<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos manchete - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
	<atom:link href="https://plataformabrasilia.com.br/tag/manchete/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://plataformabrasilia.com.br/tag/manchete/</link>
	<description>Informação, análise e entretenimento</description>
	<lastBuildDate>Wed, 21 Jan 2026 14:29:02 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://plataformabrasilia.com.br/wp-content/uploads/2021/02/cropped-icone-32x32.png</url>
	<title>Arquivos manchete - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
	<link>https://plataformabrasilia.com.br/tag/manchete/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Banco Master, STF e pressões no TCU: análise de Luís Costa Pinto no DESPERTA ICL</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/icl-noticias/banco-master-stf-e-pressoes-no-tcu-analise-de-luis-costa-pinto-no-desperta-icl/</link>
					<comments>https://plataformabrasilia.com.br/icl-noticias/banco-master-stf-e-pressoes-no-tcu-analise-de-luis-costa-pinto-no-desperta-icl/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[PLATAFORMA BRASÍLIA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 14:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ICL Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Master]]></category>
		<category><![CDATA[CPI]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[TCU]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://plataformabrasilia.com.br/?p=4225</guid>

					<description><![CDATA[<p>Jornalista detalha bastidores do caso Banco Master, disputas no Supremo e avanço de CPIs em participação no DESPERTA ICL</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/icl-noticias/banco-master-stf-e-pressoes-no-tcu-analise-de-luis-costa-pinto-no-desperta-icl/">Banco Master, STF e pressões no TCU: análise de Luís Costa Pinto no DESPERTA ICL</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Bastidores do caso Banco Master no Supremo</strong></h2>



<p>Em participação no <strong>ICL NOTÍCIAS 2</strong>, do canal <strong>ICL Notícias</strong>, o jornalista <strong>Luís Costa Pinto</strong> analisa os desdobramentos revelados em coluna de Malu Gaspar sobre o caso Banco Master e suas conexões com processos que chegaram ao Supremo Tribunal Federal. Na conversa, ele explica como decisões judiciais anteriores expõem a atuação de personagens centrais do sistema financeiro e jurídico, levantando questionamentos sobre foro privilegiado e a possível devolução do caso à Justiça Federal de primeira instância.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pressões políticas e atuação do TCU</strong></h2>



<p>Luís Costa Pinto também aborda as denúncias de pressões políticas envolvendo o Tribunal de Contas da União, citadas publicamente pelo senador Renan Calheiros. Segundo o jornalista, a movimentação de lideranças do Congresso teria contribuído para a confusão institucional em torno da liquidação do Banco Master, gerando uma crise política logo no início do ano e ampliando a gravidade do escândalo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>CPIs e o caminho da investigação no Congresso</strong></h2>



<p>Outro ponto central da análise no <strong>ICL NOTÍCIAS 2</strong> é a coleta rápida de assinaturas para CPIs sobre o Banco Master na Câmara, no Senado e no formato misto. Costa Pinto avalia os obstáculos regimentais nas Casas legislativas, mas destaca que a <strong>CPMI</strong> tem base jurídica sólida para avançar, com objeto definido e possibilidade concreta de instalação, o que pode aprofundar a apuração de crimes contra a União.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que assistir à análise completa</strong></h2>



<p>Com linguagem direta e foco nos bastidores do poder, a participação de <strong>Luís Costa Pinto no ICL NOTÍCIAS 2</strong> oferece um panorama detalhado das relações entre política, sistema financeiro e Judiciário. Para entender todos os argumentos, conexões e cenários projetados pelo jornalista, vale conferir o conteúdo completo no site e no canal original do <strong>ICL Notícias</strong> no YouTube.</p>



<div id="icl-video-1208" style="position: relative; width: 100%; max-width: 560px; margin: 0 auto; cursor: pointer; text-align: center;">
  <img decoding="async" src="https://plataformabrasilia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/desperta-2101.jpg" alt="Luís Costa Pinto no ICL Notícias 2" style="width: 100%; display: block;">
  <div style="position: absolute; top: 45%; left: 45%; font-size: 48px; color: white; text-shadow: 1px 1px 4px black;"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/25b6.png" alt="▶" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></div>
</div>

<script>
  document.addEventListener("DOMContentLoaded", function () {
    document.getElementById("icl-video-1208").addEventListener("click", function () {
      var iframe = document.createElement("iframe");
      iframe.width = "560";
      iframe.height = "315";
      iframe.src = "https://www.youtube.com/embed/KRhJ2nfrF7k?start=2316&autoplay=1";
      iframe.frameBorder = "0";
      iframe.allow = "accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture";
      iframe.allowFullscreen = true;

      this.innerHTML = "";
      this.style.textAlign = "center";
      this.appendChild(iframe);
    });
  });
</script>

<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/icl-noticias/banco-master-stf-e-pressoes-no-tcu-analise-de-luis-costa-pinto-no-desperta-icl/">Banco Master, STF e pressões no TCU: análise de Luís Costa Pinto no DESPERTA ICL</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://plataformabrasilia.com.br/icl-noticias/banco-master-stf-e-pressoes-no-tcu-analise-de-luis-costa-pinto-no-desperta-icl/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inconsequente e estúpida, direita brasileira pagará alto preço eleitoral por demorar a largar extremismo golpista de Bolsonaro</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/inconsequente-e-estupida-direita-brasileira-pagara-alto-preco-eleitoral-por-demorar-a-largar-extremismo-golpista-de-bolsonaro/</link>
					<comments>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/inconsequente-e-estupida-direita-brasileira-pagara-alto-preco-eleitoral-por-demorar-a-largar-extremismo-golpista-de-bolsonaro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 19:32:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://plataformabrasilia.com.br/?p=4005</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Luís Costa Pinto Tarcísio de Freitas relançou-se candidato à presidência da República depois de ter refugado nos primeiros movimentos, quando poderia ter assumido que era um caminho viável para a direita brasileira mesmo com Jair Bolsonaro politicamente vivo. No curso de todo o processo que está a levar o ex-presidente para uma morte política [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/inconsequente-e-estupida-direita-brasileira-pagara-alto-preco-eleitoral-por-demorar-a-largar-extremismo-golpista-de-bolsonaro/">Inconsequente e estúpida, direita brasileira pagará alto preço eleitoral por demorar a largar extremismo golpista de Bolsonaro</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em><u>Por Luís Costa Pinto</u></em></strong></p>



<p>Tarcísio de Freitas relançou-se candidato à presidência da República depois de ter refugado nos primeiros movimentos, quando poderia ter assumido que era um caminho viável para a direita brasileira mesmo com Jair Bolsonaro politicamente vivo. No curso de todo o processo que está a levar o ex-presidente para uma morte política – e ele morre como um porco no abatedouro; grunhiu escandalosamente até ser calado pelas medidas cautelares muito bem aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal – Tarcísio se acovardou, recuou, voltou a dar um passo à frente, achou que era um passo em falso porque assim o convenceram áulicos do bolsonarismo raiz, fechou-se em Copas no Palácio do Morumbi. Agora, olha para dentro da ala que o apoia, promove o <em>check list</em> de lealdades e se prepara para alçar voo nacional. No momento, não tem o hangar organizado em solo que lhe permita falar em céu de brigadeiro.</p>



<p>O primeiro grande obstáculo que se interpõe ao governador de São Paulo e o impede de decolar é a ausência de um candidato forte e evidente à sua sucessão, capaz de segurar para seu campo político a maioria do eleitorado do estado. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país. Guilherme Derrite, o nefasto secretário de segurança pública, será um dos flancos da campanha eleitoral. Ele é o responsável imediato pela tragédia que é a sensação de insegurança ora em curso em todo o território paulista, sobretudo na região metropolitana da capital, no litoral norte e também nas franjas de grandes cidades do interior como Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos e Jacareí. A Polícia Militar do estado de São Paulo consolidou a imagem de assassina nesse período. A ação das organizações criminosas, longe de ter sido contida, parece ter sido assimilada pelo Estado. Mais recentemente, Tarcísio passou a assistir à sua desqualificação como interlocutor da indústria paulista na reação ao tarifaço criminoso imposto por Donald Trump ao Brasil e à ascensão do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como nomes que estão a falar em nome de todo o país e dos atores econômicos nacionais nas mais complexas negociações de repúdio aos abusos cometidos contra nós e na abertura de novas correntes de comércio.</p>



