivamente sirvam de advertência antes do cometimento de erros. “Proteja-me dos amigos. Prefiro os adversários leais e honestos a um rol de puxa-sacos”, pediu-me certa vez o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, quando falávamos sobre a estrutura de campanha presidencial que ele estava começando a montar em 2014.</p>



<p>Mas, há coisa pior que o áulico palaciano: é o puxa-saco que, além de sê-lo, agrega ao defeito de caráter que lhe veio de fábrica (como item de série) uma inclinação para ter ideias próprias e um indisfarçável foco no próprio umbigo. É o áulico egoísta e com atitude. Nesse Governo Lula 3, infelizmente, o Palácio do Planalto e o Partido dos Trabalhadores estão repletos deles.</p>



<p>Ante a parvoíce e a apatia crítica da Comunicação Pública, que não consegue dar destaque e relevância aos méritos e sucessos de políticas de Estado que mitigam injustiças sociais e repõem o país no caminho do republicanismo depois da associação criminosa e trágica dos períodos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, os áulicos-com-atitude da Secom (sejam funcionários administrativos, como o próprio ministro Paulo Pimenta, sejam terceirizados pela empresa de comunicação que os atendem) seguem procurando os próprios demônios em inimigos imaginários na mídia tradicional e tentando cooptar formadores de opinião da mídia digital independente. São incapazes de sistematizar reflexões e fazê-las servir pragmaticamente à necessária reorientação de rumo do que foi feito até aqui e permanecem prisioneiros do erro capital de servir antes o ministro de Estado da Comunicação de Governo, que tem um projeto pessoal no Rio Grande do Sul, e só acessoriamente ao presidente da República.</p>



<p>Já o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, envergou a fantasia de Rolando Lero, do humorístico “Escolinha do Professor Raimundo”, e saiu-se com a explicação que segue ao ser perguntado se as urnas do primeiro turno haviam dado um duro recado ao Governo, ao PT e às esquerdas: “Lideranças que compõem essa frente ampla do Governo, que apoiam o presidente Lula, que apoiaram o presidente Lula no primeiro, no segundo turno das eleições de 2022, derrotaram os ícones da extrema direita”. Padilha, que foi um excepcional ministro da Saúde de Dilma Rousseff, que é um dos bons quadros do PT pós-sindical, não ajuda o presidente Lula, nem seu partido, nem a esquerda brasileira, interrompendo o urgente processo de compreensão da realidade para que se possa agir antes do desastre final. Assistir às forças democráticas perderem a eleição de 2026, quando mais uma vez o Brasil vai se deparar com o fantasma da ascensão vertiginosa do extremismo de direita radical, distribuidor de ódio e adulador de perversidades, será desastrosamente trágico.</p>



<p>Esconder os fatos ou esconder-se dos fatos não é comportamento nem inteligente, nem aceitável, em lideranças políticas. O Governo, o PT e a parcela mais afável e democrática da sociedade brasileira foram derrotados pelas urnas do primeiro turno das eleições municipais brasileiras de 2024. Esse seguirá sendo um dado da realidade mesmo que Guilherme Boulos vença o ventríloquo de fascistas e trânsfuga da decência que é Ricardo Nunes em São Paulo, ou Evandro Leitão destroce eleitoralmente o cretino abjeto do André Fernandes em Fortaleza, ou, ainda, que em doces e inesperadas traições da História, Natália Bonavides e Maria do Rosário espicacem seus adversários que passaram ao segundo turno em condições bem mais favoráveis do que essas duas valorosas parlamentares das maltratadas hostes de esquerda no Parlamento. O PT foi varrido das prefeituras em São Paulo – no máximo, caso vença o 2º turno em Mauá e Diadema, fará meia dúzia de alcaides no estado mais populoso e mais rico do país. Dos 248 petistas eleitos no último dia 6 de outubro, 149 se concentram em apenas três estados do Nordeste – Ceará, Bahia e Piauí. O Psol, partido de Boulos, não elegeu ninguém – nenhum candidato vitorioso nos 5.569 municípios – no 1º turno e está refém, agora, de seu principal quadro. Na Bahia, estado governado pelo PT há 18 anos (serão 20 anos em 2026), o partido segue sendo humilhado na capital, Salvador, e desta vez foi escorraçado em Vitória da Conquista e Feira de Santana, por exemplo, e assiste às suas duas maiores expressões políticas – o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, ambos ex-governadores – digladiarem nos bastidores, brigarem por carguinhos de governo local e submeterem o governador Jerônimo Rodrigues a receber protestos com ovos atirados contra si por petistas.</p>



