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	<title>Arquivos Pandemia e caos brasileiro - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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	<description>Informação, análise e entretenimento</description>
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	<title>Arquivos Pandemia e caos brasileiro - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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		<title>Crise de energia impacta preços de alimentos e inflação, diz Campos Neto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[PODER 360]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jun 2021 18:58:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia e caos brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presidente do BC participou de live do BIS. Conta de energia ficará bem mais cara já em junho</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em><a href="https://www.poder360.com.br/economia/crise-de-energia-impacta-precos-de-alimentos-e-inflacao-diz-campos-neto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Do Poder360</a></em></strong></p>



<p>O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, disse que a crise de energia no Brasil impacta a inflação no país. O comentário foi feito em&nbsp;<em>live</em>&nbsp;do&nbsp;<a href="https://www.bis.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">BIS</a>&nbsp;(Banco de Compensações Internacionais, na sigla em inglês),</p>



<p>De acordo com ele, o BC avalia como atuar na política monetária, de definição da taxa básica, a Selic, com base na situação das chuvas do país.&nbsp;<em>Estamos falando sobre crise de energia no Brasil de novo porque não está chovendo o suficiente”, afirmou. “Isso tem efeito em inflação, nos preços dos alimentos, em tudo o que fazemos“, completou.</em></p>



<p>Segundo o&nbsp;<a href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IBGE</a>&nbsp;(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o custo da energia no país chegou a 7,27% no acumulado de 12 meses até maio, considerando a prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15). A tendência é acelerar nos próximos meses com o encarecimento da conta de luz.</p>



<p><a href="https://graficos.poder360.com.br/IB1Q1/1/">https://graficos.poder360.com.br/IB1Q1/1/</a></p>



<p>A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)&nbsp;<a href="https://www.poder360.com.br/economia/conta-de-luz-fica-mais-cara-em-junho-com-bandeira-vermelha-2-decide-aneel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">decidiu</a>&nbsp;aumentar o custo da conta de luz em junho para diminuir o consumo. Optou por adotar a bandeira vermelha 2 –a mais cara–como referência nas contas de energia elétrica de junho. Isso significa que, para cada 100 quilowatts-hora consumidos, é acrescido o valor de R$ 6,24 na conta de energia elétrica. O anúncio foi feito nesta 6ª feira (28.mai.2021).</p>



<p>O risco de faltar eletricidade voltou a preocupar o Brasil depois que o governo federal emitiu&nbsp;<a href="https://www.poder360.com.br/governo/governo-emite-alerta-de-emergencia-hidrica-para-5-estados/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alerta de emergência hídrica</a>. O ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia)&nbsp;<a href="https://www.poder360.com.br/brasil/nao-ha-risco-de-racionamento-de-energia-diz-ministro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">descartou</a>&nbsp;a possibilidade de racionamento. Ele pede, no entanto, um uso “<em>racional</em>” por parte dos consumidores.</p>
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		<title>Bolsonaro está sendo aconselhado a viajar para fora do Brasil para Lira sancionar Orçamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESTADÃO]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 22:29:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia e caos brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>'Engenharia' política exigiria que o vice-presidente também deixasse o País; pode haver embaraço jurídico para Lira, pois, precedente do STF entende que réus em ações penais podem até comandar uma das Casas, mas não substituir o presidente e o vice</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/noticias/bolsonaro-esta-sendo-aconselhado-a-viajar-para-fora-do-brasil-para-lira-sancionar-orcamento/">Bolsonaro está sendo aconselhado a viajar para fora do Brasil para Lira sancionar Orçamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Adriana Fernandes, <a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-esta-sendo-aconselhado-a-viajar-para-fora-do-brasil-para-lira-sancionar-orcamento,70003678985" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Estado de S.Paulo</a></em></strong></p>



<p>O presidente&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/jair-bolsonaro" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Jair Bolsonaro</strong></a>&nbsp;está sendo aconselhado a viajar para fora do País e deixar a tarefa de sancionar o Orçamento de 2021 para o presidente da Câmara,&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/arthur-lira" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Arthur Lira (Progressista-AL)</strong></a>.</p>



<p>Segundo o&nbsp;<strong>Estadão&nbsp;</strong>apurou, essa alternativa foi discutida, durante o fim de semana, em reuniões do presidente com interlocutores para resolver o impasse em torno da sanção da lei orçamentária. Ela foi aprovada com&nbsp;<a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,orcamento-maquiado-deve-levar-a-contingenciamento-de-r-30-bilhoes,70003661219" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>despesas obrigatórias subestimadas para acomodar o aumento de emendas parlamentares</strong></a>, manobra apontada por especialistas de dentro e fora do governo como maquiagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">LEIA TAMBÉM</h2>



<p><a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,guedes-avalia-pec-para-renovar-programas-como-de-corte-de-salarios-sem-acionar-calamidade,70003678863">Guedes avalia PEC para renovar programas, como de corte de salários, sem acionar calamidade</a></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://img.estadao.com.br/resources/jpg/9/7/1616693023479.jpg" alt="Arthur Lira e Jair Bolsonaro"/><figcaption>Arthur Lira, presidente da Câmara, e Jair Bolsonaro, presidente da República Foto: Ueslei Marcelino/Reuters</figcaption></figure>



<p>A interlocutores, Lira disse que não foi informado sobre uma eventual viagem do presidente e reagiu. Segundo relatos, teria afirmado que se isso ocorrer vai ficar caracterizado &#8220;falta de coragem&#8221; de Bolsonaro. O presidente da Câmara rechaça de que o Orçamento tenha sido maquiado para subestimar despesas obrigatórias da Previdência e do seguro-desemprego, por exemplo. Por isso, diz não ver problemas em sancionar o texto sem vetos.&nbsp;</p>



<p><a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,em-guerra-de-pareceres-camara-e-senado-defendem-orcamento-sem-vetos-economia-prepara-ofensiva,70003676242" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Senado e Câmara não querem o veto do presidente e defendem o ajuste ao longo do tempo</strong></a>. Mas o ministro da&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/ministerio-da-economia" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Economia</strong></a>,&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/paulo-guedes" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Paulo Guedes</strong></a>, alertou ao presidente que ele pode cometer crime de responsabilidade fiscal se sancionar o Orçamento dessa forma, com risco de impeachment ou se tornar inelegível, caso as contas deste ano sejam reprovadas. Por outro lado, dois pareceres (Câmara e Senado) apontam que o presidente pode sancionar a lei sem vetos.&nbsp;</p>



<p>Essa “engenharia” política exigiria que o vice-presidente&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/antonio-hamilton-mourao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Hamilton Mourão</strong></a>&nbsp;também deixasse o País. Lira é o segundo na linha sucessória da Presidência da República. Também pode haver um embaraço jurídico para o presidente da Câmara sentar na cadeira de Bolsonaro. Como mostrou o&nbsp;<strong>Estadão&nbsp;</strong>em fevereiro, o precedente do&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/stf-supremo-tribunal-federal" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Supremo Tribunal Federal (STF)</strong></a>&nbsp;estabeleceu que réus em ações penais podem até comandar uma das Casas do Congresso,<a href="https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/novo-presidente-da-camara-arthur-lira-pode-ser-impedido-de-substituir-bolsonaro-e-mourao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&nbsp;mas não substituir o presidente e o vice, caso os dois se ausentem do território nacional</strong></a>. Aliados de Lira afirmam que ele está apto a assumir a Presidência no caso de ausência de Bolsonaro e Mourão.</p>
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		<title>No Brasil, o naufrágio da operação anticorrupção “Lava Jato”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LE MONDE]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Apr 2021 22:36:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia e caos brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>INVESTIGAÇÃO Um magistrado considerado "tendencioso", com métodos às vezes ilegais e à sombra dos Estados Unidos: a maior operação anticorrupção da história do Brasil tornou-se seu maior escândalo jurídico. Meses de investigação foram necessários para que o "Le Monde" traçasse o outro lado dessa cena.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Por Gaspard Estrada e Nicolas Bourcier &#8211; Do Le Monde</em></strong></p>



<p>Existe algo podre no Reino do Brasil. Todo o país é atingido por uma série de crises simultâneas, uma espécie de tempestade perfeita – recessão econômica, desastres ambientais, polarização extrema da vida política, Covid-19… A isso deve ser adicionado o naufrágio do sistema judicial. Um trovão adicional em um céu já pesado, mas carregado de esperança há sete anos, quando um jovem magistrado chamado Sergio Moro lançou, em 17 de março de 2014, uma vasta operação anticorrupção chamada “Lava Jato”, envolvendo a gigante do petróleo Petrobras, construtoras e um número expressivo de lideranças políticas.<br>De uma só tacada, dizia-se, o requerente e sua equipe de investigadores, apoiados pelo judiciário e pela mídia, iam limpar e salvar o Brasil, finalmente! Foram emitidos 1.450 mandados de prisão, apresentadas 533 denúncias e 174 pessoas foram condenadas. Nada menos que 12 chefes ou ex-chefes de Estado brasileiros, peruanos, salvadorenhos e panamenhos foram implicados. E a colossal soma de 4,3 bilhões de reais (610 milhões de euros) foi recuperada dos cofres públicos de Brasília. Até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adorado pela maioria de opinião, não resistiu à onda, e foi parar atrás das grades.<br>E então, de repente, quase nada. Em menos de dois meses, a extensa investigação desmoronou como uma explosão. No início de fevereiro, o Ministério Público Federal deixou estourar o anúncio do fim do “Lava Jato” , desmontando-a com uma frieza que não se conhecia sequer a principal equipe de promotores. Em seguida, um juiz do Supremo Tribunal Federal ordenou a anulação das acusações contra Lula. Quinze dias depois, em 23 de março, foi a vez da mais alta corte brasileira decidir que o juiz Moro foi “tendencioso” durante sua investigação.</p>



<p>Irregularidades e confusões<br>A maior investigação anticorrupção do mundo, como a chamou um magistrado sênior, tornou-se o maior escândalo jurídico da história do país. Depois de mais de sete anos de processos, o próprio cerne da Justiça brasileira acaba de se retrair tanto na substância quanto na forma, abrindo um abismo de questionamentos sobre seus métodos, seus meios e suas escolhas.<br>É certo que o site de notícias The Intercept – criado por Glenn Greenwald, jornalista americano radicado no Rio de Janeiro e o bilionário do Vale do Silício Pierre Omidyar – não parou, nos últimos dois anos, de apontar irregularidades e equívocos à investigação. Cento e oito artigos publicados até o momento, por sua vez, levantaram o véu sobre as mensagens comprometedoras trocadas entre promotores e o juiz Moro, lançando luz sobre os vínculos mantidos, às vezes fora de qualquer quadro legal, por investigadores brasileiros com agentes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ), ou mesmo sublinhou o viés político de alguns integrantes da “Lava Jato”, obcecados com a ideia de bloquear o Partido dos Trabalhadores (PT).<br>A independente Agência Publica, agência de jornalismo investigativo, fundada em São Paulo por repórteres mulheres, também mostrou como o processo foi marcado por irregularidades e inúmeras confusões. Após essas revelações deslumbrantes, no entanto, permanece um forte gosto pelo inacabado, a sensação de um julgamento fracassado e uma bagunça ontológica para uma investigação que queria ser um modelo de seu tipo.<br>Para compreender essas voltas e reviravoltas sucessivas, temos que voltar às origens desta novela político-jurídica. Estabelecer o arcabouço e distinguir como seus principais atores encontraram subsídios e arcabouço jurídico com juristas e personalidades influentes, primeiro no Brasil, depois com agentes de uma administração norte-americana que desejam continuar seu trabalho de aproximação com seu grande vizinho do sul.</p>



<p>Quando assumiu a Presidência da República em 2003, Lula sabia que era esperado na virada, principalmente no combate à corrupção.</p>



<p>Meses de investigação, entrevistas e pesquisas foram necessários para que o Le Monde desenhasse o outro lado dessa cena. Se algumas áreas permanecem nas sombras, alguns episódios de Lava Jato evidenciam cumplicidades vergonhosas. Outros, ao contrário, revelam como certos juízes e investigadores têm por vezes aproveitado a sua independência – muito real – a serviço de um projeto político, embarcando numa corrida louca, estabelecendo os motivos, os meios e os desmentidos. “Foi como uma bola atirada em um jogo de boliche”, admite, em condição de anonimato, um ex-assessor próximo ao governo Obama, responsável por questões jurídicas em relação à América do Sul. Um “jogo” que virou armadilha.<br>Quando assumiu a Presidência da República em 2003, Lula sabia que era esperado que mudasse. Principalmente no que diz respeito ao combate à corrupção, antigo demônio da vida política brasileira e um de seus principais argumentos de campanha. Assim, confiou ao seu novo ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, a tarefa de reformar o sistema judiciário, aceitando a nomeação como chefe de acusação de um procurador nomeado pelos seus pares, enquanto os seus antecessores costumavam escolher quem fosse mais complacente com o poder.</p>