<p>Havendo um cenário de Tarcísio candidato à presidência sem a existência de um nome forte representando a extrema-direita em São Paulo, Alckmin se converte com facilidade no principal nome do centro à esquerda no estado. Esse parece ser o cenário mais provável, no momento. O vice-presidente tem experiência, credibilidade política e revelou imensa maturidade operacional e capacidade de diálogo ao se desincumbir de todas as missões negociais que lhe foram dadas. O processo de reação ao tarifaço restaurou as pontes do vice, que outrora governou o estado por mais de 13 anos, com os setores do agronegócio e com o empresariado urbano. A lealdade respeitável que mantém com o presidente Lula aproximou-o de pequenos agricultores familiares, do MST, do MTST, de sindicatos e da classe média mais politizada de São Paulo, nichos eleitorais que sempre estiveram mais ao lado do PT e da esquerda em geral. A possibilidade de desembarque de Geraldo Alckmin na campanha paulista revoga o teto e as condições de voo nacional de Tarcísio. Para decolar, ele precisa calcular muito bem seu plano de voo e contabilizar bem certinho qual a equipe de controladores que deixará em terras paulistas.</p>



<p>Ronaldo Caiado é o peculiar caso de moinho de vento que está virando Dom Quixote e topa até ser uma espécie de Sancho Pança dessa novela sórdida que é o roteiro que a própria extrema-direita traça para tentar voltar ao poder. Repudiado por Jair Bolsonaro como legítimo representante da raça, Caiado ficou latindo de fora do canil o tempo inteiro dizendo que era um deles. Latiu, ganiu, latiu, choramingou&#8230; até apegou a uma nesga de informação – a de que Bolsonaro poderia apoiar um cenário de vários extremistas candidatos no campo bolsonarista – e passou a defender a mesma tese, mesmo à guisa de confirmação se o ex-presidente (quase presidiário) disse isso mesmo. Dono de uma trajetória política muito mais robusta do que a de Tarcísio de Freitas, tendo passado por vários mandatos na Câmara, por um meio mandato de senador, por dois mandatos de governador de Goiás, e até mesmo tendo sobrevivido politicamente a duas derrotas eleitorais – em 1989, para presidente, e em 1994, para governador do seu estado – Caiado devia ter tido a sabedoria de pôr como candidato a presidente sem a chancela de Jair Bolsonaro. Humilhou-se em busca dela, nunca a obteve, não tem a confiança do presidente de seu próprio partido, uma criatura egressa dos lodaçais malcheirosos da política pernambucana chamado Antonio Rueda, e está nesse momento contentando-se com migalhas de atenção dos extremistas. Quem não se dá ao respeito fica à disposição para usufruto da choldra. Ronaldo Caiado está nessa situação.</p>



<p>Por fim, Romeu Zema. Tenho, contudo, pudores e pruridos para tratar do tema aqui, uma vez que nunca me vi analisando personagens de programas de humor. É o que Zema: uma piada. De mau gosto, mas uma piada. É um zé-mané milionário, herdeiro, tentando se vender como um zé-ninguém. É dono de um raciocínio típico dos muares, mas quer ser visto como um <em>border collie</em> do bolsonarismo. Instalou em Minas Gerais o não-governo, a ausência de gestão, e saiu para passear seu modelito mula-sorridente pelo país. Não tenta sequer voar, como Tarcísio. Porém, trota e galopa pelo meio-oeste brasileiro em busca de um naco dos órfãos do bolsonarismo equestre.</p>



<p>A reação bem calibrada e estrategicamente centrada aos golpes do tarifaço de Donald Trump não só revigoraram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como lançaram-no com as turbinas restauradas na cena eleitoral. A reunião ministerial da última terça-feira foi prova disso. Lula recauchutou o programa de governo, restaurou o lema do nacionalismo como bandeira do seu campo político, deu rumo a uma equipe ministerial que muitas vezes para disfuncional, cobrou a devida lealdade a quem lhe deve esse mínimo e anunciou: tem plano de voo, tem bom serviço de monitoramento em solo, sabe reorientar as birutas dos aeroportos por onde tem passado nos últimos 40 anos de política e carrega na lataria uma marca facilmente reconhecível lá fora: a dos estadistas. Falida, tosca, perversa, inconsequente e estúpida, a direita brasileira não soube encontrar caminhos para sair do buraco para onde Jair Bolsonaro, Silas Malafaia, militares extremistas e golpistas em geral a levaram. Será difícil chegar viva no fim do rally eleitoral de 2026.</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/inconsequente-e-estupida-direita-brasileira-pagara-alto-preco-eleitoral-por-demorar-a-largar-extremismo-golpista-de-bolsonaro/">Inconsequente e estúpida, direita brasileira pagará alto preço eleitoral por demorar a largar extremismo golpista de Bolsonaro</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/inconsequente-e-estupida-direita-brasileira-pagara-alto-preco-eleitoral-por-demorar-a-largar-extremismo-golpista-de-bolsonaro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Filósofo Marcos Nobre antevia trama golpista de Bolsonaro já em 2021. Fux viveu-a dentro do STF</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/cronica/filosofo-marcos-nobre-antevia-trama-golpista-de-bolsonaro-ja-em-2021-fux-viveu-a-dentro-do-stf/</link>
					<comments>https://plataformabrasilia.com.br/cronica/filosofo-marcos-nobre-antevia-trama-golpista-de-bolsonaro-ja-em-2021-fux-viveu-a-dentro-do-stf/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2025 17:46:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://plataformabrasilia.com.br/?p=3944</guid>

					<description><![CDATA[<p>No livro “O Procurador” fica claro que o 8 de janeiro de 2023 começou a ser urdido com método por Jair Bolsonaro e seus militares adestrados três anos antes da intentona golpista Por Luís Costa Pinto O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, integrante da 1ª Turma do STF que julga a ação Penal [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/cronica/filosofo-marcos-nobre-antevia-trama-golpista-de-bolsonaro-ja-em-2021-fux-viveu-a-dentro-do-stf/">Filósofo Marcos Nobre antevia trama golpista de Bolsonaro já em 2021. Fux viveu-a dentro do STF</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>No livro “O Procurador” fica claro que o 8 de janeiro de 2023 começou a ser urdido com método por Jair Bolsonaro e seus militares adestrados três anos antes da intentona golpista</em></p>



<p><strong><u>Por Luís Costa Pinto</u></strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>O</strong> ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, integrante da 1ª Turma do STF que julga a ação Penal 2668 em que Jair Bolsonaro, Braga Neto e Augusto Heleno, entre outros, são réus por tentativa de golpe de Estado, deveria ter sido mais duro em sua inquirição ao ex-presidente e aos ex-generais de pijama na última terça-feira 10 de junho. Em “O Procurador”, livro lançado em setembro de 2024 (<em>Costa Pinto, Luís – <strong>Geração Editorial</strong></em>) que escrutina a passagem de Augusto Aras pela Procuradoria Geral da República, um trecho crucial descreve a gênese da trama golpista ainda em 2021. A obra trata de citar, ainda, entrevista visionária do filósofo Marcos Nobre publicada em 6 de setembro de 2021. A Plataforma Brasília traz, a seguir, essa passagem fundamental de “O Procurador”:</p>
</blockquote>



<p><strong>“</strong><strong>O</strong> dia 6 de agosto de 2021 amanheceu com as edições impressa e virtual do jornal <em>Folha de S Paulo</em> brindando seus leitores com uma entrevista do filósofo e cientista político Marcos Nobre, concedida ao repórter Naief Haddad, que é um primor de antevisão analítica do que estava acontecendo no País e de como as coisas poderiam se desenrolar. Filho do ex-deputado federal Freitas Nobre, uma das vozes mais combativas na resistência à ditadura militar instalada a partir do golpe de 1964, Marcos Nobre alertava que o 7 de setembro daquele ano era a preparação milimetricamente organizada de uma ruptura institucional. E que ela levaria tempo. “O que Bolsonaro deseja é uma invasão do Capitólio organizada”, afirmava, referindo-se à tentativa de golpe de Estado empreendida em 6 de janeiro daquele mesmo 2021 nos Estados Unidos, quando Donald Trump quis evitar a consumação do resultado da eleição em que foi derrotado para Joe Biden (candidato Democrata). “A desarticulação da sociedade é tão grande que a impotência vira virtude. É como se a situação pudesse ser resolvida sozinha, como se a inércia fosse a melhor posição (‘não precisamos fazer nada, Bolsonaro já está derrotado’). Não temos um final feliz garantido”, disse ele a Naief Haddad.</p>