<p>Ou o presidente Lula extermina as saúvas do micropoder que tomaram conta dos gabinetes palacianos e da estrutura partidária dando azo ao aulicismo, às vaidades vãs, ao ativismo vazio dos despreparados e ao egoísmo dos pequenos, ou as saúvas vão derrotá-lo internamente, aprisionar o Governo, desmontar o PT e destruir o país devolvendo o mecanismo de operação de poder ao extremismo radical do bolsonarismo, do banditismo de novos “Pablos Marçal” que surgirão, de aventureiros de plantão.</p>
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		<title>Lula acertou o tom e o alvo na entrevista à CBN. Eis o rumo da comunicação de governo: pautar a agenda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 15:56:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fracassomaníacos da extrema-ireita foram obrigados a sair do mutismo cínico para defender Campos Neto e explicar como o BC é “independente” se o presidente da instituição é ponta de lança de projeto político de oposição</p>
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<p>Fracassomaníacos da extrema-ireita foram obrigados a sair do mutismo cínico para defender Campos Neto e explicar como o BC é “independente” se o presidente da instituição é ponta de lança de projeto político de oposição</p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>Um presidente seguro daquilo que pretendia dizer, e indignado no tom e nos gestos escolhidos para fazê-lo, nos jardins do Palácio da Alvorada no início da manhã de uma terça-feira seca como sói acontecer no fim dos outonos em Brasília. Esse foi o Lula, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concedeu uma boa e necessária entrevista à Rádio CBN hoje, apenas um dia depois de liberar para divulgação aberta a mensagem que enviou ao colunista Bernardo Mello Franco, do jornal O Globo, explicando o porquê de não dar entrevista ao jornal &#8211; porque a publicação jamais reviu os erros cometidos em editoriais que saudavam a condenação injusta e irregular imposta a ele pelo ex-juiz (considerado suspeito pelo STF) Sérgio Moro &#8211; apesar de admirar o jornalista. Mello Franco é um dos bons analistas políticos do país.</p>



<p>Na entrevista à CBN, que foi ao ar, ao vivo, poucas horas antes do início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que terá o condão de reduzir, ou não, a taxa de juro SELIC. Até aqui, a taxa está fixada em 10,5% ao ano. Confrontada com uma inflação anualizada de 3,46%, a taxa SELIC mantém o Brasil como um dos campeões mundiais de juros altos no planeta. Juros altos, como bem sabe Roberto Campos Neto, simpatizante ideológico e eleitor declarado de Jair Bolsonaro (derrotado por Lula em 2022), inibem a atividade econômica e os investimentos produtivos no país. Com isso, prejudica-se a recuperação das ofertas de emprego e de geração e renda para as famílias brasileiras e beneficia-se a especulação financeira e o sistema bancário. Campos Neto é oriundo justamente desse meio: deixou uma vice-presidência do Santander para ocupar a presidência do Banco Central nomeado justamente por Bolsonaro quando o Brasil vivia uma trágica aventura de desgoverno.</p>



<p>Ao ajustar o ângulo do braço direito com o qual lançaria o dardo mais preciso da entrevista, o presidente consertou o rumo de uma pergunta que lhe havia sido feita pelos apresentadores da rádio. Milton Jung e Cássia Godoy quiseram saber o que o presidente achava do fato de o presidente do BC ter encontrado o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, pré-candidato à presidência, “numa festa”; daí, Lula, correta e calibradamente, pôs o pé na porta: “Não é que ele encontrou com o Tarcísio em uma festa. A festa foi para ele, foi uma homenagem que o governo de São Paulo fez para ele, certamente porque o governador de São Paulo está achando maravilhoso a taxa de juros de 10,50%”, asseverou.&nbsp;</p>