<p>Uma das primeiras traduções concretas desse compromisso é a criação de cursos dedicados ao combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. Sergio Moro seria um dos primeiros juízes indicados para presidir esses tribunais. Ao mesmo tempo, uma estratégia nacional de luta contra a lavagem de dinheiro e a corrupção foi posta em prática com o objetivo assumido de “facilitar as trocas informais” dentro da administração, e tornar mais eficiente o exame dos casos.</p>



<p>O jovem magistrado radicado em Curitiba, responsável à época do caso Banestado, investigação sobre lavagem de dinheiro em banco público regional, está entre os mais fervorosos adeptos dessa estratégia, que permite obter com mais rapidez o fornecimento de impostos e ativos informações e compartilhá-las com várias autoridades, inclusive estrangeiras.</p>



<p>Medo do terrorismo<br>É verdade que, no mundo da cooperação judiciária internacional, a luta contra a corrupção, a lavagem de dinheiro e o terrorismo ocupa um lugar especial. Após os ataques de 11 de setembro, os Estados Unidos estavam procurando por todos os meios neutralizar ataques futuros, em particular visando as redes financeiras dessas organizações. Porém, no Brasil, a inteligência americana estava preocupada com a presença, na tríplice fronteira entre Argentina, Paraguai e Brasil, de possíveis células do Hezbollah, entidade apoiada pelo Irã e colocada por muito tempo na lista negra americana.</p>



<p>O governo Bush busca então aumentar a ação contraterrorista de Brasília que, na época, polidamente se recusa a fazê-lo. Para contornar a frieza das autoridades brasileiras – que consideram que o risco terrorista é deliberadamente exagerado pelos Estados Unidos – a embaixada americana em Brasília estava tentando criar uma rede de especialistas locais, capazes de defender as posições americanas “sem parecer peões” de Washington, para usar a frase do embaixador Clifford Sobel em um telegrama diplomático americano que o Le Monde pôde consultar.</p>



<p>Sergio Moro, que estava então colaborando ativamente com as autoridades americanas no caso Banestado, é então abordado para participar de um programa de relacionamento financiado pelo Departamento de Estado. Ele aceita. Foi organizada então uma viagem aos Estados Unidos em 2007, durante a qual fez uma série de contatos dentro do FBI, do DoJ e do Departamento de Estado, ou seja, relações exteriores.</p>



<p>Em dois anos, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília formou uma rede de magistrados e advogados convencidos da relevância do uso das técnicas americanas.</p>



<p>A Embaixada dos Estados Unidos está procurando aumentar sua vantagem. No desejo de estruturar uma rede alinhada às suas orientações no meio jurídico brasileiro, cria nela o cargo de assessor jurídico ou assessor jurídico residente. A escolha recaiu sobre Karine Moreno-Taxman, procuradora especializada na luta contra a lavagem de dinheiro e o terrorismo.</p>



<p>Desde 2008, esta especialista desenvolve um programa denominado “Projeto Pontes” que, a fim de apoiar as necessidades das autoridades judiciárias brasileiras, organiza cursos de formação que lhes permitem se apropriar dos métodos de trabalho americanos (grupos de trabalho anticorrupção) , a sua doutrina jurídica (as delações premiadas, em particular), bem como a sua vontade de partilhar informação de forma “informal”, isto é, fora dos tratados bilaterais de cooperação judiciária.</p>



<p>A embaixada passa então a aumentar o número de seminários e reuniões com juízes, promotores e altos funcionários especializados, com foco nos aspectos operacionais da luta contra a corrupção. Sergio Moro participa como palestrante. No espaço de dois anos, o trabalho de Karine Moreno-Taxman dá frutos: a embaixada constitui uma rede de magistrados e advogados convencidos da relevância do uso das técnicas americanas.</p>



<p>Em novembro de 2009, o assessor jurídico da embaixada é convidado a falar na conferência anual de policiais federais brasileiros. O encontro estava sendo realizado em Fortaleza, uma cidade litorânea e sem charme do Nordeste do Brasil, onde cerca de 500 profissionais da manutenção da ordem, da segurança e do direito são convidados a debater o tema “luta contra a impunidade”.</p>



<p>“Em um caso de corrupção, é preciso correr atrás do &#8216;rei&#8217; de forma sistemática e constante para derrubá-lo”, afirma o assessor jurídico da embaixada dos Estados Unidos em Brasília</p>



<p>Sergio Moro está lá, presente desde a primeira hora do congresso. É ele mesmo quem abre os debates, pouco antes de passar a palavra ao deputado norte-americano. O juiz de Curitiba se lança citando o ex-presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt, depois ataca desordenadamente os crimes do colarinho branco, a ineficiência e as falhas de uma justiça brasileira doente, segundo ele, de um sistema de “recursos infinitos” muito favorável aos advogados de defesa. Ele defende a reforma do Código Penal, destacando que as discussões nessa direção estão ocorrendo paralelamente no Congresso de Brasília. Aplausos na sala.</p>



<p>Na frente da platéia, a senhora Moreno-Taxman está sentada. Ela fala em um tom muito menos seco e sério do que seu antecessor, mas tão direto: “Em um caso de corrupção” – ela diz – “você tem que correr atrás do ‘rei’ de uma maneira sistemática e constante para derrubá-lo”. E é mais explícita: “Para que o Judiciário possa condenar alguém por corrupção, é necessário que o povo odeie essa pessoa”. Finalmente: “A empresa deve sentir que realmente abusou de sua posição e exigir sua condenação”. Mais uma vez aplausos do público.</p>



<p>O nome do presidente Lula, enredado no escândalo do “Mensalão”, caso de suborno e compra de votos no Congresso, revelado em 2005, não é citado em nenhum momento. Mesmo que ele esteja presente na mente de todos, ninguém imagina então que este se tornará o “rei” designado pela senhora Moreno-Taxman. No entanto, é isso que vai acontecer.</p>



<p>Espionagem ilegal<br>Por enquanto, o governo petista não vê nada chegando. Três meses depois da reunião de Fortaleza, em vez de fazer uma reforma política para acabar com o financiamento ilegal de campanhas eleitorais, o partido prefere fazer promessas à opinião pública apresentando um projeto de lei anticorrupção. Espera, assim, responder às críticas recorrentes desde que o PT assumiu o poder e ganhar influência na cena internacional ao cumprir, em particular, os padrões da OCDE, onde o grupo de trabalho contra a corrupção (Grupo de Trabalho da OCDE sobre Suborno em Transações Comerciais Internacionais), fortemente influenciada pelos Estados Unidos, está pressionando o Brasil a reformar sua legislação nessa área.</p>



<p>Sergio Moro, por sua vez, se posiciona publicamente no sentido de endurecer as penas previstas no projeto de lei e garantir a adoção das confissões premiadas como instrumento jurídico válido. Aquele que agora se tornou uma das figuras do debate brasileiro sobre questões de lavagem de dinheiro usa métodos que beiram a legalidade – usurpação das prerrogativas do Ministério Público, instrução de ordens preventivas de prisão apesar da oposição de autoridades superiores, escuta telefônica de advogados ou personalidades com parlamentares imunidade – e com isso desperta a desconfiança de alguns dos magistrados.</p>



<p>“Os crimes ligados ao poder são por natureza, tendo em vista a posição de seus autores, difíceis de comprovar por meio de provas diretas”, daí “a maior elasticidade na aceitação de provas por parte do Ministério Público”</p>



<p>O magistrado de Curitiba é, porém, nomeado, no início de 2012, desembargador assistente de Rosa Weber, recém-eleita juíza do Supremo Tribunal Federal. Esta última, especialista em direito do trabalho, pretendia ter um perito em direito penal que a pudesse apoiar no julgamento final do “Mensalao”. Sergio Moro escreverá assim em parte a polêmica decisão da juiza neste caso. “Os crimes ligados ao poder são por natureza, tendo em vista a posição de seus autores, difíceis de comprovar por meio de provas diretas”. Portanto, especifica o texto: “a maior elasticidade na aceitação de provas por parte da acusação”. Um precedente que será levado ao pé da letra pelo juiz e pelos promotores de “Lava Jato” à época da denúncia e condenação de Lula.</p>



<p>O processo foi iniciado em 2013. Os parlamentares brasileiros, que debatem o projeto de lei anticorrupção há três anos, decidiram votar em meados de abril. Para ficarem bem em relação ao grupo de trabalho da OCDE, eles incluem a maioria dos mecanismos previstos em uma lei americana, que está começando a ser falada no meio empresarial: a Lei de Práticas de Corrupção no Exterior (FCPA).</p>



<p>Criada em 1977 a partir de Watergate, o objetivo principal dessa lei era combater atos de corrupção de empresas americanas no exterior, impondo-lhes sanções financeiras. Até o final da Guerra Fria, isso raramente era aplicado. Tudo mudou na década de 1990. O governo Clinton começou a reformar a FCPA, o que iria acompanhar a adoção de uma convenção anticorrupção dentro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a fim de “multilateralizar os efeitos”, de acordo com um telegrama da embaixada americana.</p>



<p>É o critério de competência da lei que detona: qualquer empresa que tenha qualquer ligação com os Estados Unidos e que tenha pago um funcionário estrangeiro para fins de corrupção pode ser objeto de uma acusação. Qualquer vínculo é entendido como o trânsito de fundos por uma conta bancária americana, ou a transmissão de um e-mail cujo servidor esteja localizado em solo americano.</p>



<p>Na verdade, praticamente todas as empresas ao redor do mundo estão expostas à lei, incluindo aquelas que competem com empresas dos Estados Unidos por grandes contratos, como venda de armas e equipamentos, construção e serviços financeiros. Esse desenvolvimento levará a um aumento das penalidades vinculadas à implementação da FCPA: de alguns milhões de dólares na década de 1990, passamos a vários bilhões na década de 2010. E, neste contexto, a América Latina em geral e o Brasil em particular será de interesse para os promotores do DoJ.</p>



<p>Violações das regras de procedimento<br>Estes últimos, que dependem do poder executivo, embora sejam considerados “autônomos” do resto da administração americana, sabem que a próxima implementação da lei anticorrupção brasileira lhes permitirá sancionar as empresas brasileiras nos termos da lei FCPA. Em novembro de 2013, por ocasião da Conferência da FCPA, o encontro anual de personalidades do mundo jurídico americano, o procurador-geral adjunto do DoJ, James Cole, anunciou que o chefe da unidade da FCPA dos Estados Unidos faria uma viagem ao Brasil na esteira, com o objetivo de &#8220;treinar promotores brasileiros&#8221; no uso da lei.</p>



<p>Poucos meses antes, Sergio Moro retomou um antigo caso de lavagem de dinheiro, ligado ao “Mensalão”, que deixava de lado desde 2009. Diz respeito às relações de vários intermediários desonestos (Carlos Chater e Alberto Youssef), com José Janene, membro do Partido Progressista (partido de direita que apoia a coligação governamental). O juiz curitibano está interessado nos investimentos dos dois empresários na empresa Dunel Indústria, feitos por meio das contas bancárias de um posto de gasolina chamado “Posto da Torre”, em Brasília. A pedido do senhor Moro, Chater é grampeado de julho a dezembro de 2013: trata-se de saber se esses investimentos servem para mascarar possíveis atos de lavagem de dinheiro em favor do senhor Janene.</p>



<p>É fazendo a ligação entre a Dunel Indústria, com sede no Estado do Paraná, e o posto de abastecimento, por onde passam grandes somas, inclusive para determinados executivos da Petrobras, que Sergio Moro afirma sua competência para julgar o caso. Manipulação curiosa: a maior parte dos atos de lavagem de dinheiro e corrupção de MM. Chater e Youssef acontecem em São Paulo. De acordo com o processo penal brasileiro, isso deveria ter levado um juiz daquela jurisdição a tratar do caso – e não Sergio Moro. Mas o magistrado de Curitiba entendeu os meandros do judiciário brasileiro. Ele sabe que, ao ocultar a localização dessas empresas de fachada, poderá manter o controle da investigação. Desde que os tribunais superiores o permitam. E é isso que vai acontecer.</p>



<p>Seduza a opinião pública<br>A partir de agosto de 2013, alguns juristas viram o perigo decorrente da implementação da nova lei anticorrupção. Uma nota premonitória, publicada pelo escritório de advocacia americano Jones Day, prevê que terá efeitos deletérios para a justiça brasileira. Alerta contra seu funcionamento “imprevisível e contraditório” devido ao seu caráter de “influência” no plano político, bem como a ausência de procedimentos de “aprovação ou controle” . Segundo o documento, “cada membro do Ministério Público é livre para iniciar o processo segundo as suas próprias convicções, com reduzida possibilidade de ser prevenido por uma autoridade superior” .</p>



<p>Apesar dos alertas, o governo e seus aliados seguem em frente. A presidente Dilma Rousseff, sempre nessa vontade de acariciar uma opinião pública cada vez mais crítica, decide até endurecer seus critérios de aplicabilidade. Os parlamentares acreditam que esta lei não os afetará mais do que as anteriores.</p>



