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	<title>Arquivos Vacinação retardada - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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		<title>Sócia de representante de vacina indiana deve R$ 20 milhões à Saúde por não entregar remédio</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2021 21:27:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Vacinação retardada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acordo foi fechado em 2017, quando o ministro era o deputado Ricardo Barros; o atual líder do governo na Câmara, que tem se desentendido com a Anvisa, disse que 'rechaça' acusações de ter atuado para beneficiar a empresa</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/noticias/socia-de-representante-de-vacina-indiana-deve-r-20-milhoes-a-saude-por-nao-entregar-remedio/">Sócia de representante de vacina indiana deve R$ 20 milhões à Saúde por não entregar remédio</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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<p>Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo</p>



<p>18 de fevereiro de 2021 | 15h37</p>



<p>BRASÍLIA &#8211; A empresa que tenta trazer ao Brasil a vacina indiana&nbsp;<strong>Covaxin</strong>&nbsp;tem entre suas sócias uma firma que deve R$ 20 milhões ao&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/ministerio-da-saude"><strong>Ministério da Saúde</strong></a>. O valor é referente à compra de remédios de alto custo que nunca chegaram às mãos de&nbsp;pacientes de&nbsp;<strong>doenças raras</strong>. O contrato foi feito no fim de 2017, quando o ministério era chefiado pelo atual líder do governo na Câmara, deputado&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/ricardo-barros"><strong>Ricardo Barros</strong></a>&nbsp;(Progressistas-PR). Passados mais de três anos, a pasta diz ainda negociar o ressarcimento.&nbsp;</p>



<p>No fim de 2018, o&nbsp;<a href="https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,mpf-entra-com-acao-para-que-pacientes-de-doencas-raras-recebam-remedio,70002230344"><strong>Ministério Público&nbsp;Federal no Distrito Federal (MPF-DF) entrou com uma ação contra a&nbsp;Global Gestão em Saúde</strong></a>&nbsp;S. A., contra Barros e servidores que atuavam no Ministério da Saúde na época. A suspeita dos procuradores é de que o&nbsp;o atual líder do governo&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/jair-bolsonaro"><strong>Jair Bolsonaro</strong></a>&nbsp;beneficiou a empresa em contratos. O caso tramita na&nbsp;Justiça Federal do DF e a Procuradoria pede que os réus paguem&nbsp;<strong>R$ 119,9 milhões</strong>, valor que inclui o ressarcimento e danos morais a pacientes.</p>



<p>Segundo dados da Receita Federal, a Global é uma das sócias da Precisa Medicamentos, empresa que representa no Brasil o laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da Covaxin, uma vacina contra a covid-19. O presidente da Global, Francisco Emerson Maximiano, também é sócio administrador da Precisa.</p>



<p>Apesar do processo envolvendo a Global, nenhuma das duas empresas está impedida de firmar contratos com o governo federal.</p>



<p>O Ministério da Saúde negocia&nbsp;com a Precisa&nbsp;a compra de 20 milhões de doses da Covaxin. Segundo a pasta, o acordo só não foi fechado ainda por &#8220;atrasos nos repasses de informações” por parte da&nbsp;empresa.&nbsp;A ideia é começar a receber as doses já em março.</p>



<p>A&nbsp;<a href="https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,relator-propoe-em-mp-compra-pelo-setor-privado-e-facilidade-a-vacinas-aprovadas-na-india-e-russia,70003619205"><strong>negociação para a compra da vacina indiana e da Sputink V</strong></a>, desenvolvida na Rússia, ocorre no momento em que o governo federal é pressionado para ampliar a oferta de doses no País. Em algumas cidades, como no Rio de Janeiro, a imunização foi interrompida por falta do imunizante.</p>



<p>Além disso, o ministério e Bolsonaro tentam reduzir a dependência da Coronavac para a campanha de vacinação, pois o imunizante de origem chinesa é associado ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), adversário político do presidente.</p>



<p>Além da negociação com o governo federal, a Precisa também tem acordo para vender 5 milhões de doses ao setor privado, por meio da&nbsp;Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC).&nbsp;</p>



<p>O imunizante já recebeu aval para uso emergencial na Índia, mas ainda tem dados&nbsp;de eficácia desconhecidos. O produto passa por estudos de fase 3 no país de origem.&nbsp;A Precisa também diz que irá solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o aval para realizar estes testes no Brasil, em parceria com o instituto de pesquisa do hospital Albert Einstein.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sócia descumpre contrato</h3>



<p>No fim de outubro de 2017, a Global – sócia da Precisa Medicamentos – &nbsp;venceu edital para compra emergencial de medicamentos de alto custo para pacientes de doenças raras, apresentando proposta de R$ 19,9 milhões. A Anvisa, à época, afirmou que a Global não apresentou documentos exigidos para liberar a importação dos produtos, o que fez Barros acusar o órgão de favorecer monopólios.&nbsp;</p>



<p>O então ministro chegou a orientar pacientes, por WhatsApp, que fossem à Justiça contra a Anvisa. No mesmo período houve outras compras que opuseram Barros e a Anvisa e terminaram frustradas, mas apenas a Global recebeu o pagamento antecipado.</p>