<p>Depois da homenagem feita a Campos Neto por Tarcísio Freitas, <em>spin doctors </em>do governador paulista fizeram chegar a algumas redações amigas das teses reacionárias do bolsonarismo que o ainda presidente do Banco Central aceitaria ser ministro da Fazenda de um eventual governo de Tarcísio Freitas caso ele se eleja em 2026 derrotando o grupo político que ora ocupa a Presidência. Hábil e mordaz, Lula espicaçou: “Quando ele se autolança para um cargo, eu fico imaginando, a gente vai repetir um Moro? O presidente do BC está disposto a fazer o mesmo papel que o Moro fez <em>(referia-se ao ex-juiz Sérgio Moro, que aceitou seu ministro da Justiça ainda como magistrado e durante a campanha de 2022, quando promoveu manobras jurídicas indecentes para beneficiar Bolsonaro contra Fernando Haddad em 2018</em>)? Um paladino da Justiça, com rabo preso a compromissos políticos? Então, o presidente do BC precisa ser uma figura séria, responsável e ele tem que ser imune aos nervosismos momentâneos do mercado”, respondeu o presidente. Uma comparação dura e definitiva.</p>



<p>Com sua entrevista à CBN, e com a precisão do lançamento do dardo ao alvo da cartela da agenda política nacional, Lula restaurou a precedência do Palácio do Planalto na pauta da política e da economia e obrigou Tarcísio, Arthur Lira e Sérgio Moro a saírem do mutismo cínico ao qual estavam confortavelmente entregues pelos aduladores midiáticos que deles não exigem explicações &#8211; só munições para atrapalhar o Governo e o país &#8211; e defenderem Campos Neto além de explicarem como se crê que há um “Banco Central independente” se o presidente da instituição sonha em ser ministro da Fazenda de um adversário do atual presidente da República.</p>
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		<title>Lula 3 nos leva a flertar com uma nova tragédia política no país. Extrema-direita se revigorou e pode voltar ao poder</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/lula-3-nos-leva-a-flertar-com-uma-nova-tragedia-politica-no-pais-extrema-direita-se-revigorou-e-pode-voltar-ao-poder/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2024 20:07:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não há mais tempo para o presidente Lula errar ou retardar as mudanças que precisam ser feitas no Governo. Extrema-direita comeu terreno da esquerda e já tem seu candidato</p>
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<p><em>O presidente Lula parece atordoado. Dá vezo a uma ingenuidade política que nele não víamos desde 1994. Quem sabe fazia as horas &#8211; nunca arriscava perder o timing</em></p>



<p><strong><em>Por </em></strong><a href="mailto:lula@ideiasfatosetexto.com.br"><strong><em>Luís Costa Pinto</em></strong></a></p>



<p>O massacre legisferoz (<em>sim, é um neologismo e eu o criei para definir o que houve</em>) da última terça-feira expôs ao Brasil ao mundo a feiúra pérfida e pútrida das entranhas do Congresso Nacional. Na necrópsia daquele dia, envolto na gosma purulenta regurgitada pelo exército de cretinos e cretinas liderados por Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, estavam as fotografias de uma nação irremediavelmente dividida e os restos mortais de um Governo inepto, fraco e disfuncional. Observando de longe o presidente Lula nas reuniões palacianas, nos eventos mal cobertos pela mídia oficial e distorcidos pela mídia tradicional, o presidente Lula parece atordoado. Dá vezo a uma ingenuidade política que nele não víamos desde 1994, quando perdeu uma eleição ganha por se deixar enrolar e embevecer pelo “mercado financeiro” e pelo “centro político” até que eclodisse da chocadeira manipulada por essas duas entidades a candidatura imbatível de Fernando Henrique Cardoso. Imbatível, claro, porque fora nutrida com a <em>kryptonita </em>envolta no rótulo do Plano Real.</p>



