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	<title>Arquivos Putin - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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	<description>Informação, análise e entretenimento</description>
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	<title>Arquivos Putin - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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		<title>Pedir a queda, a prisão e o julgamento de Putin é dever democrático. Bolsonaristas à direita e à esquerda disputam espólio dele</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/noticias/pedir-a-queda-a-prisao-e-o-julgamento-de-putin-e-dever-democratico-bolsonaristas-a-direita-e-a-esquerda-disputam-espolio-dele/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[PLATAFORMA BRASÍLIA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 17:41:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crimes de guerra estão sendo cometidos no território invadido da Ucrânia. Déficit democrático dos dois países iguala Zelensky ao presidente russo</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/noticias/pedir-a-queda-a-prisao-e-o-julgamento-de-putin-e-dever-democratico-bolsonaristas-a-direita-e-a-esquerda-disputam-espolio-dele/">Pedir a queda, a prisão e o julgamento de Putin é dever democrático. Bolsonaristas à direita e à esquerda disputam espólio dele</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se é legítimo tomar por aceitável que um governo eleito (o de Volodymyr Zelensky) com 73% dos votos numa Democracia ocidental que em 2019 figurava no ranking “Índice da Democracia” com 5,9 pontos e classificada na categoria amarela de “Regime Híbrido”, como argumentam os <i>partisans </i>de Vladimir Putin nesta guerra tão insana quanto desumana contra a Ucrânia, por que seria ilegítimo advogar e defender abertamente a derrubada de um líder autocrata de um Estado que no mesmo ranking tem desempenho de apenas 3,11 pontos e figura como “Regime Autoritário”?</p>
<p>O autocrata é Putin. Desde 1999, quando ascendeu ao posto de 1º ministro de um provecto Bóris Ieltsin, não largou mais o poder. Em 2000, venceu a eleição para suceder Ieltsin. Entre 2008 e 2012, preservou o poder de fato voltando à chancelaria – daquela vez, de Dimitri Medvedev, um presidente-fantoche que obedecia a ele. Depois que voltou à presidência russa, em 2012, eleito com 63% dos votos e reeleito em 2016 com o sufrágio de 78% dos eleitores em um pleito marcado pela eliminação dos adversários por meio de dissuasão violenta ou por perseguição judicial, Vladimir Putin alterou a legislação russa e concedeu a si mesmo a possibilidade de seguir no poder até 2036. No curso dos anos, cuidou de ampliar sua força por dentro do Estado fazendo vergar as instituições.</p>
<h3><i><b>Justificativas da Rússia para a agressão e invasão da Ucrânia não se sustentam em cotejamento simétrico de valores</b></i></h3>
<p>O regime de Putin não tem freios ou contrapesos aos anseios dele, e são desconhecidos os limites para a ambição do ex-agente secreto da KGB, o serviço secreto da extinta União Soviética, que se diz um anticomunista convicto e é também conhecido por sua frieza, misoginia e intolerância aos contrários.</p>
<p>Admita-se, portanto, por paralelismo racional, que em nome de “valores civilizatórios” há tantos argumentos para defender a derrubada de Vladimir Putin por uma aliança de Estados que se contrapõe à manutenção do arsenal nuclear russo nas mãos de uma liderança avessa às regras democráticas e ao primado da diplomacia, quanto as razões esgrimidas pelos simpatizantes da derrubada de Zelensky e ascensão de um governo “pró-Moscou” na Ucrânia (ou, mesmo, anexação do território ucraniano ao russo, como se pode inferir a partir das forças desproporcionais no conflito em curso no leste europeu).</p>
<p>Se o presidente ucraniano seria um títere das falanges nazistas que permaneceram vivas na Ucrânia, ele tem de cair. É o que dizem alguns dos anti-Zelensky. Se a Ucrânia imaginava ameaçar a Rússia entrando para a OTAN, devaste-se a Nação nascida depois do colapso da URSS com a blitz desumana de bombardeios e imponha-se a força imperial russa, justificam outros.</p>