<p>Após seis meses de investigação, o juiz de Curitiba tem informações suficientes para expedir os primeiros mandados de prisão. Em 29 de janeiro de 2014, a lei anticorrupção entra em vigor. No dia 17 de março, o grupo de trabalho “Lava Jato” é formalmente criado pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. À sua cabeceira, ele nomeia o procurador Pedro Soares, que se opõe a que Sérgio Moro receba o tratamento do caso, uma vez que os supostos crimes de Alberto Youssef ocorreram fora de Curitiba. Sua abordagem falhará. Ele será substituído por outro procurador, Deltan Dallagnol, 34, que não só será favorável a Moro no caso, mas também se tornará o principal sustentáculo do magistrado.</p>



<p>Para os Estados Unidos, trata-se de reduzir a influência geopolítica do Brasil na América Latina, mas também na África</p>



<p>Desde o nascimento, a Lava Jato atrai a atenção da mídia. A orquestração das prisões e o ritmo das acusações do Ministério Público e de Moro transformam a operação em uma verdadeira novela política e judicial fora do comum. Enquanto o Brasil se prepara para embarcar em uma campanha presidencial e legislativa, a elite política e econômica do país de repente parece tomada de medo com a ideia de ser varrida por essa cascata interminável de revelações. E a lista continua.</p>



<p>Ao mesmo tempo, o governo de Barack Obama viu um aumento nos protestos de países aliados, destacando-se a França, preocupada com a proliferação de sanções impostas pelo DoJ, no âmbito do combate à corrupção, visando certas bandeiras nacionais, como o Grupo Alstom. Para sinalizar seu apoio político às ações anticorrupção empreendidas por seu governo, a Casa Branca publicou uma “agenda anticorrupção global” em setembro de 2014.</p>



<p>Lá está escrito que a luta contra a corrupção no exterior (por meio da FCPA) pode ser usado para fins de política externa, a fim de defender os interesses de segurança nacional. Um mês depois, Leslie Caldwell, então procurador-geral adjunto do DoJ, faz um discurso na Duke University: “A luta contra a corrupção estrangeira não é um serviço que prestamos à comunidade internacional, mas sim uma ação de fiscalização necessária para proteger nossos próprios interesses de segurança nacional e a capacidade de nossas empresas americanas de competir no futuro”.</p>



<p>No terreno sul-americano, as gigantes brasileiras da construção Odebrecht, OAS ou Camargo Correa, em plena expansão, entraram diretamente na linha de fogo das autoridades norte-americanas. Não só porque ganham mais contratos, mas também porque participam do fortalecimento da influência geopolítica do Brasil na América Latina e na África, ao financiar, ilegalmente na maioria das vezes, as campanhas eleitorais de personalidades próximas ao PT, lideradas pelo consultor de comunicação da legenda, João Santana. Só em 2012, o estrategista eleitoral, confortavelmente financiado pela Odebrecht, organizou três campanhas presidenciais na Venezuela, República Dominicana e Angola, sem falar no município de São Paulo. Todas vencidas pelos candidatos de Santana.</p>



<p>Promessas de boa vontade<br>Diante de diversos jornalistas que integram o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), Thomas Shannon, embaixador americano estacionado em Brasília de 2010 a 2013, disse que o projeto político brasileiro para a integração econômica da América do Sul suscita sérias preocupações no Departamento de Estado. Este último “considerou o desenvolvimento da Odebrecht parte do projeto de poder do PT e da esquerda latino-americana”, afirma o diplomata.</p>



<p>“Se somarmos a tudo isso as péssimas relações pessoais entre Barack Obama e Lula, e um aparato petista que ainda desconfia do vizinho norte-americano, podemos dizer que tínhamos trabalho a fazer para remediar a situação. Barre” , reconhece um ex-membro do DoJ encarregado de casos latino-americanos. A tarefa será ainda mais difícil a partir das revelações do informante Edward Snowden, em agosto de 2013, sobre a espionagem da Agência de Segurança Nacional Americana (NSA) contra Dilma Rousseff, que sucedeu Lula em 2011, e a Petrobras, ainda mais frias as relações entre Brasília e Washington.</p>



<p>Várias alavancas de influência são ativadas. Há a FCPA e as redes de promotores e magistrados treinados em técnicas de investigação implantadas nos últimos anos. Para atingir seus objetivos, o DoJ usa uma grande isca: o compartilhamento das multas que serão impostas pelas autoridades americanas às empresas brasileiras no âmbito da FCPA.</p>



<p>Para prestar garantias de boa vontade às autoridades americanas, os investigadores brasileiros estão organizando a visita confidencial a Curitiba, em 6 de outubro de 2015, de dezessete membros do DoJ, do FBI e do Ministério da Segurança Interna para que este receba um explicação detalhada dos procedimentos atuais. Eles dão acesso a advogados de empresários potencialmente chamados a “colaborar” com a justiça americana, sem que o Poder Executivo brasileiro seja informado. Mas isso tem um preço: cada uma das multas impostas às empresas brasileiras pela FCPA terá que incluir uma parcela destinada a Brasília, mas também à operação “Lava Jato”. Os americanos aceitam. Com o negócio fechado, os promotores brasileiros irão pescar empresas que possam estar sob o controle do DoJ.</p>



<p>“Os policiais devem estar cientes de todas as ramificações políticas potenciais desses casos, já que os casos de corrupção internacional podem ter efeitos importantes que influenciam as eleições e as economias”, disse um funcionário do FBI.</p>



<p>Enquanto sua maioria parlamentar derrete como neve ao sol diante da proliferação de negócios, a presidente Dilma Rousseff decide convidar seu mentor, Lula, para participar do governo. Uma manobra vista como a última tentativa de salvar sua coalizão. Ao mesmo tempo, membros da Polícia Federal, por ordem dos promotores, grampearam – fora de qualquer marco legal – os telefones dos advogados de Lula (vinte e cinco defensores no total), e até mesmo do próprio presidente. Sergio Moro vai, assim, monitorar uma conversa entre este e Dilma Rousseff. Uma troca de palavras enigmáticas sobre o futuro de Lula, que o magistrado envia prontamente à Rede Globo e que selará a demissão da presidenta poucos meses depois.</p>



<p>Durante este período conturbado, os promotores do DoJ estão monitorando de perto a situação política no Brasil. De acordo com Leslie Backshies, então chefe da unidade internacional do FBI, que desde 2014 tem a tarefa de ajudar os investigadores de Lava Jato, “os oficiais devem estar cientes de todas as ramificações políticas potenciais desses casos, porque os casos de corrupção internacional podem ter grandes efeitos que influenciam as eleições e as economias”. O especialista esclarece: “Além de conversas regulares de negócios, os supervisores do FBI se reúnem com os advogados do DoJ trimestralmente para analisar possíveis ações judiciais e possíveis consequências”.</p>



<p>É, portanto, com pleno conhecimento dos fatos que estes últimos encerram sua denúncia contra a Odebrecht nos Estados Unidos. No entanto, os líderes do grupo relutam em assinar o acordo de “colaboração” proposto pelas autoridades americanas, que inclui o reconhecimento de atos de corrupção não só no Brasil, mas em todos os países onde esta gigante da construção está instalada.</p>



<p>Para dobrá-los, os magistrados ordenam ao banco Citibank, responsável pelas contas da subsidiária americana da empresa, que dê à Odebrecht trinta dias para encerrá-los. Em caso de recusa, os valores depositados nessas contas serão colocados em liquidação judicial, situação que excluiria o conglomerado do sistema financeiro internacional e, portanto, o colocaria em falência.</p>



<p>A Odebrecht concorda em &#8220;colaborar&#8221;, o que permite aos promotores de Curitiba, embora não tenham competência normativa para julgar atos de corrupção ocorridos fora do Brasil, para obter as confissões premiadas dos executivos da empresa. Confissões que irão posteriormente enriquecer a acusação do DoJ sob a FCPA.</p>



<p>O comunicado foi divulgado na véspera das festas de fim de ano de 2016. A Operação Lava Jato está na capa da mídia internacional. Sergio Moro é convidado para a lista das cem personalidades mais influentes da revista Time. O semanário New York Americas Quarterly dedica sua capa a ele. Por sua vez, os promotores do DoJ acolhem publicamente essa cooperação sem precedentes. Em conferência realizada nas instalações do Atlantic Council, em Washington, Kenneth Blanco, então procurador-geral adjunto do DoJ, declarou que “Brasil e Estados Unidos trabalharam juntos para obter provas e construir negócios” . E diz: “É difícil imaginar uma cooperação tão intensa na história recente como a que ocorreu entre o DoJ e o Ministério Público brasileiro”.</p>



<p>Moro e sua equipe começam 2017 com confiança. Não que tenham obtido provas contundentes contra Lula – suas conversas privadas via Telegram provam o contrário –, mas sim porque sua influência política e midiática é tal que eles vão tirar vantagem, às vezes desafiando a maioria dos princípios.</p>



<p>Ameaças do Exército<br>Quando Lula foi condenado por “corrupção passiva e lavagem de dinheiro” em 12 de julho de 2017, poucos jornalistas relataram que essas acusações foram pronunciadas “por fatos indeterminados”. O argumento é, no entanto, explicitamente declarado no documento de 238 páginas detalhando a decisão do Sr. Moro. Nos anexos à condenação, o magistrado esclarece que “nunca afirmou que os valores obtidos pela empresa OAS com os contratos com a Petrobras foram usados para pagar vantagens indevidas ao ex-presidente”.</p>



<p>Outra estranheza que revela o peso adquirido pela operação Lava Jato no judiciário brasileiro: a prisão do ex-presidente Lula, embora seja contrária à Constituição brasileira. O artigo 5 diz, de fato, que nenhum litigante pode ser preso antes do final do processo. No entanto, sob a intensa pressão da opinião pública conquistada pela operação Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal alterou sua jurisprudência na matéria, em 2016.</p>



<p>O pedido de habeas corpus dos advogados de Lula é rejeitado por seis votos contra cinco na sequência de um tweet de o comandante do Exército ameaçando a Suprema Corte de “assumir suas responsabilidades institucionais” no caso de esta decidir a favor do ex-presidente.</p>



<p>Poucas horas após a decisão dos juízes, Sergio Moro emite seu mandado de prisão: Lula é preso no dia 7 de abril. Ele não poderá participar da eleição presidencial de 2018. Enquanto o magistrado parece ter sido conquistado pela arrogância, a máquina infernal é lançada. Jair Bolsonaro vence a eleição presidencial com folga e nomeia aquele que eliminou Lula como chefe do Ministério da Justiça. Do lado americano, nos congratulamos por ter minado os sistemas de corrupção implantados pela Petrobras e pela Odebrecht, bem como suas capacidades de influência e projeção político-econômica na América Latina.</p>



<p>Para os procuradores de Curitiba, o DoJ planejou reembolsar 80% de todas as multas impostas ao grupo petrolífero pela FCPA, que eles podem administrar como entenderem. Uma fundação de direito privado deve ser criada para administrar 50% desse maná. Os membros da diretoria dessa fundação são nada menos que os próprios promotores da Lava Jato e vários líderes de ONGs, inclusive da seção brasileira da Transparência Internacional, que ao longo dos anos se tornou um dos principais guardiões. Dois procuradores da equipe, o senhor Dallagnol e Roberson Pozzobon, chegam a pensar em criar uma estrutura jurídica em nome de seus respectivos cônjuges, a fim de cobrar por serviços de consultoria na área de “anticorrupção”.</p>



<p>Um denunciante preso<br>Eleito Bolsonaro, a imprensa internacional não demora a se distanciar do “vigilante de Curitiba”. Vem sublinhar a sua inconsistência ética ao aliar-se, assim, a um presidente de extrema direita, membro, há décadas, de uma pequena formação especialmente conhecida por ter estado envolvida em inúmeros casos de corrupção.</p>



<p>Por sua vez, os juízes do STF não escondem o espanto ao tomarem conhecimento, em março de 2019, do conteúdo do acordo negociado em segredo entre os promotores de Lava Jato e seus congêneres do DoJ. O juiz Alexandre de Moraes decidirá suspender a criação da fundação da Lava Jato e colocará em liquidação as centenas de milhões de dólares em multas pagas pela Petrobras.</p>



<p>É neste contexto que a primeira revelação de The Intercept estoura. Em maio de 2019, o Sr. Greenwald recebeu de um denunciante, Walter Delgatti, 43,8 gigabytes de dados de conversas privadas, via Telegram, da equipe Lava Jato. Após verificação, três artigos são publicados em um domingo de junho. Moro e os promotores não reconhecem a veracidade das trocas. Eles afirmam não ter cometido ilegalidade, embora se recusem a entregar seus telefones para exame.</p>