<p>Outrora baluarte onde se assentava a estrutura de todos os sonhos e projetos do lado bom da sociedade brasileira &#8211; a centro-esquerda e siglas até mais radicais do que ele já foi um dia &#8211; o Partido dos Trabalhadores perdeu a centralidade do debate político. Entra numa eleição municipal onde corre o risco de ser pulverizado do comando das capitais e humilhado nas cidades médias e pequenas. Quando descemos rumo ao coração das trevas tupiniquins, nos rincões profundos do país, em verdade, o PT surge como pau de galinheiro das mazelas sociais. Sabemos que não é nada disso, mas, assim é pintado e coreografado todos os dias no universo paralelo das redes sociais legitimadas pela média dos comentaristas acéfalos e bucéfalos da mídia tradicional. A imagem distorcida desse único grande partido político brasileiro, de suas utopias e da maior liderança que ele forjou e que tem, sim, alma e caráter de estadista universal, Lula, permanece sendo vilipendiada nas profissões-de-fé de arautos do evangelho que fanatizaram a prática política e dela se beneficiam argentariamente.</p>



<p>Esse é o quadro atual da conjuntura nacional. Com 18 meses de 3º mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, estamos no derradeiro momento para efetuar alguma inflexão no Governo, na equipe de gestão, nas políticas ora em curso e na forma de dialogar com a sociedade e enfrentar a oposição. Até aqui, o presidente da República abusou da boa vontade com opositores e com atores centrais do “mercado financeiro” e da “mídia tradicional”. Por eles, foi abusado. Os coadjuvantes nomeados por Lula para intercederem em nome dele e como porta-vozes do projeto de país que ele tem, os ministros de Estado, sobretudo a <em>troika </em>palaciana integrada por Casa Civil, Secretaria Geral de Governo, Articulação Política e Secom, tem fracassado miseravelmente nas missões que lhes foram confiadas.&nbsp;</p>



<p><strong>GUIMARÃES QUER ‘LIDERAR O PT’: IDÉIA CRETINA</strong></p>



<p>Em meio às ruínas do que já foi um dia o projeto do PT e a maquete daquilo que poderia ser um Brasil reconstruído depois da devastação da “Era Bolsonaro”, o líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), surgiu lépido e faceiro no dia seguinte as múltiplas derrotas congressuais arvorando-se a disputar a presidência do partido para “mudar tudo”. Certamente incorporou a cretinice não patológica dos companheiros de Centrão e do chiqueirinho parlamentar de Arthur Lira, turmas com a qual anda desde muito antes de 2022. Guimarães é sócio remido dessa tragédia na cena política nacional, é elemento desagregador na equipe de Governo &#8211; sempre se viu como candidato à vaga hipotética de Alexandre Padilha (Articulação Política do Palácio do Planalto) e agora se crê nome viável à sucessão de Gleisi Hoffmann no comando PT. No enredo melancólico vivido até agora, nesses 18 meses de 3º mandato de Lula, o líder na Câmara foi uma espécie de “cavalo de Tróia” por meio do qual Lira e seu rol de condenados desembarcaram no Governo a fim de promover as pilhagens às quais testemunhamos.</p>