<p>Após uma decisão da Justiça, a Anvisa autorizou as licenças de importação à Global. Ainda assim, a empresa não conseguiu cumprir com o contrato. Apenas poucos frascos foram trazidos ao País, que nem sequer foram distribuídos, pois eram apenas amostras de lotes.</p>



<p>No fim de 2018 a empresa firmou um acordo para devolver o valor do contrato em quatro parcelas. O acordo foi rompido meses mais tarde pela própria Global, que pediu para entregar o valor em 60 vezes, o que não foi aceito, segundo o ministério. A empresa chegou a propor prestar serviço de consultoria ao governo para aliviar a dívida.</p>



<p>Em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação, o Ministério da Saúde se recusou a entregar o processo atualizado de cobrança à Global. A pasta disse apenas que &#8220;encontra-se em fase de atualização do valor a ser ressarcido pela referida empresa à União&#8221;.</p>



<p>Na ação em que Barros e a Global são réus, a procuradora Luciana Loureiro Oliveira afirma que o ministério &#8220;insistia&#8221; em dar à empresa &#8220;todas as oportunidades possíveis de executar&#8221; o contrato, mesmo sabendo que a vencedora do edital &#8220;não tinha disponibilidade alguma sobre qualquer frasco dos medicamentos em questão e que ela não conseguiria importá-los em razão das exigências regulatórias&#8221;.</p>



<p>Oliveira ainda acusa, com base em depoimentos de funcionários da pasta, que Barros pressionou pelo pagamento antecipado à Global, mesmo após a empresa apresentar números de lotes para importação que seriam falsos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Barros prometeu &#8216;enquadrar&#8217; Anvisa&nbsp;&nbsp;</h3>



<p>Atual líder do governo na Câmara, Barros tem feito críticas à atuação da Anvisa em relação ao processo de aprovação de vacinas. Em entrevista ao&nbsp;<strong>Estadão</strong>&nbsp;no dia 4, disse que&nbsp;<a href="https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,vamos-enquadrar-a-anvisa-ameaca-lider-do-governo-bolsonaro,70003605115"><strong>iria&nbsp;&#8220;enquadrar&#8221; a agência</strong></a>, que não estaria &#8220;nem aí&#8221; para a discussão sobre as vacinas contra a covid-19.&nbsp;No mesmo dia, o Congresso aprovou regra que prevê um prazo de cinco dias para o órgão sanitário liberar o uso emergencial de imunizantes já aprovados em outros países.&nbsp;</p>



<p>O presidente da agência, Antonio Barra Torres, reagiu e disse que&nbsp;<a href="https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,mp-que-exclui-analise-sobre-vacinas-destroi-credibilidade-do-pais-diz-chefe-da-anvisa,70003606681"><strong>estuda ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) se a regra for sancionada</strong></a>.</p>



<p>Barros também apresentou uma emenda à medida provisória 1026/2021 para a Anvisa acelerar a análise de vacinas já autorizadas na Índia. A regra atual permite facilitar o caminho a produtos que receberam aval de agências de peso, como dos Estados Unidos, China e Europa. A emenda foi aceita no relatório sobre esta MP, que deve ser votada na semana que vem pela Câmara dos Deputados.</p>



<p>Procurado, Barros disse ao&nbsp;<strong>Estadão</strong>&nbsp;que &#8220;rechaça&#8221; acusações do MPF sobre ter beneficiado a Global em 2017. Disse ainda que &#8220;repudia&#8221; o &#8220;ativismo político&#8221; de procuradores. O ex-ministro também declarou que, à frente da Saúde, promoveu uma política de &#8220;quebra de monopólios&#8221;.</p>



<p>&#8220;No caso da empresa Global, houve inexecução contratual e foram adotadas todas as providências pelo Ministério da Saúde para penalização da empresa e para o ressarcimento ao erário. Não houve favorecimento ou qualquer ato de improbidade&#8221;, disse.</p>



<p>O Ministério da Saúde, a Global e a Precisa Medicamentos não quiseram se manifestar.&nbsp;</p>



<p>Ao pedir a rescisão do contrato, em setembro de 2018, a Global alegou ao ministério que teve “coragem de desafiar o status quo”, mas que “não foi possível vencer todos estes obstáculos do monopólio instaurado no País para entregar os medicamentos”.</p>



<p>“Durante esse tempo, a Global enfrentou adversários poderosos, incentivados pela da indústria do mercado farmacêutico e o feudo estabelecido e blindado por elas, que usaram iniciativas de pressão por notícias plantadas na mídia, por meios escusos e obscuros, de ameaças veladas e sutis, buscando manter sempre suas margens a qualquer preço”, alegou a empresa à época, em ofício à Saúde.</p>



<p>Leia aqui a postagem original do Estadão: <a href="https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,socia-de-representante-de-vacina-indiana-deve-r-20-milhoes-a-saude-por-nao-entregar-remedio,70003620170" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,socia-de-representante-de-vacina-indiana-deve-r-20-milhoes-a-saude-por-nao-entregar-remedio,70003620170</a></p>
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