<p>Várias semanas depois, quando o Sr. Greenwald decide oferecer acesso aos dados a vários meios de comunicação, ficamos sabendo de um comunicado à imprensa do governo que Sergio Moro foi aos Estados Unidos de 15 a 19 de julho. Aproveitou esta estadia para consultar os seus homólogos? As autoridades americanas, solicitadas pela Agência Publica, se recusarão a confirmar ou negar as informações. Mesmo assim, o Sr. Delgatti foi preso pouco tempo depois pela Polícia Federal.</p>



<p>Embora essas revelações não tenham afetado significativamente a popularidade do magistrado, a aura do juiz continua a se desgastar na imprensa internacional. Por sua vez, o Supremo Tribunal Federal acaba reconhecendo a inconstitucionalidade da prisão de Lula. Ele foi libertado em 8 de novembro de 2019. O ex-presidente foi absolvido de sete das onze acusações contra ele (a promotoria apelou em quatro casos). Lula ainda não foi julgado em quatro casos que os especialistas consideram menos importantes.</p>



<p>Sergio Moro acabou renunciando ao cargo em abril de 2020. A elite política de Brasília dá as costas e as pesquisas se invertem. Segue-se na ponta dos pés, rumo a Washington, onde reproduz o modelo das portas giratórias, esses gateways que permitem que ex-magistrados do DoJ que trabalharam em casos relacionados à FCPA revendam as informações privilegiadas obtidas durante suas investigações para grandes escritórios de advocacia e ganhem muito dinheiro.</p>



<p>O anúncio cai em novembro de 2020, em meio às eleições municipais no Brasil. Ficamos sabendo que o ex-juiz de Curitiba foi recrutado pelo escritório Alvarez &amp; Marsal. Agência especializada em assessoria empresarial e contencioso com sede na capital federal em 15 Shet NW, em frente ao Tesouro dos Estados Unidos e a 200 metros da Casa Branca.</p>



<p>Leia o texto originalmente publicado no jornal Le Monde clicando <a href="https://www.lemonde.fr/international/article/2021/04/09/au-bresil-une-operation-anticorruption-aux-methodes-contestables_6076204_3210.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



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https://www.lemonde.fr/international/article/2021/04/09/au-bresil-une-operation-anticorruption-aux-methodes-contestables_6076204_3210.html
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		<title>Grande empresariado rejeita percepção de que Bolsonaro tem seu apoio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[VALOR ECONÔMICO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Apr 2021 15:40:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia e caos brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os CEOs críticos ao bolsonarismo estão recolhidos em suas casas porque temem aquilo que o presidente despreza, a agressividade da covid-19</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/noticias/grande-empresariado-rejeita-percepcao-de-que-bolsonaro-tem-seu-apoio/">Grande empresariado rejeita percepção de que Bolsonaro tem seu apoio</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Por Maria Cristina Fernandes &#8211; do <a href="https://valor.globo.com/politica/noticia/2021/04/08/grande-empresariado-rejeita-percepcao-de-que-bolsonaro-tem-seu-apoio.ghtml">Valor Econômico</a></em></strong></p>



<p>Grupos de WhatsApp de grandes empresários e investidores amanheceram indignados nesta quinta-feira com a percepção vigente sobre o jantar promovido na noite de ontem por Washington Cinel, dono da empresa de segurança Gocil, ao presidente Jair Bolsonaro.</p>



<p>A avaliação é de que o Palácio do Planalto quis passar a percepção – e foi bem sucedido – de que Bolsonaro tem apoio na elite econômica do país quando, na verdade, juntou um punhado de empresários e banqueiros que responde a um dos critérios ou a ambos: são do núcleo duro do bolsonarismo e estão sempre a assediar o presidente de plantão.</p>



<p>A posição do grande empresariado e da grande finança estaria bem mais refletida, na visão deste interlocutor, em iniciativas como a Coalizão Brasil, a Concertação pela Amazônia ou mesmo o apoio ao manifesto dos economistas por saídas para a pandemia, que reúne CEOs de grupos como Itaú, Klabin, Gerdau, Amaggi, Natura, Ambev, Gávea, Marfrig e Amaggi.</p>



<p>A tentativa do presidente da República de ressuscitar o antipetismo para fisgar de volta o apoio empresarial perdido, diz este interlocutor, tampouco surtirá efeito. Entre aqueles que, de fato, ditam os rumos da economia nacional, este discurso não adiciona um único voto no presidente da República em 2022. Uma parte deles reconhece que se o PT estivesse no poder o país não teria afundado tanto e a grande maioria recebe esse discurso do presidente da República como um estímulo redobrado para a busca por uma terceira via.</p>



<p>A presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, tampouco os sensibilizou. A tentativa de Bolsonaro de mostrar que seu ministro da Economia está prestigiado não surte mais efeito. Guedes atualmente é visto como ministro de um país imaginário onde todos gostariam de viver mas que, infelizmente, ninguém acredita que exista.</p>



<p>Apesar do incômodo gerado pelo jantar, cuja divulgação teve o empenho pessoal de ministros palacianos, de que há uma divisão na elite econômica, não haverá mobilizações adicionais para mostrar o azedume com este governo. E o principal motivo é a pandemia. Os CEOs críticos ao bolsonarismo estão recolhidos em suas casas porque temem aquilo que o presidente despreza, a agressividade da covid-19. Cresce, porém, neste grupo, a percepção de que Bolsonaro, no limite, chegará a 2022.</p>



<p>Há empresários deste meio que se aproximaram do vice-presidente Hamilton Mourão por conta de sua atuação no Conselho Nacional da Amazônia mas não há qualquer mobilização real para apear o presidente da República do poder por conta da percepção de que o Congresso quer mantê-lo no cargo.</p>



<p>O artigo do vice-presidente publicado na última terça-feira no &#8220;Estadão&#8221; foi lido como uma manifestação clara de que Mourão não endossou o comportamento de Bolsonaro na recente crise militar e que subscreve a atuação estritamente constitucional das Forças Armadas em defesa das instituições nacionais.</p>



<p></p>
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		<title>Pesadelo do coronavírus no Brasil: ‘Bolsonaro está mais isolado do que nunca’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[FINANCIAL TIMES]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2021 17:54:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia e caos brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com as infecções disparando e a economia enfraquecendo novamente, o presidente está lutando para manter seu governo unido</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Michael Stott&nbsp;em Londres,&nbsp;Michael Pooler&nbsp;e&nbsp;Bryan Harris | <a href="https://www.ft.com/content/55713895-2423-4259-a222-f778f9587490">Financial Times</a></em></strong></p>



<p>A declaração do Ministério da Defesa do Brasil foi compacta – duas sentenças.&nbsp; Mas detonou com o poder explosivo de uma bomba. No mais curto do comunicado, anunciou que os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica “haviam sido substituídos” em 30 de março. A saída dos principais chefes militares, em protesto contra a demissão do ministro da Defesa no dia anterior, marcou uma ruptura dramática entre o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro e a instituição que ele procurava cultivar tão assiduamente.&nbsp;</p>



<p>A saída repentina dos generais ocorre em meio a um desastre de saúde pública, com um número recorde de mortes por coronavírus, tornou o Brasil o epicentro global da pandemia. A mudança aprofundou a crise política sobre a oposição teimosa de Bolsonaro aos bloqueios e as ameaças do ex-capitão do Exército de usar os militares contra as autoridades locais que tentaram impô-lo.&nbsp;</p>



<p>“Na história da República, nunca houve uma decisão dos três comandantes de renunciar ao mesmo tempo, muito menos em protesto contra o presidente”, diz Carlos Fico, professor de estudos militares da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Nunca houve uma crise dessas dimensões antes”.&nbsp;</p>



<p>As Forças Armadas não são a única instituição que perde a paciência com o Bolsonaro. Uma semana antes, centenas de líderes empresariais proeminentes assinaram um manifesto exigindo ação governamental eficaz para controlar a segunda onda de agravamento da pandemia, que ameaça a recuperação econômica instável do Brasil.&nbsp;</p>



<p>No Congresso, há os primeiros murmúrios de uma tentativa potencial de impeachment do presidente. E com o retorno do ex-presidente esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva à política, depois que sua condenação por corrupção foi derrubada, Bolsonaro não é mais o favorito nas eleições do ano que vem.&nbsp;</p>



<p>Um dos maiores céticos do coronavírus do mundo, Bolsonaro recusou-se a usar máscara durante a maior parte do ano passado, criticou as vacinações e classificou a pandemia como “uma gripezinha”. Ele agora está lutando para manter seu governo unido e suas esperanças de reeleição vivas em meio a alguns dos piores números da Covid-19 do mundo.&nbsp;</p>



<p>“Bolsonaro está mais isolado do que nunca”, diz Mario Marconini, diretor-gerente da consultoria Teneo. “À medida que a pandemia inevitavelmente piora, haverá outro acerto de contas pelo Congresso em um futuro não muito distante para ver se ele se tornou mais descartável do que é agora”.&nbsp;</p>



<p><strong>‘Nunca houve distanciamento social’</strong>&nbsp;</p>



<p>“No ano passado, eles não morreram como neste mês. Este ano está muito pior, até com a vacina”, diz Jadna Batista Pereira, enfermeira de 51 anos de um hospital público de São Paulo.&nbsp;</p>



<p>Ela está exausta, zangada e com sintomas de coronavírus apesar de ter sido vacinada. “Todo o meu hospital está lidando com Covid. Temos três UTIs e todas estão 100% ocupadas”, acrescenta.&nbsp;</p>



<p>O Brasil notifica regularmente mais de 80.000 novos casos de coronavírus todos os dias, o maior número de infecções do mundo. Mais de 325.000 pessoas morreram enquanto o país sofre uma nova onda de doenças muito pior do que a do ano passado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A crise expôs o que os especialistas consideram erros desastrosos de Bolsonaro ao lidar com a pandemia. As consequências estão sendo sentidas muito além das fronteiras do Brasil.&nbsp;</p>



<p>A Organização Pan-Americana da Saúde informou na semana passada que a variante P. 1 que impulsiona a segunda onda no Brasil foi encontrada em 15 nações das Américas. “Infelizmente, a terrível situação no Brasil também está afetando os países vizinhos”, disse Carissa Etienne, diretora da OPAS.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Membros seniores do Congresso que apoiaram o presidente estão tendo dúvidas. Arthur Lira, o presidente da Câmara dos Deputados, emitiu um “sinal amarelo” ao governo na semana passada e pela primeira vez insinuou a possibilidade de impeachment do presidente. &nbsp;</p>



<p>Sempre uma figura polarizadora, Bolsonaro, 66, tornou-se um alvo particular por causa de suas opiniões sobre o coronavírus. Como o ex-presidente dos Estados Unidos e sua alma gêmea política Donald Trump, ele constantemente minimizou o vírus, dizendo aos brasileiros para “aceitá-lo como um homem”.&nbsp;</p>



<p>Sua postura chocou os profissionais médicos. Ainda assim, em uma grande economia de mercado emergente onde os recursos financeiros para subscrever bloqueios são limitados e a pobreza é aguda, a insistência de Bolsonaro de que fechar a economia seria um mal maior atingiu alguns brasileiros.&nbsp;</p>



<p>Populista astuto, o presidente cumprimentou multidões de apoiadores sem máscara no auge das infecções do ano passado, comprando um cachorro-quente de um vendedor para mostrar sua opinião sobre como manter a economia funcionando. Quando ele próprio contraiu o vírus em julho passado, Bolsonaro garantiu aos seus torcedores que, graças ao seu “histórico de atleta”, se recuperaria rapidamente – e se recuperou.&nbsp;</p>



<p>As mortes no Brasil atingiram um patamar em meados do ano passado e gradualmente diminuíram. O apoio governamental generoso para o terço mais pobre da sociedade, apelidado de “coronavoucher”, amenizou a dor financeira. Ajudada pelas doações, a economia do Brasil contraiu 4,1% no ano passado, melhor do que os economistas temiam. No quarto trimestre, o produto interno bruto se recuperou. À medida que as mortes diminuíam e a economia crescia, as avaliações do Bolsonaro aumentavam. Por um breve período, parecia que sua aposta arriscada poderia valer a pena.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Mas em novembro, as taxas de infecção começaram a aumentar novamente. À medida que as mortes aumentaram constantemente durante o verão brasileiro, Bolsonaro manteve o ceticismo quanto ao vírus. Ele atacou repetidamente um medicamento desenvolvido na China e, em dezembro, sugeriu que a vacina da BioNTech / Pfizer poderia até transformar as pessoas em crocodilos.&nbsp;</p>



<p>Na temporada de carnaval, em meados de fevereiro, as taxas de mortalidade no Brasil ultrapassaram as da primeira onda. Depois, mais que dobraram novamente e, no final de março, o Brasil bateu um novo recorde de mais de 3.000 mortes em um único dia.&nbsp;</p>