<p>Se é possível validar os argumentos a favor de Putin nesta guerra amoral, como todas; aética, como todas; desumana, como todas; tem de se reconhecer por válidos, também, os argumentos de quem defende a imediata derrubada do governo russo.</p>
<p>Imaginando que esta especulação seja bem sucedida, democratas de verdade devem iniciar a campanha pela prisão do “presidente” da Rússia – e aí começa a grande diferença de tratamento entre ele e Volodymyr Zelensky: Vladimir Putin tem de ser julgado pelos crimes de guerra que já cometeu ao submeter a população civil da Ucrânia aos bombardeios, à fome, aos desmonte da infraestrutura do país.</p>
<p>Quanto mais longa se tornar essa guerra, mais crimes serão cometidos. A perversidade dos invasores começará a ser vista a partir do primeiro mês de invasão, quando a luta pela sobrevivência igualar russos e ucranianos na terra arrasada do território invadido.</p>
<h3><i><b>Adoração a Putin estabeleceu rapidamente o “bolsonarismo de esquerda”, algo antes impensável</b></i></h3>
<p>No Brasil, onde o calor dos trópicos tem capacidade única para derreter tudo – sobretudo ideias e conceitos – e fundir matérias antes tidas por imiscíveis em gosmas pastosas, Vladimir Putin tem admiradores de sua boçalidade atroz à extrema-direita e à extrema-esquerda. O porta-estandarte, líder da bateria e presidente da “Escola de Samba Unidos e Fechados com o Vladimir” é Jair Bolsonaro.</p>
<p>Adepto da “Nova Ordem Mundial”, <a href="https://www.brasil247.com/poder/em-mensagem-no-whatsapp-bolsonaro-da-pistas-das-razoes-pelas-quais-fecha-com-putin-e-e-pro-russia-seria-a-nova-ordem-mundial" rel="noopener">como ele mesmo escreveu no whatsapp </a>para alguns amigos, fazendo um <i>melting pot</i> de conceitos ideológicos (profundos como pires de cafezinho de padaria) deslindados pelos gurus Olavo de Carvalho (dele) e Alexander Dugin (de Putin), Bolsonaro agrada à extrema-esquerda e a antigos críticos porque se alinha a quem enxerga nos Estados Unidos e em Nações como Reino Unido, Alemanha, França, na ONU e na OTAN, instrumentos do “imperialismo” que teria passado a exercer o poder por meio de grandes corporações planetárias e de seus controladores.</p>
<p>A adoração genuflexa de Bolsonaro a Putin terminou por aliar, no jogo político e ideológico brasileiro, a ignorância da direita nacional (que não conhece limites e sempre é capaz de nos assombrar com a perversidade dos seus objetivos) e a arrogância pueril de &#8220;ultra esquerdistas&#8221; que se creem guardiães da sabedoria e do conhecimento universais.</p>
<p>O “bolsonarismo de esquerda” é um rebento desses dias incomuns, já nasceu e caminha entre nós, sorrateiro, minando a cena política e dividindo o lado que deveria estar unido no objetivo central: vencer Bolsonaro, aniquilar o bolsonarismo, julgar os criminosos do regime que o servem.</p>
<p>Assista:</p>
<p><iframe title="Sua Excelência, O Fato - Convidados Especiais: Hélio Doyle e Rudolfo Lago" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/yNSVTaIxcRY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Guerra legítima? Iludidos, opiniáticos têm de rever às pressas posições pró-Putin eivadas de ingenuidade, má-fé e desinformação</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/noticias/guerra-legitima-iludidos-opiniaticos-tem-de-rever-as-pressas-posicoes-pro-putin-eivadas-de-ingenuidade-ma-fe-e-desinformacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[PLATAFORMA BRASÍLIA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Feb 2022 23:01:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não há legitimidade em guerras. Nelas, alguém sempre busca subjugar a verdade. É melhor assumir as dúvidas do que expor certezas gasosas. Tudo muda</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><b>Por Luís Costa Pinto, do 247 –</b></i> Para seguir adiante, é necessário que os adeptos e advogados do que viam ser “a insurgência avassaladora de um mundo multipolar” a partir daquilo que imaginavam “uma jogada de mestre” de “um gênio” da diplomacia linha-dura façam autocrítica. Assim eles se referiam à invasão e aos ataques russos à Ucrânia liderados por Vladimir Putin, daí as aspas.</p>