<p>Lida após tudo o que vivemos depois daquele 7 de setembro da primeira grande intentona golpista de Jair Bolsonaro, a entrevista de Nobre se revela uma projeção lapidar excepcional e vale a pena ser revisitada em tópicos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>“S</em></strong><em>e a expectativa é: vai ter um golpe em 7 de setembro? Não, não vai. Se a expectativa é: é uma preparação para o golpe? É. Na verdade, é um exercício de mobilização de tropas, dá um efeito importante, esperar um golpe que não vem. Aí se faz um novo exercício e, mais uma vez, é um golpe que não vem. Quando vem, você está despreparado para ele. Todo mundo compara o que o bolsonarismo pode fazer com a invasão do Capitólio, mas o episódio nos EUA foi muito desorganizado. O que Bolsonaro planeja é uma invasão do Capitólio organizada. Mais de um ano antes da eleição, ele começa a organizar como se dissesse: ‘Quando for para fazer, que não seja aquela bagunça dos EUA, aqui tem que ser bem feito’. Para tanto, ele precisa dessa mobilização no 7 de Setembro.</em><strong><em>”</em></strong></li>



<li><strong><em>“D</em></strong><em>esde que se apresentou como candidato, o objetivo de Bolsonaro é dar o golpe. Há três caminhos para isso: a via eleitoral pura, um golpe antes da eleição e um golpe combinado com a eleição. É claro que o golpe pela vitória eleitoral seria mais simples para ele, mas, não tendo esse, há as outras duas opções, dependendo de como ele continuar. E ele continua muito bem posicionado para realizar qualquer um desses três caminhos. (&#8230;) O problema é o desequilíbrio entre esse projeto dele e o campo democrático brasileiro, que continua fazendo cálculos meramente eleitorais. O campo democrático joga amarelinha enquanto o Bolsonaro está montando um octógono de MMA, essa é a diferença. O campo democrático só pensa em termos eleitorais; para Bolsonaro, não existe esse limite. Essa clareza sobre o verdadeiro projeto do Bolsonaro tem se espalhado, mas ainda não é suficiente para unir o campo democrático. E a prova maior é que não houve impeachment. É um sinal desse desequilíbrio: de um lado, uma sociedade acostumada com regras democráticas e que, portanto, só pensa em termos eleitorais; do outro, alguém disposto a destruir a democracia. Em vez de pensar em como defender a democracia para que exista eleição, esse campo fica fazendo cálculo eleitoral, avaliando como cada passo vai beneficiar o candidato A ou B. Não quero dizer que cálculos eleitorais não sejam importantes. São muito, precisamos continuar apostando que teremos eleições. Mas isso não significa ignorar o outro lado, que não se restringe a isso. Por isso, é hora de parar de falar em arroubos e bravatas. Não é nem uma coisa nem outra, são etapas de um cronograma de um golpe. Vamos parar de usar palavras inadequadas.</em><em>”</em></li>



<li><strong><em>“H</em></strong><em>oje </em>(6 de setembro de 2021, registre-se)<em>, o cenário mais provável para ele (Bolsonaro) é uma combinação de eleição com golpe, o que significa chegar ao segundo turno —e Bolsonaro tem plenas condições de fazer isso, principalmente se não houver uma candidatura de direita não bolsonarista. Se ele sair derrotado por uma diferença de, vamos dizer, 60% a 40%, estão dadas as condições para o golpe. E não é nem um pouco irrealista imaginar um cenário assim. O objetivo dos bolsonaristas é diminuir ao máximo a margem em relação à candidatura Lula (se for mesmo o Lula em um segundo turno) para poder criar um clima necessário para um golpe. É preciso ter um apoio muito grande contra o golpe para que ele não aconteça, o que implica um pacto da esquerda e da direita não bolsonarista. Sem esse pacto, o Bolsonaro sai na frente porque o objetivo dele não é eleitoral, a eleição é só mais um dos elementos no cronograma do golpe. E o outro lado está pensando só em termos eleitorais.</em><strong><em>”</em></strong></li>



<li><strong><em>“S</em></strong><em>obre as Forças Armadas, a gente não sabe. Sobre as polícias, a gente sabe muita coisa e o que se sabe é preocupante. As polícias são estudadas por vários centros de pesquisa competentes e, por isso, temos elementos para dizer que o bolsonarismo nessas corporações é muito significativo e radicalizado. No caso das Forças Armadas, temos muito impressionismo, as pessoas acham isso ou aquilo. O que podemos dizer de objetivo em relação a elas é que não vão apoiar um golpe se houver uma grande organização em defesa da democracia. Se o Bolsonaro conseguir criar um clima de divisão do país, que é o que ele vai tentar fazer até o ano que vem, radicalizando a população, aí, de fato, é muito difícil imaginar o que as Forças Armadas poderão fazer. Bolsonaro sabe que precisa de organização. E o 7 de Setembro é a demonstração da organização, da mobilização e da capacidade de ação. (&#8230;) É uma manobra militar.</em><strong><em>”</em></strong></li>
</ul>



<p><strong>O </strong>teatro daquelas manobras estava demarcado: o Eixo Monumental, em Brasília, no trecho em que se localiza a Esplanada dos Ministérios, e a Avenida Paulista, em São Paulo. Nos dois pontos, o então presidente Jair Bolsonaro discursaria presencialmente para uma massa de apoiadores cuidadosamente inflada e inflamada por seus movimentos prévios de articulação via redes sociais e perfis que lhe eram simpáticos na internet.</p>



<p>Na Capital da República, a segunda-feira de ponto facultativo nas repartições públicas e data “imprensada” entre um fim de semana e o feriado nacional do dia seguinte, permitiu que trios elétricos, caminhões, tratores e barracas montadas por apoiadores dos atos minuciosamente organizados a partir de uma retórica evidentemente golpista e de afronta às instituições estacionassem ao largo das calçadas do Eixo Estrutural e no vão da Rodoviária de Brasília, justo no acesso principal à via que dá acesso aos prédios ministeriais e ao Congresso Nacional. Dali, são dois quilômetros até a Praça dos Três Poderes, onde estavam localizadas as entradas principais das sedes do próprio Parlamento e do Supremo Tribunal Federal – alvos da ira dos bolsonaristas fermentada pelos discursos do presidente. A distância seria percorrida num movimento de invasão cadenciada da Esplanada. Tudo estava coreografado pelos estrategistas bolsonaristas e eles contavam com a adesão e a inação da Polícia Militar do Distrito Federal. Porém, aquartelados e em estado de prontidão em razão das negociações silenciosas estabelecidas pela Procuradoria Geral da República, pelo Conselho Nacional do Ministério Público e mesmo por ministros do STF, com a ciência e anuência dos comandantes militares, o apoio esperado pelos manifestantes – a inércia da PM – não ocorreu da forma pretendida. Foi por pouco.</p>



<p>Até o meio da tarde do dia 6 o bloqueio à invasão de veículos – ônibus, caminhões, tratores, carros de passeio – à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, funcionou. A partir das 17h, contudo, a primeira barreira da operação de segurança conhecida como “escudo do Planalto” foi facilmente superada pelos veículos congregados pelos bolsonaristas. Manifestantes e seus veículos de apoio avançaram da Rodoviária até a altura da Catedral da cidade, encurtado para apenas um quilômetro e meio a distância que os separava da Praça dos Três Poderes. O policiamento parecia extremamente permeável ao avanço dos militantes pró-Bolsonaro, que haviam atendido à convocação de comparecerem aos atos de protesto e repúdios contra os poderes Judiciário e Legislativo. Às 19h30 do dia 6 a segunda das três barreiras de contenção dos manifestantes e dos automóveis foi rompida sem resistência militar e uma horda começou a se deslocar na direção das sedes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Àquela altura, os dispositivos de segurança do Judiciário e do Legislativo já haviam sido acionados em alerta vermelho.</p>



<p>Parecia que a primeira tentativa de golpe de Estado tentado por Bolsonaro, com ele ainda sentado na cadeira presidencial, caminhava inexoravelmente para ser bem-sucedida. Mas, entrou em cena Luiz Fux, uma personagem que passeava ao largo das articulações preventivas entre a PGR e colegas seus, os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que acompanhavam com maior proximidade o garroteamento do apoio das polícias militares e mesmo dos comandos militares das Forças Armadas à convocação da intentona bolsonarista. O então presidente do Supremo Tribunal Federal telefonou para o ministro da Defesa e general da reserva Walter Braga Netto num tom ameaçadoramente resignado e frio. Braga Netto havia assumido o Ministério da Defesa em 29 de março daquele ano, quando o também general Fernando Azevedo e Silva deixou o posto junto com os comandantes das três forças militares. Embora tivessem integrado os núcleos quarteto discordava do rumo dado por Bolsonaro à escalada conflituosa entre as instituições republicanas e aquilo que acreditava liderar: o poder militar.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; – Ministro, eu não vou pedir GLO. Já disse isso ao general Matsuda – disse Fux ao militar que se vendia como cavalo do cão para fora do círculo íntimo de Bolsonaro, mas, era na verdade uma espécie de borra-botas do capitão que o chefiava.</p>