<p>Felipe Naveca, virologista da Fiocruz Amazônia, diz que o Brasil “entrou em um ciclo vicioso [que] levou ao surgimento de uma variante mais transmissível”. “A raiz do problema é que nunca houve distanciamento social como deveria ter ocorrido no Brasil. E a pior consequência de todas foi P.1.”&nbsp;</p>



<p>Ainda assim, no início de março, quando as mortes se aproximavam de 2.000 por dia, Bolsonaro disse aos brasileiros para “pararem de choramingar” e perguntou: “Por quanto tempo vocês vão continuar chorando por causa disso?”&nbsp;</p>



<p>A oposição de Bolsonaro aos bloqueios é apenas parte do problema. Sua negação, comunicada por vários grupos de mídia social, também é influente.&nbsp;</p>



<p>Jamal Suleiman, especialista em infecções do Instituto Emilio Ribas, em São Paulo, está muito irritado com isso. Ele reclama que seus conhecidos ficam perguntando se as cenas de falta de oxigênio na televisão são reais. “Neste fim de semana recebi mais de meia dúzia de vídeos de amigos perguntando se era verdade ou não”, diz.&nbsp;</p>



<p>A maneira como o presidente lidou com a pandemia faz parte de sua disputa com a liderança militar. Três vezes no mês passado, Bolsonaro invocou o que chamou de “meu exército” como um aliado em sua batalha contra os bloqueios, alarmando líderes militares que não desejavam ser arrastados para a política de pandemia partidária. “Meu exército não vai às ruas forçar as pessoas a ficarem em casa”, disse ele em 8 de março.&nbsp;</p>



<p>O general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa demitido por Bolsonaro três semanas depois, referiu-se claramente na sua carta de despedida ao facto de ter “preservado as Forças Armadas como instituições do Estado”.&nbsp;</p>



<p><strong>‘Uma bagunça completa’&nbsp;</strong></p>



<p>Por um campo de montículos recém-escavados de solo ocre, homens vestindo macacões de proteção brancos, máscaras de respiração e luvas carregam um caixão para uma das dezenas de cemitérios vazios.&nbsp;</p>



<p>Fileiras e mais sepulturas estão sendo lentamente preenchidas no maior cemitério da América Latina, no leste de São Paulo, onde escavadeiras mecânicas reviram a terra em antecipação à chegada de novas pessoas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em tempos normais, haveria de 35 a 40 enterros por dia, diz um coveiro se abrigando do sol tropical sob uma árvore; agora são 80 a 90.&nbsp;</p>



<p>Os cientistas ainda estão estudando a variante P. 1, que surgiu na Amazônia em dezembro passado. A maioria concorda que é significativamente mais transmissível e pode reinfectar algumas pessoas que já tiveram o vírus. Um artigo não revisado por pares por uma equipe de pesquisadores do Reino Unido e Brasil descobriu que era entre 1,4 e 2,2 vezes mais transmissível.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O contágio do P. 1 foi mostrado graficamente em Manaus no início do ano, quando houve uma explosão de casos Covid-19 na cidade amazônica quatro vezes maior que o pico do ano passado.&nbsp;</p>



<p>“A maioria dos profissionais de saúde acredita que é uma doença diferente e mais grave… Com pior prognóstico nos jovens”, diz José Eduardo Levi, pesquisador da Universidade de São Paulo. “Minha opinião é que é mais patogênico, mais fatal”.&nbsp;</p>



<p>A rápida propagação do P. 1 inundou o sistema de saúde do Brasil. Domingos Alves, professor do Laboratório de Inteligência em Saúde da Universidade de São Paulo, diz que uma previsão precisa agora é impossível por causa da falta de leitos hospitalares. “A possibilidade de chegar a 5 mil mortes por dia é muito grande”, acrescenta.&nbsp;</p>



<p>Diante do desastre sanitário que se desenrola, as opções do Brasil são limitadas. A vacinação tem demorado a ser iniciada, apesar do respeitado sistema de saúde pública do país. Em 27 de março, pouco mais de 7% da população havia recebido pelo menos uma dose da vacina, uma proporção maior do que a da Rússia ou da Índia, mas bem atrás da Turquia ou do Chile.&nbsp;</p>



<p>Os críticos culpam a desorganização dentro do Ministério da Saúde, que agora está em seu quarto ministro desde o início da pandemia. “Faltou planejamento total”, diz Monica de Bolle, especialista em Brasil do Peterson Institute, em Washington. “Em dezembro, eles começaram a pensar em uma campanha de vacinação, mas não tinham nem seringas suficientes. Foi uma bagunça completa”.&nbsp;</p>



<p>O Ministério da Saúde agora diz que contratou 562 milhões de doses de vacina para entrega este ano – mais do que o suficiente para aplicar duas injeções em toda a população de 213 milhões do Brasil – mas isso depende da produção local, que ainda não começou.&nbsp;</p>



<p><strong>‘Perto do colapso’</strong>&nbsp;</p>



<p>Os brasileiros continuam divididos em relação aos bloqueios e sua eficácia é limitada pela necessidade das famílias mais pobres de sair para ganhar a vida. Pagamentos mais generosos da Previdência resolveriam isso, mas, como Bolsonaro reconheceu no início do ano, “o Brasil está quebrado”. A dívida do governo está oscilando em torno de 90% do PIB, um nível alto para um país emergente.&nbsp;</p>



<p>Para piorar as coisas, a inflação começou a decolar. Os preços subiram 5,2% em fevereiro, gerando raiva entre aqueles que lutam para sobreviver. Maria Izabel de Jesus, aposentada de 72 anos que mora na Zona Leste de São Paulo, diz que a comida ficou inacessível. “É muito. Você não pode comprar nada”, disse ela.</p>



<p>Surgiram pichações nas paredes denunciando o “Bolsocaro” , um trocadilho que usa o nome do presidente e a palavra portuguesa para “caro”. A piora das expectativas sobre a inflação forçou o banco central a elevar as taxas de juros de baixas históricas neste mês e alertou sobre aumentos futuros.&nbsp;</p>



<p>O aumento nos casos de coronavírus está forçando os economistas a rebaixar as previsões. Cassiana Fernández, economista-chefe do JPMorgan para o Brasil, vê uma contração de 5,5% no PIB no primeiro trimestre, seguida por uma recuperação fraca de 1,5 por cento no segundo trimestre. “O próximo mês será especialmente desafiador”, diz ela. “Corremos o risco de um cenário mais disruptivo. Estamos muito próximos de ver o colapso do sistema de saúde público e privado nas grandes cidades”.&nbsp;</p>



<p>Diante de uma economia em deterioração, uma crise de saúde de proporções globais e uma tentativa de reeleição no próximo ano, Bolsonaro recebeu outro golpe no mês passado: Lula, o político mais famoso do Brasil, está livre para concorrer novamente ao cargo depois que um juiz da Suprema Corte anulou seu condenações por corrupção.&nbsp;</p>



<p>Embora impopular entre alguns brasileiros por causa dos escândalos de corrupção que perseguiram seus governos, Lula tem mais chances de derrotar Bolsonaro do que qualquer outro na eleição presidencial de outubro próximo, de acordo com pesquisas de opinião.&nbsp;</p>



<p>A elite empresarial do país, tradicionalmente hostil a Lula, começa a acreditar que o ex-líder sindical é o mal menor. Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, diz: “Vejo muita gente dizendo que se a situação fosse entre Bolsonaro e Lula, eles tapariam o nariz e votariam em Lula”.&nbsp;</p>



<p>Os partidários de Bolsonaro, no entanto, não desistem. “O ressurgimento de Lula em cena, por mais trágico que seja, fez com que este governo entrasse no jogo”, diz um financista próximo ao presidente. “Bolsonaro é constantemente subestimado”.&nbsp;</p>



<p>Sob pressão do crescente número de mortos e da eleição iminente, o presidente do Brasil deu alguns sinais provisórios de mudança de rumo.&nbsp;</p>



<p>De vez em quando, ele agora usa uma máscara em público. Na semana passada, discursou à Nação na televisão falando sobre vacinas. Ele finalmente convocou uma força-tarefa nacional contra o coronavírus e falou em tons mais conciliatórios.&nbsp;</p>



<p>“O Bolsonaro tratou mal a pandemia, de todas as maneiras possíveis”, diz Matias Spektor, professor associado da Fundação Getulio Vargas. “Agora ele está começando a inverter, para usar uma melodia diferente. O motivo é o colapso absolutamente chocante do sistema de saúde em todo o Brasil, além da aparição de Lula”.&nbsp;</p>



<p>Bolsonaro também precisa de apoio para evitar o risco de impeachment. A mudança ministerial desta semana, que trocou o ministro da Defesa, também entregou um cargo chave no gabinete a um membro do Centrão, um bloco político não ideológico que apóia o presidente em troca de gastos extras. “Eles não precisam dele, mas sabem que ele precisa deles”, diz de Bolle.&nbsp;</p>



<p>As ameaças do presidente de usar o Exército em apoio a suas políticas polêmicas – ou mesmo em um esforço ao estilo de Trump para se manter no cargo após uma eleição disputada no ano que vem – agora parecem cada vez mais improváveis, na esteira da insistência pública dos generais em se manter papel constitucional, embora Bolsonaro ainda pudesse tentar apelar diretamente para a base militar, onde permanece popular.&nbsp;</p>



<p>Mas ainda não está claro se os esforços tardios do Bolsonaro para intensificar a vacinação e deter a disseminação do vírus podem conter as mortes e interromper a transmissão da variante P. 1, que ameaça populações em todos os lugares.&nbsp;</p>



<p>“O mundo precisa perceber o risco que o Brasil representa hoje para a população global”, diz Levi, da Universidade de São Paulo. “Existem apenas duas maneiras de combater isso: isolamento social e vacinação rápida em massa.”&nbsp;</p>



<p>Reportagem adicional de Carolina Pulice em São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/noticias/pesadelo-do-coronavirus-no-brasil-bolsonaro-esta-mais-isolado-do-que-nunca/">Pesadelo do coronavírus no Brasil: ‘Bolsonaro está mais isolado do que nunca’</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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		<title>Miguel Nicolelis: “Estamos a poucas semanas de um ponto de não retorno na crise da covid-19”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[EL PAÍS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2021 14:20:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Pandemia e caos brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Coluna do neurocientista estreia em áudio no EL PAÍS, em um episódio piloto. ‘Diário do front’ narra os desafios do país no auge da pandemia, com novo recorde de mortes nesta quarta. Ouça para saber o que vem pela frente</p>
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<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Diário do front, por Miguel Nicolelis" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/X1_twJ8SIf0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
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<p><a href="https://brasil.elpais.com/autor/el-pais/">EL PAÍS</a><a href="http://twitter.com/el_pais" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><a href="https://brasil.elpais.com/acervo/2021-03-31/">31 MAR 2021 &#8211; 17:48&nbsp;<abbr title=" Brasilia Standard Time">BRT</abbr></a></p>



<p>O EL PAÍS estreia&nbsp;<em>Diário do front</em>,<a href="https://brasil.elpais.com/autor/miguel-angelo-laporta-nicolelis/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;a coluna do neurocientista Miguel Nicolelis</a>&nbsp;sobre a maior crise sanitária que o Brasil já enfrentou, agora em áudio. Clique no vídeo acima para ouvir o episódio piloto, onde Nicolelis alerta que o país está prestes a chegar a um ponto de não retorno na pandemia. “<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-04/miguel-nicolelis-brasil-pode-cruzar-a-marca-de-3000-obitos-diarios-por-covid-19-nas-proximas-semanas.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estamos a poucas semanas de um ponto de não retorno na crise</a>&nbsp;do coronavírus no Brasil”, afirma ele, que projeta marcas de mais de 4.000 e até 5.000 mortes diárias em breve e um total de 500.000 vítimas em julho. Nesta quarta-feira (31), Brasil bateu um novo recorde, com 3.869 mortes.</p>



<p>O neurocientista e professor catedrático da universidade Duke (EUA) está especialmente preocupado&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2020-04-02/coronavirus-sobrecarrega-equador-e-preocupa-populacao-com-acumulo-de-cadaveres-em-casas.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">com a possibilidade um um colapso funerário no país</a>, caso o chamado a um&nbsp;<em>lockdown</em>&nbsp;nacional, com bloqueios de circulação não essencial em aeroportos e estradas, não seja atendido. “Se o colapso funerário se instalar neste país, começaremos a ver corpos sendo abandonados pelas ruas, em espaços abertos. Teremos que usar o recurso terrível de usar valas comuns para enterrar centenas de pessoas simultaneamente, sem urnas funerárias, só em saco plásticos, o que vai acelerar o processo de contaminação do solo, do lençol freático, dos alimentos, e com isso gerar uma série de outras epidemias bacterianas gravíssimas”, enumera.</p>



<p>O acesso à coluna em áudio de Nicolelis, com produção e trilha sonora de Cacau Guarnieri, é grátis, assim como as demais informações sobre o novo coronavírus no EL PAÍS. Compartilhe com seus amigos e familiares. Prefere o YouTube?&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=X1_twJ8SIf0" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Veja aqui o link</a>.&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/tv/CNGY_TbnfAr/?igshid=jjgjke6gp0l4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Também disponível no Instagram</a>&nbsp;e em breve nas plataformas digitais de áudio.</p>