<p>Espantado, surpreendi-me quando identifiquei boas cabeças, detentoras de ideias interessantes em outros momentos, a esse viés ingênuo e apressado de tirar conclusões sobre a dinâmica dos fatos. A História passava ante os olhos deles, e estavam despreparados para opinar. Em socorro da própria ignorância, passaram a atacar, então, os adversários de suas teses: seriam os “desinformados” ou forjados pelo “imperialismo”. Eu estava incluído entre eles, medido pelo sarrafo de tais opiniáticos de esquerda. Exibiam contra mim, em alguns casos, até o olhar parvo dos que têm certezas absolutas e instantâneas ante qualquer coisa.</p>
<p>A expressão “imperialismo”, ou ver alguém acusando outro de “imperialista” em debates sérios – como alguns que foram travados nos curso dessa guerra que já dura quase seis dias –, causa-me um misto de enfado, urticária e vergonha alheia. Como carrego já alguma experiência de mais de três décadas comprando brigas por ideias, resignei-me ao rol de dúvidas que a gente aprende a ter com o tempo, fazendo-as sufocar as certezas rasteiras.</p>
<p>Será impossível avançar sem responder às perguntas básicas que seguem:</p>
<ol>
<li>Usar força militar exógena para fazer uma Nação livre “regressar ao arranjo político pré-2014, com governos pró-Moscou”, é ato defensável por democratas?</li>
<li>Imaginando que o delírio russo de “vim, vi e venci” fosse completado em 48 a 72 horas, como Putin ambicionava, o que seria feito de uma Ucrânia derrotada? Anexada ao território russo, tornar-se-ia um apêndice no mapa-múndi? Volodymyr Zelensky, o comediante despreparado que venceu as últimas eleições presidenciais com 73% dos votos embalado numa retórica anti-russa, entregaria o cargo a um governo militarizado pró-Moscou desenhado por Vladimir Putin e isso seria aceitável?</li>
<li>Especulando agora sobre um desastre total do Exército do autocrata moscovita, como fazer as fronteiras ucranianas regressarem ao padrão de tensão sob controle anterior à invasão e aos ataques ordenados em Moscou? Será possível fazê-lo sem estabelecer uma nova &#8220;cortina de ferro”, desta feita assentada em armas blindadas e munição pesada que lhe darão contornos reais e dramáticos?</li>
<li>A liderança e a admiração interna da qual Vladimir Putin supunha desfrutar na Rússia, ou impõe com a força dos autocratas que não piscam antes de reprimir e assassinar adversários e críticos de seu regime, chancelaria bovinamente os avanços bélicos sobre território ucraniano? Ou a demora em anunciar uma “vitória” que era pretendida com rapidez tão impossível quanto irresponsável, mina por dentro a sociedade russa? O movimento das placas tectônicas internas da sociedade russa pode levar a uma implosão do Estado sob Putin?</li>
<li>Vladimir Putin tem controle total e absoluto do Exército russo?</li>
</ol>
<p>Não tenho respostas para essas questões – e duvido de quem diga que as tem. A começar pela de número 5, que poderia ser simples. Tem?</p>
<h3><i><b>Às vésperas da queda do muro, a Berlim dividida era uma realidade concreta. Tudo se desmanchou no ar, numa noite</b></i></h3>
<p>Estive em Berlim em maio de 1989, meses antes da queda do muro que dividia a cidade e o mundo em dois lados. O “ocidental”, controlado por comandos militarizados de Estados Unidos, França, Reino Unido e República Federal da Alemanha (FDR). E o “oriental”, sob o comando da União Soviética como mediadora das ações da República Democrática da Alemanha (DDR). Tudo soava falso ao jornalista de 19 anos, em formação ainda, que se sentia privilegiado por transitar <i>in loco</i> pelos dois lados da propaganda ideológica.</p>
<p>A iluminação feérica da Kurfürstendamm já não escondia a decadência de uma avenida que pretendia ser a vitrine do capitalismo. Mas, a imponência de uma KDW cintilante e exibindo coloridos e marcas jamais permitidos aos “orientais”, os cruzamentos pujantes de linhas de U-bahn com S-bahn, os metrôs de subsolo e de superfície da cidade-Estado, corriam para esconder a sensação. O olhar perturbadoramente triste dos berlinenses do oeste dizia muito.</p>