<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal fazia referência à Garantia da Lei e da Ordem, que seria executada pelas Forças Armadas caso o presidente do STF pedisse o acionamento do dispositivo constitucional ao presidente da República. Era tudo o que Bolsonaro queria, assim como os bolsonaristas golpistas invocaram a mesma GLO em 8 de janeiro de 2023 (<em>discorreremos sobre isso no capítulo seguinte. Contudo, era o padrão, como anteviu o filósofo Marcos Nobre</em>). O general Yuri Matsuda era o Comandante Militar do Planalto naquele momento. Luiz Fux foi além ao explicar o porquê de não pedir GLO ao então ministro da Defesa:</p>



<p>– Há atiradores de elite que eu ordenei que fossem estrategicamente colocados na laje do prédio do Supremo Tribunal Federal. Vou mandar que abram fogo contra quem quiser invadir o STF e se eles romperem o terceiro bloqueio na Esplanada dos Ministérios. Já romperam dois. Se romperem o terceiro, darei ordem de atirar. Estou dentro do Supremo, e daqui não sairei.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Braga Netto desligou o telefone com Fux e consultou o então procurador-geral da República, Augusto Aras, para saber se o presidente do Supremo Tribunal Federal podia fazer o que ameaçava fazer naquele 7 de setembro de 2021.</p>



<p>– Pode, claro. E ele está certo – respondeu Aras.</p>



<p>Jair Bolsonaro foi então avisado pelo seu aparelho militar que haveria uma dura repressão às hordas de apoiadores seus que compareciam a Brasília convocados por ele e por meio de suas redes e de seus perfis golpistas em aplicativos de mensagens. Fux fez seu recado chegar, com idêntica gravidade, ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.</p>



<p>– O que ele quer que eu faça? – chegou a perguntar Ibaneis a um interlocutor comum dele e de Fux. Ouviu uma resposta em revés:</p>



<p>– Que ponha a Polícia Militar para controlar o povo na Esplanada e mantenha a terceira e última barreira de acesso ao Congresso e ao STF – mandou dizer o presidente do Supremo à época.</p>



<p>A partir dali os soldados da Polícia Militar do Distrito Federal pareciam ter girado uma chave de comando. Mudaram a postura no trato com os manifestantes bolsonaristas. Os bloqueios foram restaurados, as abordagens se tornaram ríspidas e houve até mesmo a ocorrência de altercações isoladas entre PMs e manifestantes – com uso da força militar na contenção de bolsonaristas mais exaltados. O terceiro e último bloqueio que continha o acesso ao Supremo e à entrada principal do Congresso não foi rompido. Na manhã do dia 7 de setembro Jair Bolsonaro pôde discursar diante dos apoiadores arregimentados para ouvi-lo – e cometeu crimes, tanto ali quanto à tarde, na Avenida Paulista, em São Paulo, para onde se deslocou no meio do dia.<strong>”</strong></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/cronica/filosofo-marcos-nobre-antevia-trama-golpista-de-bolsonaro-ja-em-2021-fux-viveu-a-dentro-do-stf/">Filósofo Marcos Nobre antevia trama golpista de Bolsonaro já em 2021. Fux viveu-a dentro do STF</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://plataformabrasilia.com.br/cronica/filosofo-marcos-nobre-antevia-trama-golpista-de-bolsonaro-ja-em-2021-fux-viveu-a-dentro-do-stf/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Mensalão” foi criação de Roberto Jefferson e gênese da Lava Jato. Mídia recalcada celebra 20 anos da farsa e traz de volta rótulos contra Lula, PT e esquerda</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/mensalao-foi-criacao-de-roberto-jefferson-e-genese-da-lava-jato-midia-recalcada-celebra-20-anos-da-farsa-e-traz-de-volta-rotulos-contra-lula-pt-e-esquerda/</link>
					<comments>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/mensalao-foi-criacao-de-roberto-jefferson-e-genese-da-lava-jato-midia-recalcada-celebra-20-anos-da-farsa-e-traz-de-volta-rotulos-contra-lula-pt-e-esquerda/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 17:08:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://plataformabrasilia.com.br/?p=3927</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 2005, o governo e seus aliados erraram nas primeiras reações às mentiras ditas pelo presidente do PTB à Folha de S Paulo. Agora, escutam calados a consolidação das versões como “memória histórica”. O preço dessa letargia virá em 2026 &#160;&#160; Por Luís Costa Pinto No domingo 5 de junho de 2005, quando afirmou à [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/mensalao-foi-criacao-de-roberto-jefferson-e-genese-da-lava-jato-midia-recalcada-celebra-20-anos-da-farsa-e-traz-de-volta-rotulos-contra-lula-pt-e-esquerda/">“Mensalão” foi criação de Roberto Jefferson e gênese da Lava Jato. Mídia recalcada celebra 20 anos da farsa e traz de volta rótulos contra Lula, PT e esquerda</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Em 2005, o governo e seus aliados erraram nas primeiras reações às mentiras ditas pelo presidente do PTB à Folha de S Paulo. Agora, escutam calados a consolidação das versões como “memória histórica”. O preço dessa letargia virá em 2026 &nbsp;&nbsp;</em></p>



<p><strong><em><u>Por Luís Costa Pinto</u></em></strong></p>



<p>No domingo 5 de junho de 2005, quando afirmou à jornalista Renata Lo Prete que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pagava uma mesada a deputados aliados para que votassem com os projetos do Executivo, o presidente do PTB estava mentindo.</p>



<p>A entrevista foi a manchete do jornal paulista no dia seguinte e provocou uma crise política que pôs Lula, o PT e a esquerda ante uma tentativa de impeachment destinada a abreviar a passagem daquele campo político pelo poder.</p>



<p>Lo Prete e a Folha não erraram em publicar o que dizia o então deputado: era notícia, de fato. Jefferson brincava de ser base do Palácio do Planalto até ali, mesmo com asco mútuo. Mas, todos erraram de caso pensado ao ocultar as origens dos maus bofes do petebista.</p>



<p>A força popular de Lula e de suas pautas de Estado, focadas em promover o resgate dos estratos mais miseráveis de um dos países mais desiguais do planeta, e a covardia de uma oposição que temeu a guerra que seria aberta nas ruas com um processo extemporâneo de deposição, preservaram o mandato presidencial.</p>



<p>Roberto Jefferson decidiu falar o que falou porque caiu numa armadilha retórica montada pela revista Veja. A publicação, que não quis mudar de última hora a capa que iria às bancas no sábado 4 de junho, era para ter sido ou <em>outdoor</em> da entrevista. Reticente em ser ágil, perdeu o “furo” e voltou a correr atrás para reingressar na história.</p>



<p>Uma semana antes, Veja tinha publicado um vídeo contendo pedido de propina por parte de um gerente dos Correios nomeado pelo PTB e demandado para ampliar as arrecadações extracurriculares da sigla presidida por Jefferson.</p>



<p>A gravação foi feita pela estrutura de assessoria de informação de Carlos Augusto Ramos, “empresário do ramo de jogos de azar”, como a revista da Editora Abril se referia à sua grande fonte de notícias do período compreendido entre 2003 e 2012. Era parte de um jogo de lobby empresarial destinado a forçar a estatal a crescer contratos com fornecedores próximos ao criador do termo “mensalão”. Conto essa história em detalhes no livro “Cachoeira – o bicheiro da República” que está indo para o prelo nos próximos dias.</p>



<p>Jefferson tinha por antagonista dentro do Planalto o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Os dois eram desafetos desde a CPI do PC, em 1992, quando foram os líderes de batalhões opostos no processo que levaria ao impeachment de Fernando Collor de Mello. Em 2003, usando uma outra gravação produzida por Cachoeira, mas, não vazada por ele, a revista Época, das Organizações Globo, tinha tentado derrubar Dirceu do governo.</p>



<p>Não conseguiu: as imagens, de 2002, mostravam um auxiliar da Casa Civil pedindo propina para si ao “empresário do ramo de jogos de azar” que àquela altura era o concessionário legal da operação da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). O ministro, coração, cérebro e pulmão do primeiro Palácio montado por Lula, não caiu. Ficou fraco e cambaleante.</p>