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		<title>No dia do recorde de mais de 3 mil mortes por Covid, Bolsonaro vai à TV para prometer vacinas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[G1]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2021 11:12:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Pandemia e caos brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por G1&#160;— Brasília 23/03/2021 20h40&#160;&#160;Atualizado&#160;há 9 horas 00:00/02:57 VÍDEO: Bolsonaro promete vacinas em pronunciamento O presidente&#160;Jair Bolsonaro&#160;fez na noite desta terça-feira (23) um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão no qual relacionou ações de governo para aquisição de vacinas e disse que estão &#8220;garantidas&#8221; 500 milhões de doses até o fim do ano. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Por G1&nbsp;— Brasília</em></strong></p>



<p>23/03/2021 20h40&nbsp;&nbsp;Atualizado&nbsp;há 9 horas</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s01.video.glbimg.com/x240/9376028.jpg" alt="VÍDEO: Bolsonaro promete vacinas em pronunciamento" title="VÍDEO: Bolsonaro promete vacinas em pronunciamento"/></figure>



<p><video preload="none" poster="https://s01.video.glbimg.com/x720/9376028.jpg"></video>00:00/02:57</p>



<p>VÍDEO: Bolsonaro promete vacinas em pronunciamento</p>



<p>O presidente&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/politica/politico/jair-bolsonaro/">Jair Bolsonaro</a>&nbsp;fez na noite desta terça-feira (23) um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão no qual relacionou ações de governo para aquisição de vacinas e disse que estão &#8220;garantidas&#8221; 500 milhões de doses até o fim do ano.</p>



<p>Ao longo dos 12 meses de pandemia, os brasileiros viram o presidente colocar em dúvida a eficácia da vacina do Instituto Butantan, que chamava de vacina chinesa. Mas, no pronunciamento desta terça, disse que sempre foi a favor das vacinas.</p>



<p>&#8220;Quero tranquilizar o povo brasileiro e afirmar que as vacinas estão garantidas. Ao final do ano, teremos alcançado mais de 500 milhões de doses para vacinar toda a população. Muito em breve, retomaremos nossa vida normal&#8221;, afirmou Bolsonaro no pronunciamento.</p>



<p>Mais cedo, nesta terça, dia em que o&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2021/03/23/brasil-registra-pela-1a-vez-mais-de-3-mil-mortes-por-covid-em-um-dia.ghtml">país atingiu o recorde de mais de 3 mil mortes</a>&nbsp;em 24 horas, o Ministério da Saúde&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2021/03/23/ministerio-da-saude-retira-quase-10-milhoes-de-doses-de-vacinas-contra-a-covid-19-previstas-para-abril.ghtml">reduziu, pela sexta vez, a previsão de vacinas contra a Covid-19</a>&nbsp;que serão entregues pelos fabricantes no próximo mês.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s04.video.glbimg.com/x240/9376147.jpg" alt="Em pronunciamento, Bolsonaro muda de postura e estimula a vacinação" title="Em pronunciamento, Bolsonaro muda de postura e estimula a vacinação"/></figure>



<p><video preload="none" poster="https://s04.video.glbimg.com/x240/9376147.jpg"></video>&#8211;:&#8211;/&#8211;:&#8211;</p>



<p>Em pronunciamento, Bolsonaro muda de postura e estimula a vacinação</p>



<p>O governo previa 57,1 milhões de doses de vacinas até 30 de abril. Agora, a previsão caiu para 47,3 milhões. Com a alteração, o ministério indica que o Brasil receberá 9,85 milhões de doses a menos no próximo mês.</p>



<p>Segundo o consórcio de veículos de imprensa, com base em&nbsp;<a href="https://especiais.g1.globo.com/bemestar/vacina/2021/mapa-brasil-vacina-covid/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dados fornecidos pelas secretarias estaduais de Saúde</a>, 6,04% da população do país foi vacinada até as 20h21 desta terça-feira, o que representa 17,1 milhões de doses aplicadas. Ainda segundo o consórcio, 12,7 milhões receberam a primeira dose, e 4,3 milhões, a segunda dose.</p>



<p>Nesta terça, o&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2021/03/23/senado-aprova-mocao-de-apelo-a-comunidade-internacional-em-busca-de-vacinas-contra-covid.ghtml">Senado aprovou uma moção de &#8220;apelo&#8221; à comunidade internacional</a>&nbsp;para que o Brasil possa adquirir mais doses da vacina contra a Covid. O documento deverá ser enviado a países do G20, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e aos demais países que mantêm relações diplomáticas com o Brasil.</p>



<p>&#8220;Intercedi pessoalmente junto à fabricante Pfizer para a antecipação de 100 milhões de doses, que serão entregues até setembro de 2021&#8221;, disse Bolsonaro no pronunciamento.</p>



<p>Mas o presidente omitiu que, em agosto do ano passado, o governo&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2021/01/08/pfizer-diz-ter-oferecido-70-milhoes-de-doses-de-vacina-a-governo-brasileiro-para-entrega-em-dezembro-de-2020.ghtml">recusou 70 milhões de doses oferecidas pela própria Pfizer</a>&nbsp;que seriam entregues a partir de dezembro.</p>



<p>&#8220;Estamos fazendo e vamos fazer de 2021 o ano da vacinação dos brasileiros&#8221;, afirmou Bolsonaro no pronunciamento.</p>



<p>Porém, em dezembro, o&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/12/28/pfizer-diz-que-anvisa-pediu-analises-especificas-para-liberar-uso-emergencial-de-vacina-no-brasil.ghtml">presidente disse que não tinha de &#8220;ir atrás&#8221; de vacinas</a>. &#8220;Pessoal diz que eu tenho que ir atrás. Não, não. Quem quer vender, se eu sou vendedor, eu quero apresentar&#8221;, declarou Bolsonaro na ocasião.</p>



<p>A defesa das vacinas no pronunciamento contrasta com declarações anteriores de Bolsonaro. Em dezembro do ano passado, por exemplo, Bolsonaro afirmou em um evento na Bahia que&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2020/12/17/bolsonaro-diz-que-nao-tomara-vacina-e-chama-de-idiota-quem-o-ve-como-mau-exemplo-por-nao-se-imunizar-eu-ja-tive-o-virus.ghtml">não tomaria a vacina e que é &#8220;imbecil&#8221; ou &#8220;idiota&#8221; quem o critica&nbsp;</a>por isso. Também em dezembro, disse que&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2021/02/13/idosa-de-85-anos-foi-fantasiada-de-jacare-para-ser-vacinada-contra-a-covid-em-macapa-muito-feliz.ghtml">não seria responsável se alguém tomar vacina e &#8220;virar jacaré&#8221;</a>.</p>



<p>Além disso, Bolsonaro também se notabilizou por provocar aglomerações e desprezar o uso de máscaras, medida preconizada por médicos e especialistas como essencial para conter a expansão da Covid.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Íntegra</h2>



<p>Leia abaixo a íntegra do pronunciamento</p>



<p><em>Boa noite,</em></p>



<p><em>Estamos no momento de uma nova variante do coronavírus, que infelizmente tem tirado a vida de muitos brasileiros.</em></p>



<p><em>Desde o começo, eu disse que tínhamos dois grandes desafios: o vírus e o desemprego. E, em nenhum momento, o governo deixou de tomar medidas importantes tanto para combater o coronavírus como para combater o caos na economia, que poderia gerar desemprego e fome.</em></p>



<p><em>Quero destacar que hoje somos o quinto país que mais vacinou no mundo. Temos mais de 14 milhões de vacinados e mais de 32 milhões de doses de vacina distribuídas para todos os estados da federação, graças às ações que tomamos logo no início da pandemia.</em></p>



<p><em>Em julho de 2020, assinamos um acordo com a Universidade de Oxford para a produção, na Fiocruz, de 100 milhões de doses da vacina AstraZeneca e liberamos, em agosto, 1,9 bilhão de reais.</em></p>



<p><em>Em setembro de 2020, assinamos um acordo com o consórcio Covax Facility para a produção de 42 milhões de doses. O primeiro lote chegou no domingo passado e já foi distribuído para os estados.</em></p>



<p><em>Em dezembro, liberamos mais 20 bilhões de reais, o que possibilitou a aquisição da Coronavac, através do acordo com o Instituto Butantan.</em></p>



<p><em>Sempre afirmei que adotaríamos qualquer vacina, desde que aprovada pela Anvisa. E assim foi feito.</em></p>



<p><em>Hoje, somos produtores de vacina em território nacional. Mais do que isso, fabricaremos o próprio insumo farmacêutico ativo, que é a matéria prima necessária. Em poucos meses, seremos autossuficientes na produção de vacinas. Não sabemos por quanto tempo teremos que enfrentar essa doença mas a produção nacional vai garantir que possamos vacinar os brasileiros todos os anos, independentemente das variantes que possam surgir.</em></p>



<p><em>Neste mês, intercedi pessoalmente junto à fabricante Pfizer para a antecipação de 100 milhões de doses, que serão entregues até setembro de 2021. E também com a Janssen, garantindo 38 milhões de doses para este ano.</em></p>



<p><em>Quero tranquilizar o povo brasileiro e afirmar que as vacinas estão garantidas.</em></p>



<p><em>Ao final do ano, teremos alcançado mais de 500 milhões de doses para vacinar toda a população. Muito em breve, retomaremos nossa vida normal.</em></p>



<p><em>Solidarizo-me com todos aqueles que tiveram perdas em sua família. Que Deus conforte seus corações!</em></p>



<p><em>Estamos fazendo e vamos fazer de 2021 o ano da vacinação dos brasileiros.</em></p>



<p><em>Somos incansáveis na luta contra o coronavírus. Essa é a missão e vamos cumpri-la.</em></p>



<p><em>Deus abençoe o nosso Brasil.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading">VÍDEOS: vacinas contra a Covid</h2>



<p><a href="https://g1.globo.com/bemestar/vacina/playlist/videos-novidades-sobre-a-vacina-contra-a-covid-19.ghtml">200 vídeos</a></p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/noticias/no-dia-do-recorde-de-mais-de-3-mil-mortes-por-covid-bolsonaro-vai-a-tv-para-prometer-vacinas/">No dia do recorde de mais de 3 mil mortes por Covid, Bolsonaro vai à TV para prometer vacinas</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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		<title>Centrão usa crise na saúde e rejeição a Bolsonaro para elevar seu preço e pedir cinco ministérios ao Planalto</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/noticias/centrao-usa-crise-na-saude-e-rejeicao-a-bolsonaro-para-elevar-seu-preco-e-pedir-cinco-ministerios-ao-planalto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[EL PAÍS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2021 13:58:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia e caos brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Grupo tem processo de impeachment e uma CPI como instrumentos de pressão. Presidente tem sua gestão na pandemia reprovada por 54% das pessoas</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/noticias/centrao-usa-crise-na-saude-e-rejeicao-a-bolsonaro-para-elevar-seu-preco-e-pedir-cinco-ministerios-ao-planalto/">Centrão usa crise na saúde e rejeição a Bolsonaro para elevar seu preço e pedir cinco ministérios ao Planalto</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://brasil.elpais.com/autor/afonso-benites/">AFONSO BENITES</a>Brasília&nbsp;&#8211;&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/acervo/2021-03-17/">17 MAR 2021 &#8211; 20:26</a></p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-17/o-pior-da-epidemia-no-brasil-visto-de-uma-uti-sem-leitos-disponiveis.html?rel=listapoyo">O pior da pandemia no Brasil visto de uma UTI sem leitos disponíveis</a></li><li><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-17/brasil-beira-3000-mortes-diarias-por-covid-19-enquanto-troca-na-saude-frustra-expectativas-por-mudancas-no-combate-a-pandemia.html?rel=listapoyo">Brasil beira 3.000 mortes diárias por covid-19 enquanto troca na Saúde frustra expectativas por mudanças no combate à pandemia</a></li><li><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-17/com-novo-recorde-de-casos-de-covid-19-e-restricao-no-comercio-doria-reduz-imposto-de-empresas.html?rel=listapoyo">Com novo recorde de casos de covid-19 e restrição no comércio em SP, Doria reduz imposto de empresas</a></li></ul>