<p>O vazio de concreto da Alexandreplatz, pontuado por alguns escombros de bombardeios da 2ª Guerra Mundial, e a imponência da torre da TV estatal da Alemanha Oriental, marcada pela esfera metálica ornada com poliedros, reafirmava a sinistrude do ar no leste europeu.</p>
<p>Cruzar o checkpoint Charlie, o Portão de Brandemburgo, era como atravessar o portal entre dois sistemas – e ambos eram arrogantes em perseverar nos seus erros. Determinada noite, uma amiga insistiu para irmos à estação Zoo do metrô, do lado ocidental. Queria conhecer o local descrito por Christiane F., a protagonista de uma biografia blockbuster que seguia fazendo sucesso planetário.</p>
<p>Terminei a excursão urbana às 6h, escutando um saxofonista solitário tocar Charlie Parker num dos corredores do subsolo da Siegessaüle, a Coluna da Vitória encimada por uma deusa alada. Os acordes nostálgicos daquele começo de manhã de maio consolidaria a forma como eu iria compreender no futuro o que já se passava. Deixei a Alemanha por Bonn, a pacata e linda capital barroca de uma Alemanha Ocidental que, tinha certeza, perduraria distante por décadas de sua contra-face separada pela guerra.</p>
<p>Em 9 de novembro daquele 1989, depois de uma notícia mal interpretada pelos difusores oficiais de informações de Berlim Oriental, espalhou-se o comunicado de que passava a ser imediata a concessão de vistos para berlinenses que desejassem transitar livremente pelos dois lados da antiga capital alemã. O muro caiu numa noite. Administrada até então pelos vitoriosos da 2ª Guerra e símbolo da impotência e do subjugo dos derrotados, Berlim se reunificou antes da própria Alemanha.</p>
<p>Voltei a Berlim em 1993, comprei um “‘pedaço do muro” sabendo que muito provavelmente era apenas um naco de concreto sujo de tinta. Decidi guardar a lembrança como alerta constante de que as dúvidas ensinam mais, e contam mais fielmente os fatos, do que as certezas imediatas assentadas na arrogância ingênua.</p>
<p>Espero que os advogados da tese de “guerra legítima” na Ucrânia encontrem rapidamente o Muro de Berlim de suas convicções, derrubem-no e abracem as dúvidas. Elas são mais sábias.</p>
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		<title>Bolsonaro é soldado raso nos Jogos de Guerra da Europa, desclassifica o Brasil no mundo e há impacto na campanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[PLATAFORMA BRASÍLIA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Feb 2022 14:49:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há duas semanas, Jair Bolsonaro cruzou o Atlântico para uma photo-op com Putin. Ato tonto de diplomacia trêfega terá consequências para ele e para o País</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><b>Por <a href="https://plataformabrasilia.com.br/author/lula/">Luís Costa Pinto</a> – </b></i>Foram feitas advertências internas, no Itamaraty, ao ministro das Relações Exteriores, Carlos França, para que ele se empenhasse em convencer o chefe Jair Bolsonaro a cancelar a viagem à Rússia há duas semanas. Os ouvidos moucos de França e a arrogância dos ignorantes de Bolsonaro desdenharam os alertas dados pelos escalões profissionais da diplomacia brasileira. Resignados, insistem em persistir atuando friamente e profissionalmente nesses anos de chumbo de uma chancelaria nacional que desmonta a tradição do Brasil como protagonista da solução de conflitos internacionais.</p>
<p>Andrajoso em suas vestes de Chefe de Estado roto e esfarrapado, porque mesmo os uniformes de gala caem-lhe como os macacões sujos dos soldados rasos que cumprem caninamente as missões determinadas pelo voluntarismo dos idiotas com atitude, Bolsonaro foi à Rússia. Estava convencido que Vladimir Putin não daria o primeiro tiro em direção à Ucrânia e anexaria as regiões de Donetsk e Luhansk apenas com a exibição de seu potencial de força. Deixava-se monitorar pelas informações de baixíssima qualidade do aparato de informações estratégicas do Estado brasileiro. Em Moscou, Bolsonaro chegou a dizer que o autocrata russo busca a paz.</p>