<p>O presidente do PTB sabia dos flancos abertos e usou sua verborragia e imensa oportunidade midiática para balançar o pilar roto da administração e derrubar “o capitão do time”, como o presidente se referia a Dirceu. A catatonia paralisante do PT só foi rompida pela aliança de personalidades externas ao partido e com liderança sobre bancadas no Congresso – Eduardo Campos e Ciro Gomes, do PSB, Renan Calheiros, José Sarney e Eunício Oliveira, do PMDB, José Múcio e Walfrido dos Mares Guia, do PTB, Aldo Rebelo (!), do PcdoB – que mergulharam no processo político e ajudaram a resgatar o trem palaciano que descarrilhava.</p>



<p>Lula se reelegeu em 2006 com uma aliança de campanha ampliada, fez um segundo mandato retumbante em resultados sociais e elegeu Dilma Rousseff sucessora. Em 2014, com Dilma reeleita sob o veredito popular de que o PSDB não retornaria mais ao poder, a costura de narrativas ensaiada na mentira do “mensalão” de Jefferson renasce embaixo do guarda-chuva mefistofélico da Operação Lava Jato. Amalgamando todas as mentiras, a mídia tradicional brasileira e seu festival de recalques, opiniões toscas e reportagens desprovidas da matéria-prima básica: a verdade.</p>



<p>Por algum tempo, a “República de Curitiba” enganou quase todo mundo em todos os lugares com as teses persecutórias da Lava Jato. Parecia que o país havia desmoronado numa enxurrada de atos de corrupção. Nada era sólido, em que pese o volume de condenações avexadas e viciadas, e tudo desmanchou no ar.</p>



<p>Lula, o PT e a esquerda enfrentaram o Estado Para-Legal do lavajatismo por dentro do sistema. Aceitaram as condenações, cumpriram as penas e foram contestar sentenças e legitimidade de juízes com as leis, as normas e a Constituição nas mãos. Venceram. Reagrupados em batalhões de diapasões amplos, deram musculatura à resistência democrática empreendida no país contra a trágica “Era Bolsonaro”. Vencemos todos.</p>



<p>Eleito para um terceiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva faz um governo de reconstrução das instituições, do aparelho de Estado, da máquina pública e da agenda de prioridades nacionais. Sabidamente, seria difícil que resultados populares surgissem logo. Erros e vicissitudes da vaidade humana refletidas em disputas internas dificultam ainda mais a velocidade de compreensão desses resultados.</p>



<p>Perturbada porque sabe que perdeu o protagonismo e a relevância, porque viu regressar ao poder da República, pelos meios democráticos, o lado político que sempre desejou derrotar humilhantemente, ainda quarando os próprios recalques no varal da incompetência, a mídia tradicional voltou a querer ser formadora de opiniões e de maiorias políticas. É por isso que celebram os “20 anos do mensalão”, um episódio que na verdade é vexatório para o Estado de Direito. O que disse Roberto Jefferson a Renata Lo Prete naquela entrevista de duas décadas atrás era uma mentira. A Ação Penal 470 provou que não havia “mensalão”, mesmo que 24 pessoas tenham sido condenadas a penas diversas por crimes outros que os ministros do Supremo Tribunal Federal da época julgaram existir. Contudo, “mensalão” não havia.</p>



<p>Celebrar 20 anos do “mensalão” é se jactar de um cretinismo. A Democracia brasileira e nosso Jornalismo que hoje respira por aparelhos merecem memória melhor do que essa. Restaurar a mentira, agora, é exercício retórico para manter a esquerda enclausurada em um cerco de acusações que não soube responder – nem há duas décadas, nem agora (e essa incompetência contemporânea é indesculpável).</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/mensalao-foi-criacao-de-roberto-jefferson-e-genese-da-lava-jato-midia-recalcada-celebra-20-anos-da-farsa-e-traz-de-volta-rotulos-contra-lula-pt-e-esquerda/">“Mensalão” foi criação de Roberto Jefferson e gênese da Lava Jato. Mídia recalcada celebra 20 anos da farsa e traz de volta rótulos contra Lula, PT e esquerda</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/mensalao-foi-criacao-de-roberto-jefferson-e-genese-da-lava-jato-midia-recalcada-celebra-20-anos-da-farsa-e-traz-de-volta-rotulos-contra-lula-pt-e-esquerda/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sozinhos, Lula e o PT não terão força para preservar a Democracia. É preciso ampla aliança contra retrocessos</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/legado-de-lula-3-sera-passar-a-faixa-a-sucessor-do-campo-democratico-e-preciso-construir-saidas-ja-e-fora-do-pt/</link>
					<comments>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/legado-de-lula-3-sera-passar-a-faixa-a-sucessor-do-campo-democratico-e-preciso-construir-saidas-ja-e-fora-do-pt/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 14:31:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://plataformabrasilia.com.br/?p=3909</guid>

					<description><![CDATA[<p>É hora de arquivar as mágoas e guardar as mesquinhezes para uma vez mais, salvar o País. Agora, com um petista no comando, porém, sem o PT como hegemônico na formação das chapas &#160; Por Luís Costa Pinto Em 2026, espero ter de votar mais uma vez em Luiz Inácio Lula da Silva com fé [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/legado-de-lula-3-sera-passar-a-faixa-a-sucessor-do-campo-democratico-e-preciso-construir-saidas-ja-e-fora-do-pt/">Sozinhos, Lula e o PT não terão força para preservar a Democracia. É preciso ampla aliança contra retrocessos</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>É hora de arquivar as mágoas e guardar as mesquinhezes para uma vez mais, salvar o País. Agora, com um petista no comando, porém, sem o PT como hegemônico na formação das chapas &nbsp;</em></p>



<p><strong><em><u>Por Luís Costa Pinto</u></em></strong></p>



<p>Em 2026, espero ter de votar mais uma vez em Luiz Inácio Lula da Silva com fé e convicção de que os anos de 2027 a 2030 será a primeira quadra do resto de nossas vidas. Não quero, novamente, dar um voto agoniado com o propósito e a missão de salvar o País.</p>



<p>Desde a restauração democrática, as únicas vezes em que não votei em Lula ou no PT para a presidência da República foram o 1º turno de 1989 (fui de Mário Covas) e no 1º turno de 2014 (fui de Marina Silva porque iria de Eduardo Campos, convictamente). Em 2010, votei em Dilma Rousseff nos dois turnos; em 2018, em Fernando Haddad. No ano que vem, não poderemos seguir na dependência exclusiva da monumental biografia política de Lula para estarmos seguros de que o Brasil não cairá em aventuras extremistas e antidemocráticas.</p>



<p>O Partido dos Trabalhadores, única agremiação política digna dessa definição, resistiu ao desmonte do nosso sistema democrático promovido desde 2005 com afoiteza e método por “operadores do Direito”. A turma da &#8220;delenda, Democracia&#8221; estava aliada a cínicos agentes do mercado financeiro e a hipócritas consorciados em parcela da mídia. O PT foi vítima do processo, mas resistiu. Foi o único. Agora, precisa ter &nbsp;grandeza para compreender que em 2026 talvez seja hora de dar um passo atrás na ocupação de espaços do Executivo para preservar os imensos avanços institucionais conquistados desde 1985, quando derrotamos a ditadura militar.</p>



<p>Em 2022, faltou coragem aos militares usurpadores e eles não assumiram plenamente o projeto de retrocesso. Daí, usaram a carcaça de Jair Bolsonaro para tentar se manter no poder. Só foram derrotados porque a alternativa na urna era a colossal dimensão política de Lula. Fosse outro, estaríamos hoje num atoleiro histórico e sangrento. Sabíamos todos, no campo democrático, que à vitória se sucederia uma duríssima tarefa de reconstrução institucional, de reequipamento do Estado com ferramentas básicas de gestão e de cauterização das más e toscas ideias que pululavam das mentes insanas que ocuparam o poder na trágica “Era Bolsonaro”.</p>



<p>O ex-presidente e seus militares covardes, com o auxílio canalha de civis apadrinhados pelo capital financeiro, ainda quebraram o Tesouro Nacional na vã tentativa de reeleger aquele projeto de hecatombe. Jair Bolsonaro esgarçou o caixa da União e quase vence o lado iluminado da Força tendo por aliado Arthur Lira, na Câmara dos Deputados, um Tribunal de Contas da União que se amoldou às circunstâncias e fez vistas grossas a inúmeras irregularidades cometidas naqueles tempos, a Ordem dos Advogados do Brasil, o Conselho Federal de Medicina e outros órgãos da sociedade civil organizada que abdicaram de seus papéis de fiscalizadores e coatores do jogo democrático. Foi por pouco.</p>