<p>A&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-17/brasil-beira-3000-mortes-diarias-por-covid-19-enquanto-troca-na-saude-frustra-expectativas-por-mudancas-no-combate-a-pandemia.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dramática crise da saúde</a>&nbsp;aliada ao aumento da impopularidade do&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-15/alguem-acha-que-se-bolsonaro-perder-as-eleicoes-contra-lula-ira-passar-a-faixa-pacificamente.html">presidente Jair Bolsonaro</a>&nbsp;tem assanhado a fome do Centrão por novos ministérios. Nesta quarta-feira, pesquisa Datafolha mostrou que 40% dos entrevistados acreditam que ele faz um&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/01/crise-derruba-popularidade-de-bolsonaro-aponta-datafolha.shtml">Governo ruim ou péssimo</a>, sua&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/03/datafolha-rejeicao-a-bolsonaro-na-gestao-da-pandemia-bate-recorde-e-vai-a-54.shtml">gestão da pandemia</a>&nbsp;de covid-19 é reprovada por 54% das pessoas e 56% acreditam que ele&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/03/datafolha-56-dizem-que-bolsonaro-nao-tem-condicao-de-liderar-o-pais.shtml">não tem condições</a>&nbsp;de liderar o país. Antes mesmo de ter esses números em mãos,&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-11/lula-acena-ao-centro-e-quer-colocar-o-pt-na-rua-mas-pandemia-impede-o-clima-de-caravana.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mas calculando também o impacto da reentrada em cena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva</a>, o grupo fisiológico de legendas de centro-direita já tinha aumentado o seu preço pelo apoio ao Planalto. Agora, quer a indicação para ao menos cinco pastas:&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/noticias/casa-civil-presidencia-republica/">Casa Civil</a>, Secretaria de Governo, Minas e Energia, Relações Exteriores e Educação. É um avanço claro sob dois campos que são os alicerces do bolsonarismo, o militar e o ideológico. Os três primeiros ministérios são comandados por membros das Forças Armadas. Os outros dois tiveram indicações de sua base ideológica.</p>



<p>É uma aposta alta. Os cargos dos ministros-generais Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo) dificilmente serão trocados. Mas o grupo aposta na velha negociação política, pede mais do que tem chances de ganhar para depois dizer que abriu mão de algo. Além disso, os parlamentares do Centrão querem aproveitar a chegada do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para indicar substitutos para funções estratégicas de&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-25/nem-o-pior-ministro-da-saude-fez-o-que-exercito-esta-fazendo-desmontando-a-engrenagem-do-sus.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">segundo e terceiro escalões que hoje são ocupadas por militares na pasta</a>. Há ao menos 15 cargos em comissão que os deputados negociam. As informações são de três lideranças do Centrão entrevistadas pelo EL PAÍS entre terça e quarta-feira.</p>



<p>A gota d’água para os membros da base parlamentar de Bolsonaro foi a não&nbsp;<a href="https://elpais.com/Comentario/1615830061-3e451a575b75f07572944d32409d32d6">nomeação da médica Ludmilla Hajjar</a>&nbsp;para a Saúde. Eles entendiam que a posse dela no cargo era uma sinalização de mudança de fato no ministério. E não uma só de nome, como ocorreu com a&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-17/brasil-beira-3000-mortes-diarias-por-covid-19-enquanto-troca-na-saude-frustra-expectativas-por-mudancas-no-combate-a-pandemia.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">chegada do médico Marcelo Queiroga</a>&nbsp;em substituição ao general Eduardo Pazuello, com o discurso de continuidade dos trabalhos.</p>



<p>No Centrão, o principal padrinho de Hajjar era o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o mesmo político que viu o Planalto&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-01-29/quatro-ministerios-e-bilhoes-de-reais-em-emendas-a-receita-de-bolsonaro-para-vencer-no-congresso-de-bracos-dados-com-o-centrao.html">prometer quatro ministérios</a>&nbsp;para ajudar em sua eleição em fevereiro passado. Apenas uma pasta foi entregue, a da Cidadania para o deputado João Roma (Republicanos-BA), o que na atual situação aumentou o interesse do grupo por cargos. O ministro Fábio Faria (PSD-RN) também é outro membro do Centrão no Governo Bolsonaro, mas a sua indicação teve mais caráter pessoal do que um apadrinhamento de seu partido.</p>



<p>Dois instrumentos de pressão devem ser usados pelos parlamentares na tentativa de ampliar os seus tentáculos na gestão: o início de um processo de impeachment contra Bolsonaro e a abertura de uma&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-02-16/um-ministerio-da-saude-encurralado-amplia-tensao-nos-bastidores-e-tecnicos-criticam-falta-de-planejamento.html">Comissão Parlamentar de Inquérito</a>&nbsp;para apurar a gestão da pandemia de coronavírus. O primeiro caso depende principalmente de Lira. Até o mês passado, ele sempre negava que acataria um dos 60 pedidos de impeachment contra o presidente.</p>



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<p>Uma tímida mudança de postura de Lira ocorreu na segunda-feira, quando já se sabia que Hajjar não seria ministra. Ao invés de negar que abriria um processo de impeachment, ele afirmou que&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-17/noticias-sobre-a-pandemia-de-covid-19-e-a-crise-politica-no-brasil-ao-vivo.html">não teve tempo</a>&nbsp;para analisar os processos. Lira ocupa o cargo desde 2 de fevereiro. “Não tive ainda tempo. Tempo que o presidente anterior [Rodrigo Maia] teve. Ele teve quase cinco anos de mandato, recebeu 60 pedidos e não achou nenhum tipo de motivação maior para seguir em frente.” A afirmação foi feita em debate promovido pelos jornais&nbsp;<em>O Globo</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Valor Econômico</em>.</p>



<p>O que pesa contra uma destituição presidencial é o tempo, o calendário eleitoral e a ausência de sessões presenciais no Congresso por causa da pandemia de covid-19, que impede aglomerações, principalmente em ambientes fechados. No&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/noticias/proceso-destitucion-dilma-rousseff/">caso de Dilma Rousseff</a>&nbsp;(PT), foram quase nove meses entre o momento em que o processo foi aceito por Eduardo Cunha (MDB-RJ) e quando o Senado votou pelo seu impeachment. E em 2022 os próprios deputados e senadores estarão empenhados nas campanhas eleitorais em que vários deles concorrerão à reeleição.</p>



<p>Já no Senado, o presidente Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que tem relativa proximidade com Lira, tem se equilibrado entre rejeitar a abertura da CPI da Covid e aceitá-la. O documento pedindo a abertura do trabalho já foi assinado por 31 senadores, quatro a mais que o mínimo necessário. Antes, Pacheco dizia que seria contraproducente iniciar essa investigação neste momento.&nbsp;<a href="https://elpais.com/Comentario/1615832738-012582dd168319a861252cdb99e40d73">Agora, não a descarta</a>. “Decidiremos sobre uma CPI em um momento oportuno, tão logo possamos esgotar as medidas mais urgentes: auxílio emergencial, leito de UTIs credenciados e vacinação em maior escala para a população brasileira”, afirmou no mesmo debate do qual participou o presidente da Câmara.</p>



<p>Os próximos passos do grupo devem ser dados nas próximas semanas, quando começarem a aparecer os resultados das primeiras ações do novo ministro Queiroga. Uma sinalização de que o pavio está curto pode ser resumida na manifestação do deputado Marcelo Ramos (PL-AM)&nbsp;<a href="https://twitter.com/marceloramosam/status/1371795873928200193">em sua conta no Twitter</a>. “A situação do país não permite que ministro da Saúde tenha tempo pra aprender a ser ministro. As respostas terão que ser rápidas e efetivas. Passar mensagens claras de compromisso com as políticas de prevenção e acelerar o processo de vacinação devem ser ações imediatas.” Ramos é o primeiro vice-presidente da Câmara. Tem sido uma espécie de porta-voz de seu grupo em assuntos espinhosos.</p>



<p>Leoa o texto publicado originalmente no El País clicando aqui:<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-17/centrao-usa-crise-na-saude-e-rejeicao-a-bolsonaro-para-elevar-seu-preco-e-pedir-cinco-ministerios-ao-planalto.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-17/centrao-usa-crise-na-saude-e-rejeicao-a-bolsonaro-para-elevar-seu-preco-e-pedir-cinco-ministerios-ao-planalto.html</a></p>



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		<title>Depois de 1 ano da 1ª morte, covid já mata uma pessoa por minuto no Brasil</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/noticias/depois-de-1-ano-da-1a-morte-covid-ja-mata-uma-pessoa-por-minuto-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[PODER 360]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Mar 2021 11:03:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia e caos brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São 287.127 mortes confirmadas</p>
<p>Nº superior à população de Barueri</p>
<p>Conheça média móvel de cada Estado</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/noticias/depois-de-1-ano-da-1a-morte-covid-ja-mata-uma-pessoa-por-minuto-no-brasil/">Depois de 1 ano da 1ª morte, covid já mata uma pessoa por minuto no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://www.poder360.com.br/author/valquiria-homero/">VALQUÍRIA HOMERO</a><br>17.mar.2021 (quarta-feira) &#8211; 6h00<br>atualizado: 17.mar.2021 (quarta-feira) &#8211; 7h13</p>



<p>O Ministério da Saúde confirmou a 1ª morte por covid-19 em 17 de março de 2020. Um ano depois, as autoridades notificaram mais de 282 mil vítimas no país.</p>



<p>Durante esse período foram, em média, 32 mortes confirmadas a cada hora e 775 registros por dia. O ritmo atual da pandemia, contudo, é o mais intenso já observado até o momento. Neste mês de março, são 1.699 mortes por dia, o que equivale a 71 por hora ou&nbsp;<strong>1,18 morte por minuto</strong>.</p>



<p>O número total de mortes confirmadas é superior às populações de cidades como Barueri (SP), Juazeiro do Norte (CE) e Volta Redonda (RJ).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://static.poder360.com.br/2021/03/282-mil-mortes-covid-brasil-16mar2021-01.png" alt="" class="wp-image-652253"/></figure></div>



<h1 class="wp-block-heading">Receba a newsletter do Poder360<br><small>todos os dias no seu e-mail</small></h1>



<p>A média móvel de novas vítimas ultrapassa picos sucessivos desde 24 de fevereiro. Atingiu 1.965 na 3º feira (16.mar.2021), dia em que o país também registrou novo recorde no número de mortes confirmadas (2.841).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://static.poder360.com.br/2021/03/covid-media-movel-mortes-16mar2021-01.png" alt="" class="wp-image-652049"/></figure></div>



<p>Mas o coronavírus atinge de forma diferente cada parte do Brasil. No Amazonas, por exemplo, o ritmo de mortes diminuiu.</p>



<p>O Estado enfrentou uma crise de falta de oxigênio no início de fevereiro. A média móvel chegou à máxima de 149 no dia 4 daquele mês. Nessa 3ª (16.mar), a curva estava em 40.</p>



<p>No Rio Grande do Sul, por outro lado, as mortes dispararam. A média móvel chegou a 253, também na 3ª (16.mar). Há um mês, a curva estava em 42.</p>



<p>O&nbsp;<strong>Poder360</strong>&nbsp;preparou um gráfico interativo com a evolução da média móvel de mortes em cada unidade da Federação.</p>



<p>Você pode selecionar um único Estado ou vários, para comparar as curvas. Passe o cursor sobre as linhas para visualizar os valores e as datas.https://flo.uri.sh/visualisation/5586981/embed?auto=1<a href="https://public.flourish.studio/visualisation/5586981/?utm_source=showcase&amp;utm_campaign=visualisation/5586981">A Flourish chart</a></p>



<p>Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm médias acima de 1.000.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>PANORAMA NACIONAL</strong></h2>



<p>O infográfico abaixo, também interativo, detalha o número de mortes confirmadas a cada dia, bem como a média móvel de novas vítimas. A área destacada indica o ponto em que a curva começou a sequência de novas máximas.https://flo.uri.sh/visualisation/5587528/embed?auto=1<a href="https://public.flourish.studio/visualisation/5587528/?utm_source=showcase&amp;utm_campaign=visualisation/5587528">A Flourish chart</a></p>



<p>Março se encaminha para se tornar o pior mês da pandemia. Com 16 dias transcorridos, detém os 10 dias com mais registros de mortes.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://static.poder360.com.br/2021/03/dias-com-mais-mortes-covid-16mar2021-01-1.png" alt="" class="wp-image-652197"/></figure></div>



<p>Levantamento do&nbsp;<strong>Poder360</strong>&nbsp;indica que, mantido este ritmo, março também pode se tornar o mês com mais vítimas de coronavírus por&nbsp;<strong>data real</strong>.</p>



<p>Isso significa que os números elevados observados nas últimas semanas não são apenas de mortes de períodos anteriores que estão sendo confirmadas agora. Mais pessoas estão efetivamente sucumbindo à doença.</p>



<p>É o que sugerem dados preliminares do Ministério da Saúde e explicados pelo&nbsp;<strong>Poder360</strong>&nbsp;nesta reportagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>ENTENDA A MÉDIA MÓVEL</strong></h2>



<p>Os números de mortes confirmadas sofrem flutuações. Em finais de semanas e feriados, há menos servidores trabalhando na contabilização dos dados. Os registros diminuem, efeito que se reflete também nas segundas-feiras.</p>



<p>O Ministério da Saúde também registrou diversos casos de dados represados no ano passado. As informações acumuladas por 2 dias ou mais, quando atualizadas, criam picos artificiais no número de confirmações.</p>