<p>Na madrugada desta 5ª feira, 24 de fevereiro, no Brasil, Vladimir Putin ordenou os primeiros bombardeios a alvos dentro do território ucraniano e começou a primeira guerra entre nações na Europa desde o fim da 2ª Guerra Mundial em 1945. Há uma evidente escalada de anexação da Ucrânia à Rússia, como é possível depreender dos discursos bélicos de Putin. O autocrata russo, amigo de Bolsonaro e visto pelo brasileiro como uma personalidade pacífica, põe em dúvida até a legitimidade da existência de um Estado ucraniano. Para ele, a Ucrânia seria uma Nação artificial criada em 1991 depois do desmonte da União Soviética.</p>
<p>Jair Bolsonaro é irrelevante na cena internacional. O Brasil, não. Ou melhor, não era até Jair Bolsonaro cair de pára-quedas na cadeira presidencial, largado do ar pelo “Partido Militar” que se esforçou em pô-lo onde está e depois se dividiu ante o ruinoso legado que a criatura desumana produziu. Um dia antes do início efetivo da guerra europeia, celebrava-se no Palácio do Planalto a esquisita pesquisa “Futura/ModalMais” (assista o link no fim deste texto, com um corte da TV 247, para entender do que trata a pesquisa) que apontou de forma esdrúxula (<a href="https://www.brasil247.com/brasil/pesquisa-de-banco-que-apontou-empate-tecnico-entre-lula-e-bolsonaro-usa-metodologia-condenada-por-especialistas" rel="noopener"><u>usando metodologia condenada por cientistas políticos</u></a>), um improvável empate entre o ex-presidente Lula e Bolsonaro em intenções de voto.</p>
<p>Na esteira da guerra em suas primeiras horas, o preço do barril de petróleo ultrapassou os US$ 100 pela primeira vez em sete anos, o dólar e o euro readquiriram ritmo de valorização no mercado brasileiro e as bolsas de valores despencaram em todo o mundo. Tudo isso, além do descrédito do Brasil na cena internacional, impactará de forma rápida e atroz qualquer novo início de recuperação econômica que começava a experimentar – em que pese a persistência da inflação alta.</p>
<p>Mesmo com as intervenções de Bolsonaro na Petrobras, que são esperadas por investidores nos próximos dias, não há mais condições objetivas de mercado para apostar na queda dos preços dos combustíveis antes da solução da guerra pela Ucrânia. Hoje, o conflito está apenas no começo e a aposta é de uma escalada duradoura. Economias se desorganizam em guerras, antes de as economias das nações vencedoras se reorganizarem para ganhá-las e depois para reconstruir o que foi destruído. O Brasil, que nunca esteve preparado para um conflito europeu real, cuja diplomacia tonta liderada por Bolsonaro e França apostou em blefes de Putin, não está organizado para o novo momento financeiro internacional.</p>
<p>Além de toda a tragédia descrita até aqui, impõe-se a Bolsonaro lidar com um dado eloquente e real trazido à cena pelo jornalista americano <u>Glenn Greenwald em entrevista à </u><u><i><b>TV 247</b></i></u>: porque o atual presidente brasileiro flertou abertamente com a Rússia de Putin às vésperas dos bombardeios na Ucrânia, e porque o mesmo Bolsonaro é um aliado de 1ª hora de Donald Trump (que não morreu para a política norte-americana e ameaça voltar como candidato fortíssimo à Presidência em 2024, embalado pelas eleições congressuais que os Democratas e Joe Biden devem perder), os Estados Unidos tendem a apoiar fortemente a oposição no Brasil. Para Greenwald, na verdade, Biden deixará claro que o ex-presidente Lula tem a preferência dos EUA na acirrada campanha presidencial brasileira, que já começou.</p>
<p>Os jogos de guerra estão só começando, e Bolsonaro é soldado raso no tabuleiro dessa partida de <i>War</i>. Não tem exército confiável, nem aviões, nem sabe onde está seu centro estratégico. Torce sempre que os dados amarelos o favoreçam aleatoriamente.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.brasil247.com/blog/bolsonaro-e-soldado-raso-nos-jogos-de-guerra-da-europa-desclassifica-o-brasil-no-mundo-e-ha-impacto-na-campanha" target="_blank" rel="noopener">https://www.brasil247.com</a></p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/noticias/bolsonaro-e-soldado-raso-nos-jogos-de-guerra-da-europa-desclassifica-o-brasil-no-mundo-e-ha-impacto-na-campanha/">Bolsonaro é soldado raso nos Jogos de Guerra da Europa, desclassifica o Brasil no mundo e há impacto na campanha</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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