<p>No exercício do poder, e em decorrência da entressafra pouco feliz de lideranças intermediárias, o PT tem dificultado as alavancagem e a viabilidade eleitoral do melhor nome que possui (excetuado o próprio Lula) para disputar o voto popular em 2026: Fernando Haddad. O presidente da República, por sua vez, está preso por tempo demais num Palácio do Planalto onde ecoam excessivamente os petardos dos anos de chumbo vividos na resistência, no período 2016/2022. O resultado disso é um governo de recuperação da máquina pública, com excelente desempenho macroeconômico – crescimento, geração de empregos, redução de déficit primário e inflação controlada, apesar de se encontrar em patamar mais elevado que o recomendável – todavia, disfuncional politicamente e sem um projeto majoritário que pareça homogêneo aos olhos do eleitor não-petista.</p>



<p>Lula assumiu o 3º mandato evitando dizer se disputaria a reeleição ou não, driblando armadilhas retóricas montadas em entrevistas. Fazia o certo. Mais correto ainda seria deixar claro que ele voltava à presidência para operar uma transição, depois de tirar o Brasil das páginas de uma tragédia que estava a ser escrita. As lideranças de média envergadura do PT precisam ampliar o diapasão das próprias metas, agarrar as oportunidades que o presidente lhes deu e tratar de abrir as velas dos projetos de poder. Se não cuidarem disso rapidamente, os índices de avaliação da administração ficarão onde estão, a imagem pessoal de Lula seguirá registrando dificuldade para se levantar do patamar atual, o pior de toda a sua rica trajetória, e a manutenção do governo nas mãos de um grupo que tem responsabilidade social e valores democráticos estará sob risco permanente até a contabilização do último voto em outubro do ano que vem.</p>



<p>O maior legado de Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro de 2027 será conservar a faixa presidencial para passá-la a um sucessor ou sucessora para quem a Democracia seja valor caro; para alguém que preze a história de reconstrução de nossas instituições depois de vencida a ditadura; para uma personagem forjada nas lutas destinadas a fazer a sociedade convergir até um ambiente de convívio pacífico entre pessoas de raças, credos, religiões e orientações sexuais diferentes. Lula, com sua força moral intangível, precisa atrair o PSD para uma aliança eleitoral conservando PSB, PcdoB, Rede e PSol nela, além de ampliá-la eventualmente para o MDB e outras siglas ainda menores. Isso é mandatório olhando o cenário de guerra ideológica que permaneceu montado para a próxima campanha.</p>



<p>A arte da edificação dessa Torre de Babel partidária estará unicamente nas hábeis mãos do ex-sindicalista e ela passa, necessariamente, pelo soerguimento de palanques amplos e generosamente abertos nos estados. Ao PT estará dada a missão de retornar às bases da sociedade a fim de eleger bancadas soberbas na Câmara, no Senado e nas Assembleias Legislativas para a promoção de uma espécie de <em>restart</em> da caminhada política que nos conduziu de 1979 a 2014, quando fizemos uma belíssima jornada impondo a derrota aos generais, dando saltos civilizatórios na Assembleia Nacional Constituinte, promovendo um impeachment (o de 1992) com base no Estado de Direito e vendo dois presidentes passarem a faixa a sucessores democraticamente eleitos: Fernando Henrique Cardoso e o próprio Lula. O ciclo se interrompeu com o impeachment ilegítimo de Dilma Rousseff. É hora, contudo, de arquivar as mágoas e guardar as mesquinhezes para uma vez mais, salvar o País. Agora, com um petista no comando, porém, sem o PT surgir necessariamente como hegemônico na formação das chapas. &nbsp;&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/legado-de-lula-3-sera-passar-a-faixa-a-sucessor-do-campo-democratico-e-preciso-construir-saidas-ja-e-fora-do-pt/">Sozinhos, Lula e o PT não terão força para preservar a Democracia. É preciso ampla aliança contra retrocessos</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/legado-de-lula-3-sera-passar-a-faixa-a-sucessor-do-campo-democratico-e-preciso-construir-saidas-ja-e-fora-do-pt/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A tragédia gloriosa que Trump protagoniza tem fim previsível: o dele, numa “Operação Valquíria”</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/a-tragedia-gloriosa-que-trump-protagoniza-tem-fim-previsivel-o-dele-numa-operacao-valquiria/</link>
					<comments>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/a-tragedia-gloriosa-que-trump-protagoniza-tem-fim-previsivel-o-dele-numa-operacao-valquiria/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2025 21:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://plataformabrasilia.com.br/?p=3867</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 1943, oficiais rebeldes da Wermacht, as Forças Armadas nazistas, planejaram um golpe de Estado e o assassinato de Hitler. Deu errado. Foi a tragédia. Agora, a História se repete como farsa? Por Luís Costa Pinto Dará errado, e isso está escrito no Livro dos Destinos da História. Mas, inculto e incivil, aético e amoral, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/a-tragedia-gloriosa-que-trump-protagoniza-tem-fim-previsivel-o-dele-numa-operacao-valquiria/">A tragédia gloriosa que Trump protagoniza tem fim previsível: o dele, numa “Operação Valquíria”</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Em 1943, oficiais rebeldes da Wermacht, as Forças Armadas nazistas, planejaram um golpe de Estado e o assassinato de Hitler. Deu errado. Foi a tragédia. Agora, a História se repete como farsa?</em></p>



<p><strong><em><u>Por Luís Costa Pinto</u></em></strong></p>



<p>Dará errado, e isso está escrito no Livro dos Destinos da História. Mas, inculto e incivil, aético e amoral, Donald Trump teimou em se meter a cavalo do cão nos primeiros dias de retorno ao Salão Oval da Casa Branca na condição de presidente da república dos Estados Unidos da América.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Impôs tarifaço ao aço e ao alumínio comprados do Canadá, do Brasil, do México e da Europa por indústrias norte-americanas: colherá num primeiro momento a paralisia de cadeias produtivas e a alta de preços de produtos manufaturados no mercado interno.</li>



<li>Bravateou a anexação da Groenlândia, do território canadense e do Panamá: excetuando-se o acadelado governo panamenho, assistiu a fortes reações no vizinho do Norte e entre os europeus, sobretudo do Reino da Dinamarca, que detém o controle territorial da Groenlândia. Em situações de crise militar e emergência de segurança como aquelas vividas na esteira dos atentados infames, Canadá, Europa Ocidental e mesmo as grandes nações da América Latina sempre foram aliados de primeira hora na reação a ataques.</li>



<li>Soltou ao vento a idiotia de anexar a Faixa de Gaza aos territórios ultramarinos dos EUA e construir resorts para a choldra de obesos mórbidos produzidos pelo <em>american way of life</em> em escala industrial no território onde se deve erguer o Estado Palestino para consumação de uma justiça histórica e instituição do equilíbrio macropolítico regional.</li>



<li>Determinou a saída dos EUA da Organização Mundial da Saúde e do Conselho de Direitos Humanos da ONU, rompendo um pacto de apoio às causas humanitárias e às agendas civilizatórias que vinha desde o início da reconstrução dos valores da humanidade no pós-2ª Guerra Mundial.</li>



<li>Expediu aviso prévio para cerca de 2 milhões de funcionários públicos federais e iniciou o processo de demissão de toda essa massa de americanos – lá, não há a estabilidade do funcionalismo público como cá, ou em diversos países europeus mais&#8230; humanizados e estáveis&#8230; como França, Alemanha e Itália, por exemplo. As Forças Armadas e os órgãos de inteligência não foram incluídos no furacão demissional. Trump vai precisar deles, afinal, para se manter no poder quando o pega-para-capar se iniciar na sociedade incendiada desses tempos tão estranhos: apenas 25% dos mais de 2 milhões de demitidos serão recontratados, no mais radical dos enxugamentos da máquina pública dos Estados Unidos em toda a História. Faltará quem aperte as carrapetas para manter a estrutura de Governo andando.</li>



<li>Já começou a enviar para os campos de concentração de Guantánamo e para os quintais desumanos de El Salvador, país controlado pelo facínora Bukele, imigrantes que tentaram entrar ilegalmente em território norte-americano e também americanos natos que cometeram crimes inafiançáveis: ou seja, iniciou um novo processo de expatriação de degredados como aquele a que assistimos entre o fim da Idade Média e a alvorada do Renascimento. Isso tudo, sob uma moldura nazifascista dos campos de concentração do Eixo (derrotado com o concurso fundamental e civilizatório da América quando lá era o ponto de inspiração das sociedades democráticas do Ocidente, a outrora “Terra da Liberdade”).</li>
</ul>