<p>A média móvel suaviza essas variações abruptas.</p>



<p><strong>Como ela é calculada:&nbsp;</strong>a média móvel em 7 dias, como o nome sugere, consiste em somar o número de mortes confirmadas a cada dia pelo intervalo de 7 dias consecutivos. Depois, divide-se o total por 7. Assim, calcula-se a média de registros diários naquele intervalo de tempo.</p>



<p><strong>Queda e alta de mortes:</strong>&nbsp;especialistas usam a média móvel para determinar se as mortes estão desacelerando, estáveis ou em alta. Compara-se a média móvel de uma data com o registrado há duas semanas.</p>



<p>Se a variação for de -15% ou menos, considera-se que o ritmo de mortes diminuiu. Se for superior a 15%, as mortes estão em ascensão. Caso a variação fique entre esses 2 percentuais (15% e -15%), a progressão é considerada estável.</p>



<p>Por essa análise, a média de mortes está estável na Bahia e em Roraima e em queda no Amazonas e Rio de Janeiro. Em todas as outras unidades da Federação, a curva de mortes está em alta.</p>



<p>Há limitações nessa análise. Em Estados onde a média móvel está baixa, as variações percentuais são mais elevadas. Por exemplo: se a média móvel é 1 em determinado dia, e no dia seguinte vai para 2, a variação foi de 100%.</p>



<p>Leia clicando aqui o texto original publicado no Poder360: VALQUÍRIA HOMERO 17.mar.2021 (quarta-feira) &#8211; 6h00 atualizado: 17.mar.2021 (quarta-feira) &#8211; 7h13 O Ministério da Saúde confirmou a 1ª morte por covid-19 em 17 de março de 2020. Um ano depois, as autoridades notificaram mais de 282 mil vítimas no país. Durante esse período foram, em média, 32 mortes confirmadas a cada hora e 775 registros por dia. O ritmo atual da pandemia, contudo, é o mais intenso já observado até o momento. Neste mês de março, são 1.699 mortes por dia, o que equivale a 71 por hora ou 1,18 morte por minuto. O número total de mortes confirmadas é superior às populações de cidades como Barueri (SP), Juazeiro do Norte (CE) e Volta Redonda (RJ). Receba a newsletter do Poder360 todos os dias no seu e-mail seu e-mail A média móvel de novas vítimas ultrapassa picos sucessivos desde 24 de fevereiro. Atingiu 1.965 na 3º feira (16.mar.2021), dia em que o país também registrou novo recorde no número de mortes confirmadas (2.841). Mas o coronavírus atinge de forma diferente cada parte do Brasil. No Amazonas, por exemplo, o ritmo de mortes diminuiu. O Estado enfrentou uma crise de falta de oxigênio no início de fevereiro. A média móvel chegou à máxima de 149 no dia 4 daquele mês. Nessa 3ª (16.mar), a curva estava em 40. No Rio Grande do Sul, por outro lado, as mortes dispararam. A média móvel chegou a 253, também na 3ª (16.mar). Há um mês, a curva estava em 42. O Poder360 preparou um gráfico interativo com a evolução da média móvel de mortes em cada unidade da Federação. Você pode selecionar um único Estado ou vários, para comparar as curvas. Passe o cursor sobre as linhas para visualizar os valores e as datas. Flourish logoA Flourish chart Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm médias acima de 1.000. PANORAMA NACIONAL O infográfico abaixo, também interativo, detalha o número de mortes confirmadas a cada dia, bem como a média móvel de novas vítimas. A área destacada indica o ponto em que a curva começou a sequência de novas máximas. Flourish logoA Flourish chart Março se encaminha para se tornar o pior mês da pandemia. Com 16 dias transcorridos, detém os 10 dias com mais registros de mortes. Levantamento do Poder360 indica que, mantido este ritmo, março também pode se tornar o mês com mais vítimas de coronavírus por data real. Isso significa que os números elevados observados nas últimas semanas não são apenas de mortes de períodos anteriores que estão sendo confirmadas agora. Mais pessoas estão efetivamente sucumbindo à doença. É o que sugerem dados preliminares do Ministério da Saúde e explicados pelo Poder360 nesta reportagem. ENTENDA A MÉDIA MÓVEL Os números de mortes confirmadas sofrem flutuações. Em finais de semanas e feriados, há menos servidores trabalhando na contabilização dos dados. Os registros diminuem, efeito que se reflete também nas segundas-feiras. O Ministério da Saúde também registrou diversos casos de dados represados no ano passado. As informações acumuladas por 2 dias ou mais, quando atualizadas, criam picos artificiais no número de confirmações. A média móvel suaviza essas variações abruptas. Como ela é calculada: a média móvel em 7 dias, como o nome sugere, consiste em somar o número de mortes confirmadas a cada dia pelo intervalo de 7 dias consecutivos. Depois, divide-se o total por 7. Assim, calcula-se a média de registros diários naquele intervalo de tempo. Queda e alta de mortes: especialistas usam a média móvel para determinar se as mortes estão desacelerando, estáveis ou em alta. Compara-se a média móvel de uma data com o registrado há duas semanas. Se a variação for de -15% ou menos, considera-se que o ritmo de mortes diminuiu. Se for superior a 15%, as mortes estão em ascensão. Caso a variação fique entre esses 2 percentuais (15% e -15%), a progressão é considerada estável. Por essa análise, a média de mortes está estável na Bahia e em Roraima e em queda no Amazonas e Rio de Janeiro. Em todas as outras unidades da Federação, a curva de mortes está em alta. Há limitações nessa análise. Em Estados onde a média móvel está baixa, as variações percentuais são mais elevadas. Por exemplo: se a média móvel é 1 em determinado dia, e no dia seguinte vai para 2, a variação foi de 100%.</p>
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		<title>BC se vê forçado a subir juros em plena crise por causa da aceleração da inflação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ESTADÃO]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Mar 2021 11:17:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia e caos brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua primeira reunião após Congresso garantir autonomia do Banco Central, Copom vai começar a tentar barrar risco de descontrole de preços, sobretudo em 2022, após período longo de queda da Selic</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Adriana Fernandes &#8211; O Estado de S Paulo</em></strong></p>



<p>BRASÍLIA &#8211; A aceleração do aumento de preços colocou o&nbsp;<strong><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/banco-central-do-brasil">Banco Central</a></strong>&nbsp;numa sinuca de bico: subir a taxa de&nbsp;<strong><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/juros">juros</a></strong>&nbsp;em plena crise econômica e piora da pandemia da&nbsp;<strong><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/coronavirus">covid-19</a></strong>. Em um gráfico, as tendências de&nbsp;<strong><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/inflacao">inflação</a></strong>, em alta, e da variação do&nbsp;<strong><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/pib">PIB</a></strong>, em queda, mostram uma boca de jacaré se abrindo. Essa é uma situação de extrema anormalidade em que atividade e inflação estão em sentido oposto.</p>



<p>A decisão desta semana será o primeiro teste e tudo indica mais difícil até agora para o presidente do&nbsp;<strong>BC</strong>,&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/Roberto-Campos-Neto"><strong>Roberto Campos Neto</strong></a>, e sua equipe após o Congresso aprovar no mês passado a autonomia da instituição, com a justificativa de garantir a condução da política de juros sem pressões políticas.</p>



<p>A expectativa é que o BC comece agora a desarmar essa bomba relógio para barrar o risco de descontrole de preços, sobretudo em 2022, após um período longo de queda de juros, que levou a&nbsp;<strong><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/selic-sistema-especial-de-liquidacao-e-custodia">taxa Selic</a></strong>&nbsp;(os juros básicos) ao patamar histórico de 2%. A aposta do mercado é de uma elevação de 0,50 ponto porcentual na reunião do&nbsp;<strong><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/copom-comite-de-politica-monetaria">Comitê de Política Monetária (Copom)</a></strong>&nbsp;dos dias 16 e 17.</p>



<p>A perspectiva de a economia brasileira entrar em&nbsp;<strong>recessão técnica</strong>, no segundo trimestre deste ano, num quadro de recrudescimento da pandemia, combinado com medidas de isolamento e lockdown, só amplia o desconforto com a medida.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://img.estadao.com.br/resources/jpg/0/3/1615747716230.jpg" alt="Banco Central"/><figcaption>A expectativa é que o BC comece agora a desarmar essa bomba relógio para barrar o risco de descontrole de preços.&nbsp; Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>O momento é ainda mais delicado porque o próprio presidente&nbsp;<strong><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/jair-bolsonaro">Jair Bolsonaro</a></strong>&nbsp;contribuiu para elevar, nas últimas semanas, a cotação do dólar disparando uma série de movimentos erráticos e contraditórios na economia, que começou com a intervenção da&nbsp;<strong><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/petrobras">Petrobrás</a></strong>, passou pela tentativa de flexibilizar o teto de gastos (a regra que atrela o crescimento das despesas à inflação) e terminou com a articulação de uma manobra para desidratar as medidas de corte de gastos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do&nbsp;<strong>auxílio emergencial</strong>.</p>



<p>O resultado: mais pressão sobre a inflação, a ponto de Campos Neto ter entrado nas negociações políticas para impedir uma derrota geral na votação, o que complicaria ainda mais o trabalho do BC na condução da política monetária (calibrar a taxa básica de juros, a Selic, para o controle da inflação).</p>



<p>“É um sinal de desequilíbrio ter essa bomba relógio de inflação alta com uma queda do PIB já contratada”, diz Silvia Matos, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas.</p>



<p>Com a inflação em 12 meses se aproximando de 7% em abril, desemprego e PIB negativo, a economia vive uma situação de&nbsp;<strong>estagflação</strong>. “Esse é o drama para o BC. E não sabemos quanto pior pode ficar a atividade econômica por causa da pandemia. É uma das piores combinações”, diz ela, que não descarta a consolidação de um quadro recessivo em 2021, mais grave do que a estagflação. Se soma ao cenário negativo a queda do poder de compra das famílias brasileiras no período de fraqueza do mercado de trabalho.</p>



<p>Ex-presidente do BC no governo Lula,&nbsp;<strong>Henrique Meirelles</strong>&nbsp;alerta para um fator que, segundo ele, precisa ser levado em conta: o nível de confiança baixa diante de um governo que não tem dado “uma direção clara e que vive envolvido em toda sorte de discussões e polêmicas”. “Numa situação de insegurança, a depreciação cambial (o real se desvalorizar frente ao dólar) leva ao repasse para os preços”, diz Meirelles, que assumiu o comando BC num momento crítico de alta dos preços em 2003.</p>



<p>Numa situação de pandemia há razões objetivas para a queda da demanda (pessoas e empresas produzem e consomem menos). Por outro lado, há também uma situação de desorganização da economia que tem levado a dificuldades de suprimento das cadeias produtivas. E isso acaba&nbsp;gerando mais inflação.</p>



<p>Nas contas do ex-secretário de Política Econômica, José Roberto Mendonça de Barros, desde setembro vem se formando um acúmulo de pressões inflacionárias, que começou a partir da elevação dos preços de alimentos, mas que não foram levadas devidamente a sério nem pelo Ministério da Economia nem pelo BC.</p>



<p>A mudança foi muito rápida. Em julho do ano passado, ressalta Mendonça de Barros, a inflação estava abaixo de 2% em setembro, começou a aumentar e terminou 2020 acima de 4%. “É uma aceleração extraordinária”, diz. Em 12 meses até fevereiro, o&nbsp;<strong><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/ipca-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor-amplo">IPCA</a></strong>, índice oficial de inflação, já acumula uma alta de 5,20% depois de ter subido 0,86% no mês passado – a maior taxa desde 2016.</p>



<p>Para José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Ibre, o momento para a inflação é muito preocupante e o BC não pode facilitar. “Se dermos mole nesse campo, vamos continuar simplesmente com os problemas que já temos e acrescentar mais um”, diz Senna. Ele ressalta que no campo das commodities (produtos básicos, como grãos, petróleo e minério de ferro) já houve uma alta de 10% em janeiro e mais 7% em fevereiro. As matérias-primas, diz, &nbsp;já acumulam uma elevação de 75% em 12 meses. “Estamos vivendo repasses reprimidos”, enfatiza. &nbsp;</p>



<p>Senna avalia que a PEC do auxílio não ataca o problema fiscal de aumento das despesas obrigatórias (como gastos com servidores e Previdência, por exemplo), problema que pode ser acentuado pelo caráter populista da política do governo. “Num ambiente como esse as expectativas de inflação podem sair de controle. Isso é muito perigoso”, avisa.</p>



<p>Leia, aqui, o texto publicado originalmente no Estadão: <a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,bc-se-ve-forcado-a-subir-juros-em-plena-crise-por-causa-da-aceleracao-da-inflacao,70003647647" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,bc-se-ve-forcado-a-subir-juros-em-plena-crise-por-causa-da-aceleracao-da-inflacao,70003647647</a></p>
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