<p>Movimentando-se pelas marginais das estradas que conduzem ao poder, o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, ultrapassou todos os demais competidores que disputavam com ele o bólido emprestado em 2018 a Jair Bolsonaro: o de títere do “mercado financeiro” e das alas mais reacionárias da plutocracia brasileira &#8211; nela incluídos os herdeiros da “mídia tradicional” e o trio de novos atores que compraram ingresso para o camarote do grupo, Rubens Ometto (Cosan/Estadão), João Camargo (Esfera/CNN/Estadão) e Rubens Menin (MRV/CNN/Itatiaia). Arthur Lira dirige o BRT que se esgueira por essa rodovia. Rodrigo Pacheco é o simpático e pouco confiável rodomoço a distribuir sorrisos e perscrutar a cena para saber com quais lealdades contará lá na frente, na hora de resgatar as promessas feitas a seus projetos pessoais. O <em>Bus Rapid Transit </em>conduzido por Lira não produz vácuo por onde passa. Ao contrário, aplaina o caminho para a volta da extrema-direita ao poder federal no meio da pista calcinada pelo desmonte promovido nas bases da sociedade a partir das quermesses <em>legisferozes </em>promovidas no Congresso Nacional. É preciso conter o avanço desse trem que personifica a vanguarda do atraso; quem sabe fazia as horas, não faz mais. Perdeu o <em>timing</em>.<br></p>
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		<title>“Autoridade Federal” no sul é o “Ministério Extraordinário” proposto aqui. Seguem 8 ideias de ação no RS traçadas por Marcelo Garcia</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/autoridade-federal-no-sul-e-o-ministerio-extraordinario-proposto-aqui-seguem-8-ideias-de-acao-no-rs-tracadas-por-marcelo-garcia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2024 20:35:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O assistente social Marcelo Reis Garcia, professor de Práticas Sociais, que foi Secretário Nacional de Assistência Social em governos do PSDB e do PT, elaborou a “Proposta Emergencial para a Reconstrução Social do Rio Grande do Sul” em oito tópicos. </p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/autoridade-federal-no-sul-e-o-ministerio-extraordinario-proposto-aqui-seguem-8-ideias-de-acao-no-rs-tracadas-por-marcelo-garcia/">“Autoridade Federal” no sul é o “Ministério Extraordinário” proposto aqui. Seguem 8 ideias de ação no RS traçadas por Marcelo Garcia</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Ontem, na Plataforma (</em><a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/impoe-se-um-ministerio-extraordinario-de-reconstrucao-do-sul-governo-central-agil-e-proativo-expos-escoria-extremista/"><em>ver link</em></a><em>), revelou-se a possibilidade de criação da pasta ministerial dedicada à reconstrução do Rio Grande do Sul. “Autoridade” é igual. Seguem ideias novas:</em></p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto </em></strong>&#8211; A reconstrução da infraestrutura viária, do tecido social e da teia de empresas e cooperativas que davam vida e movimentavam a economia do Rio Grande do Sul é um desafio que levará anos e exigirá foco e dedicação de todos os entes públicos das três esferas de poder &#8211; dos municípios, do estado e da União &#8211; e empenho tenaz e de longo curso de organizações não-governamentais, instituições públicas e privadas, sindicatos, entidades religiosas de todos os credos e partidos políticos de quaisquer matizes.&nbsp;</p>



<p>Dada a dimensão dos obstáculos e o grau de dificuldade da missão a ser cumprida para mitigar os efeitos imediatos e os traumas que virão a longo prazo, as coisas só retornarão ao leito normal por onde corriam até a fatídica noite de 30 de abril de 2024 de forma lenta e gradual. Há chances nada desprezíveis, porém, de novos e devastadores fenômenos climáticos adversos interromperem o processo e criarem um compasso de valsa a essa infernal dança do destino no sul do Brasil.&nbsp;</p>



<p>O assistente social Marcelo Reis Garcia, professor de Práticas Sociais, que foi Secretário Nacional de Assistência Social em governos do PSDB e do PT, tendo trabalhado diretamente com os ex-ministros Patrus Ananias e Izabela Teixeira, a ex-primeira-dama Ruth Cardoso e que foi secretário e adjunto da área de assistência social em gestões de César Maia, no Rio, de Antônio Anastasia, em Minas Gerais, e de Ronaldo Caiado, em Goiás, além de ter dado um consultoria aguda para a Câmara dos Deputados nos períodos em que Rodrigo Maia presidiu a Casa, elaborou a “Proposta Emergencial para a Reconstrução Social do Rio Grande do Sul” que ora segue, em oito tópicos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Recadastramento de toda a população do Rio Grande do Sul. “Durante este período das devastações climáticas e de seus efeitos”, diz ele, “todos os que estavam no Cadastro Único devem receber o Bolsa Família”. Os dados mudaram precisam passar por uma análise, pois mudaram completamente depois das devastações.</li>