<p>Em seus escassos 20 dias de segundo (e último) mandato à testa da Presidência dos EUA, Donald Trump pôs em curso uma agenda compactada de uma década de regime nazista na Alemanha de Adolf Hitler. Tamanha ansiedade e furor para estabelecer cortejo singular de destruição de atos que buscam demolir o Estado Democrático de Direito emula a trajetória facínora do único e nefasto <em>führer</em> alemão. Porém, Hitler consumiu seis anos no processo de desmonte das estruturas basilares da República da Alemanha e jamais precisou vencer eleições para galgar poderes e desmantelar as instituições republicanas.</p>



<p>Trump sucedeu a um presidente fraco, Joe Biden, que comandou um dos mais exitosos mandatos presidenciais americanos do ponto de vista da economia popular e da geração de empregos. Nunca antes na História daquele país se criou tanto emprego, em tão pouco tempo, quanto nos quatro anos de Biden e Kamala Harris. Porém, o americano médio não via a realidade à palma de seus olhos porque estava já doentiamente fanatizado pelo processo de deturpação da realidade promovido por Trump, Elon Musk, Mark Zuckeberg, Steve Banon, J. D. Vance et caterva. Foi assim que chegamos até aqui, a essa quadra sinistra e esquisita de nossa trajetória sobre a mal sinada Terra.</p>



<p>Adolf Hitler ascendeu ao poder em 1933, à guisa de votos, como chanceler do presidente Paul von Hindenburg. Já doente, Hindenburg foi cedendo poder e influência ao chefe do Partido Nazista. O incêndio criminoso do Reichstag (o Parlamento da Alemanha), promovido por nazistas e colocado na conta do Partido Comunista alemão em razão de uma “prova plantada” por liderados de Hitler deu a senha ao povo alemão para que as portas do controle do Estado fossem abertas aos hitleristas. Quando o presidente alemão morreu, em 1934, Adolf Hitler autoproclamou-se <em>führer</em>, cargo que não existia, unificando os mandatos de Chefe de Estado, de Governo e das Forças Armadas. Subjugada, a sociedade alemã apoiou-o em grande maioria, demonstrando baixíssimo índice de resiliência democrática. Mas, jamais votou em Hitler para que ele se convertesse em&#8230; Hitler.</p>



<p>Entre 1934 e 1939, quando iniciou o processo de expansão territorial da Alemanha e revelou ao mundo a perseguição implacável e desumana ao povo judeu, o <em>führer</em> tratou de desmontar as bases institucionais da República Alemã. Novamente, frise-se: sem ter de se preocupar em fazer maioria no Parlamento, sem disputar eleições, dobrando os joelhos do Judiciário alemão, com o concurso complacente e silencioso de um empresariado colaboracionista e tão criminosamente culpado quanto ele próprio. Devastado pela hiperinflação do período entreguerras, com uma economia doméstica destroçada pelas imposições reparatórias da Liga das Nações, o povo alemão deixou-se subjugar. Em larga medida, para muitos, não era apenas o mais fácil: era a vingança que batia às portas, e eles a acalentaram e a executaram. Aqui, neste ponto exato, reside a diferença entre a trajetória de ascensão do nazismo na Alemanha e a farsesca redenção de um nazismo com pretensões expansionistas parece querer renascer nos Estados Unidos da América sob a liderança grotesca de Donald Trump.</p>



<p>A proatividade cínica, idiota e recessiva e reacionária dos atos econômicos de Trump vão incinerar a economia norte-americana. Em breve, ainda este ano, o país se verá isolado nas correntes de comércio e a economia local não tem força para se reerguer sozinha, sem acordos de cooperação e sem revisões das sanções tarifárias. Trump faz o que faz porque tem nas mãos o controle do Congresso, com maioria bestial do Partido Republicano nas duas casas. Porém, haverá eleição legislativa em menos de dois anos. Trump não tem a “fortuna” de Hitler, de dispensar o apoio popular formalizado no ato do voto. Em dois anos, sob a demolidora “Doutrina Trump”, os EUA serão um barril de pólvora de conflitos sociais e a economia estará em ruína. Algo como a Operação Valquíria terá sido tentado nos EUA, como foi na Alemanha de Hitler, para preservar a estrutura do Estado à revelia da existência do “líder” que fanatizou e destruiu o país. A democracia e o Judiciário norte-americanos precisam resistir até as urnas de 2026, quando a reconstrução das bases da sociedade liberal dos EUA começará a se dar a partir das urnas que derrotarão Trump. Esse o cenário do momento, é o quer é possível ver daqui, de 20 meses antes da eleição capital nos EUA, torcendo para que haja fôlego e resiliência na alma democrática minoritária de uma América perplexa.</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/a-tragedia-gloriosa-que-trump-protagoniza-tem-fim-previsivel-o-dele-numa-operacao-valquiria/">A tragédia gloriosa que Trump protagoniza tem fim previsível: o dele, numa “Operação Valquíria”</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/a-tragedia-gloriosa-que-trump-protagoniza-tem-fim-previsivel-o-dele-numa-operacao-valquiria/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PEC do “Semipresidencialismo” não pode tramitar: atual Congresso é ilegítimo para debatê-la</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/pec-do-semipresidencialismo-nao-pode-tramitar-atual-congresso-e-ilegitimo-para-debate-la/</link>
					<comments>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/pec-do-semipresidencialismo-nao-pode-tramitar-atual-congresso-e-ilegitimo-para-debate-la/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 18:32:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Parlamento]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://plataformabrasilia.com.br/?p=3862</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sem plebiscito que autorize o Parlamento a reabrir a discussão derrotada em 1963 e em 1993, a iniciativa de Luiz Carlos Hauly é lixo legislativo. Muitas mudanças antecedem “parlamentarismo” à brasileira Por Luís Costa Pinto Como ato inaugural da Sessão Legislativa de 2025, como a celebrar o início do biênio de Hugo Motta (PP-PB) na [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/pec-do-semipresidencialismo-nao-pode-tramitar-atual-congresso-e-ilegitimo-para-debate-la/">PEC do “Semipresidencialismo” não pode tramitar: atual Congresso é ilegítimo para debatê-la</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Sem plebiscito que autorize o Parlamento a reabrir a discussão derrotada em 1963 e em 1993, a iniciativa de Luiz Carlos Hauly é lixo legislativo. Muitas mudanças antecedem “parlamentarismo” à brasileira</em></p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>Como ato inaugural da Sessão Legislativa de 2025, como a celebrar o início do biênio de Hugo Motta (PP-PB) na Presidência da Câmara dos Deputados, o veterano parlamentar Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) protocolou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 02/2025. É a “PEC do Semipresidencialismo”, um texto eivado de pretensões ilegítimas, cortejado por nulidades constitucionais e pajeado por uma hora de aventureiros que orbita há muito o Legislativo e outras instituições da República à espreita de brechas por onde possam passar e se apegar a nacos de poder e do Tesouro da União à guisa de votos. Votos para um projeto de poder político, para uma assunção institucional dentro das normas, não os têm.&nbsp;</p>



<p>Semipresidencialismo é tese golpista de quem se acha esperto num universo de tolos. Esgrimir a volta do debate em torno de um Parlamentarismo brasileiro rebarbando o plebiscito que autorize a discussão do tema, ou prescindindo do referendo que torne legítima a troca de sistema de governo, é golpe. O que almeja Hauly, sob o olhar complacente e a caneta anuente de Motta, é dar um golpe por meio do qual um Congresso sem nenhuma delegação constituinte &#8211; para não falar da ausência de repertório biográfico de seus integrantes &#8211; tenta impor um cavalo-de-pau em nosso processo político e em nossa História e cassar a sacralidade e a força do voto popular na escolha de nossos governantes.</p>