<li>Criação da Força Social Nacional no mesmo modelo da Força de Segurança Nacional. Segundo Garcia, seriam integradas por assistentes sociais e psicólogos de outros estados que irão para o Rio Grande do Sul na fase aguda da reconstrução social. “As equipes do RS estão exaustas e não darão conta desse desafio”, crê.</li>



<li>&nbsp;Liberar os saldos financeiros do Fundo Estadual e Fundos Municipais&nbsp; de 2021 a 2024 (mesmo aqueles saldos remanescentes da época do combate à Covid-19), numa ação denominada Programa Emergência Familiar. “Esse programa não teria rubrica alguma”, assevera. Ou seja, seriam verbas descarimbadas &#8211; para usar o jargão da tecnocracia brasiliense.</li>



<li>Pagar pelo prazo de seis meses o teto integral IGD (Índice de Gestão Descentralizada) do Cadastro Único. Hoje, em condições normais, o pagamento é por resultado auferido em cada unidade da Federação.</li>



<li>Aumentar em 100% os recursos dos Fundos de Assistência para o Rio Grande do Sul e seus municípios durante o prazo de doze meses.</li>



<li>Criar um cartão de débito com valor de R$5.000,00 para famílias que tiveram perdas totais de móveis e eletrodomésticos. Esses cartões não devem ser passíveis de saques em espécies &#8211; têm de se destinar apenas gastos em lojas cadastradas no sistema de fornecimento emergencial.</li>



<li>Instaurar “Ambulatórios de Reconstrução” nas maiores cidades do Rio Grande do Sul com equipe volantes para ou municípios menores. Esses ambulatórios teriam equipe formada por assistentes sociais, psicólogos, advogados, economistas e arquitetos. “A reconstrução da vida dos atingidos passa de traumas psicológicos a negociação de dívidas, necessidade de avaliação das casas, defesa de direitos e organização de um Plano de Reconstrução Individual e Familiar”, diz Marcelo Garcia.</li>



<li>Criar “Espaços de Cuidados&#8221; para quem trabalhou na tragédia como profissional ou voluntário. “Muitos podem estar absorvendo traumas complexos”, crê ele.</li>
</ul>



<p>Marcelo Garcia é um profissional do “chão de fábrica” da assistência social. Desde o início dos anos 1990 esteve no centro nevrálgico de alguns dos maiores dramas sociais ocorridos no país. Identifica-se com a ação política mais vinculada ao centro democrático, mas, evoca profundo respeito em personalidades centrais da esquerda como os ex-ministros Patrus Ananias e Tereza Campelo. Entre 2016 e 2022, esteve na linha de frente da resistência às tentativas de golpe de Estado empreendidas no Brasil contra o Estado Democrático de Direito. É uma voz que deve ser ouvida e, certamente, uma força de trabalho que deve estar à disposição da reconstrução do sul do país. De resto, a criação de uma “Autoridade Federal no Sul” é uma linha de decisão correta, porém, mais fraca do que um “Ministério da Reconstrução do Sul”. A personalidade a ser destacada para ser os olhos e os ouvidos do presidente da República no estado destruído terá de ter divisões ministeriais no ombro porque irá liderar e coordenar ministros de Estado. Na linguagem de sinais do poder, ninguém que detenha posto ministerial submete-se a ser liderado por subalterno &#8211; não dará certo e jogará para Brasília um fardo decisório constante. As cores partidárias e os históricos políticos recentes ou os projetos eleitorais futuros (mesmo que imediatos, para 2022) têm de ser esquecidos nas gavetas do pragmatismo de Governo para que se indique um nome certo a fim de ocupar a cadeira de “Autoridade Federal” artesanalmente construída nas últimas horas no Planalto.</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/autoridade-federal-no-sul-e-o-ministerio-extraordinario-proposto-aqui-seguem-8-ideias-de-acao-no-rs-tracadas-por-marcelo-garcia/">“Autoridade Federal” no sul é o “Ministério Extraordinário” proposto aqui. Seguem 8 ideias de ação no RS traçadas por Marcelo Garcia</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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