<p>Os Constituintes de 1987-88, eleitos para reescreverem o Contrato Social bresileiro no fim da ditadura militar, produziram uma Constituição tão perfeita que nos deu caminhos naturais para mitigar suas próprias imperfeições. No capítulo das disposições transitórias da Carta de 1988 estava previsto que “cinco anos de promulgada a Constituição”, faríamos um plebiscito para ouvir da totalidade dos eleitores brasileiros o veredito: seríamos uma República presidencialista ou parlamentarista? Em 21 de abril de 1993, 55,67% dos brasileiros aptos a votar naquele momento optaram pelo presidencialismo. Escassos 24% preferiram o parlamentarismo. Jogo jogado, <em>vox populi</em>, <em>vox De</em>i. Os derrotados na tese, como eu, aliás, recolheram os flaps e foram tocar a vida sob o regime presidencialista, que já havia sido o preferido da maioria também em 6 de janeiro de 1963, quando se revogou a engenhoca inconstitucional urdida pelos militares para tosar poderes do presidente João Goulart.&nbsp;</p>



<p>A partir do pronunciamento arrasadoramente majoritário da população, quaisquer discussões sobre a mudança de regime de governo têm de ser antecedidas por um plebiscito que autorize a reabertura do tema. Se querem retomar o assunto, por que não colocá-lo em pauta nas urnas de 2026 (porque daí ele será abordado nos palanques de campanha de candidatos a presidente, aos governos estaduais, à Câmara, ao Senado, às Assembleias) e associar a eleição geral a um plebiscito que dê poderes ao futuro Congresso a discutir o assunto? Isso por que:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem que se alterem as regras de funcionamento dos partidos políticos? Sem pôr fim ao caudilhismo que grassa nas instituições partidárias? Sem oxigenar internamente as legendas que, hoje, servem à estruturação de verdadeiras empresas familiares com faturamento certo (o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral) egresso do erário público e com fiscalização claudicante?</li>



<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem reinstituir a fidelidade partidária e a reinstituição da força institucional dos líderes partidários por sobre as bancadas, sem que se submetam a vontades dos presidentes ou dos chefetes das siglas?</li>



<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem adotar o voto distrital &#8211; de preferência, o distrital puro?</li>



<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem redistribuir o tamanho das bancadas estaduais de forma correta, sem aumentar cadeiras na Câmara, mas, reduzindo as bancadas dos estados que perderam população ou daqueles que estão sobrerepresentados? As distorções da representação política precisam ser sanadas para que o debate corra de forma hígida e séria.</li>



<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem promover um novo Pacto Federativo, redistribuindo compromissos e deveres dos entes federados? </li>



<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem que proíba terminantemente que um político eleito para o Congresso &#8211; deputado ou Senador &#8211; ou para as Assembleias Legislativas ou Câmara Distrital, vire ministro ou secretário de estado? Política se faz com consciência do seu lugar na sociedade. Se foi eleito para o Legislativo, como representante direto de seu povo, que fiques na Casa determinada. Se queres virar linha auxiliar do Executivo, renuncies ao voto recebido. É assim nos Estados Unidos, até há alguns anos “a maior Democracia do Ocidente”. É assim que tem de ser.</li>
</ol>



<p>O Brasil não está maduro para rediscutir sistemas de Governo e nem há legitimidade nesse Congresso para pôr o tema em debate. A PEC 02/2025 não deve entrar em tramitação e o presidente da Câmara que chegou ao posto em razão da extensa ficha de serviços prestados aos dois mais deletérios personagens que sentaram naquela cadeira, Eduardo Cunha e Arthur Lira, mostrará se tem grandeza ou pequenez a partir da decisão que tomar quando a iniciativa ladina de Hauly chegar às suas mãos.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/pec-do-semipresidencialismo-nao-pode-tramitar-atual-congresso-e-ilegitimo-para-debate-la/">PEC do “Semipresidencialismo” não pode tramitar: atual Congresso é ilegítimo para debatê-la</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/pec-do-semipresidencialismo-nao-pode-tramitar-atual-congresso-e-ilegitimo-para-debate-la/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Demora de Lula em mudar Governo é incompreensível e revela má estratégia para o jogo político</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/cronica/demora-de-lula-em-mudar-governo-e-incompreensivel-e-revela-ma-estrategia-para-o-jogo-politico/</link>
					<comments>https://plataformabrasilia.com.br/cronica/demora-de-lula-em-mudar-governo-e-incompreensivel-e-revela-ma-estrategia-para-o-jogo-politico/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 19:51:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[GOVERNO]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica - Lcp]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://plataformabrasilia.com.br/?p=3855</guid>

					<description><![CDATA[<p>Reflexões de dois velhos conhecidos do presidente da República na boca do fogo, à hora do jantar, dizem muito sobre ambiente político de Brasília Por Luís Costa Pinto O celular tocou às 20h12min da última segunda-feira. Preparava-me para refogar o arroz ao qual juntaria o alho-poró e o creme caseiro de castanhas para um risoto. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/cronica/demora-de-lula-em-mudar-governo-e-incompreensivel-e-revela-ma-estrategia-para-o-jogo-politico/">Demora de Lula em mudar Governo é incompreensível e revela má estratégia para o jogo político</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Reflexões de dois velhos conhecidos do presidente da República na boca do fogo, à hora do jantar, dizem muito sobre ambiente político de Brasília</em></p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>O celular tocou às 20h12min da última segunda-feira. Preparava-me para refogar o arroz ao qual juntaria o alho-poró e o creme caseiro de castanhas para um risoto. Havia encerrado o expediente no home office dez minutos antes. Meu escritório &#8211; minha sala de entrevistas, meu laboratório de ações, enfim &#8211; está em casa há mais de 20 anos, desde muito antes da pandemia de 2020. Como a minha mulher, invariavelmente, só retorna de suas aulas no estúdio de yoga depois das 21h30min, sempre tenho margem para meditar e refletir enquanto preparo o jantar; ou para cozinhar enquanto medito e reflito sobre o dia, a conjuntura e o mundo. Tanto faz a ordem das prioridades. Essa é a nossa dinâmica. “José Genoíno”, indicava a tela do aparelho. Tinha pensado em ligar para ele pouco antes, cedo da tarde, mas, não quis incomodar. Arrastei o círculo verde estilizado com uma seta, ícone dos Androids, para o centro da tela.</p>



<p>– Alô?</p>



<p>– Companheiro Lula, boa noite! Aqui é o camarada José Genoíno Neto ligando para dizer que sobrevivi à cirurgia, o processo foi mais rápido do que todos imaginávamos, estou bem e voltei para casa desde ontem. Às suas ordens.</p>



<p>A altivez e o tom galhofeiro da voz do ex-deputado mascaravam o timbre nitidamente cansado. O ex-guerrilheiro que se embrenhou nas matas pré-amazônicas das franjas do Araguaia no fim dos anos 1960, que foi Constituinte em 1987-88, ex-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, e agora é um irresignado professor aposentado, retirou um extenso tumor maligno do intestino na segunda semana de janeiro. Portador de um aneurisma de aorta não dissecado, sobrevivente de três malárias dos tempos da guerrilha contra a ditadura e portador de insuficiência cardíaca, foi submetido a cirurgia de alto grau de risco. Não eram à toa as preocupações de quem admira sua trajetória, gosta dele e preza por sua amizade.</p>



<p>– Salve, salve! Ia te ligar à tarde, mas, enrolei-me numa série de reuniões, pré-produções, gravações e entrevistas para um podcast e um livro nos quais estou trabalhando e não consegui.&nbsp;</p>



<p>– Ligo para dizer que estou vivo. E também estou assustado.</p>



<p>– Só o fato de você me ligar já é grandioso. Assustado estamos todos. Está ruim, não é, companheiro Genoíno?</p>



<p>Vinte e dois anos, uma geração, nos separam. Em 1968, quando nasci, Genoíno estava se embrenhando na selva amazônica às margens do Rio Araguaia. Militei no Movimento Estudantil já sob os ventos da transição democrática do período de José Sarney e sempre trilhando o caminho do meio. Tinha apoio da militância do PT nas disputas acadêmicas, porém nunca me filiei à legenda. Logo que cheguei a Brasília, em 1991, para atuar profissionalmente como jornalista, transferido da sucursal do Recife de uma revista que fez algum sucesso há 30, 35 anos, <em>Veja</em>, para a sucursal brasiliense, converti o ex-guerrilheiro em fonte das melhores. Ele já estava amansado pelos jogos da política institucional. Depois, o convívio nos tornou bons amigos &#8211; respeitosamente divergentes em alguns momentos, implacavelmente atuantes e convergentes em nome da notícia e da democracia quando necessário. </p>



<p>Genoíno não precisou falar nada para que eu compreendesse que estava assustado com os rumos do Governo no início da segunda metade do terceiro mandato do presidente Lula. No mesmo dia em que saía do hospital onde extirpou o tumor maligno do abdômen, um tresloucado Donald Trump era empossado pela segunda vez na presidência dos Estados Unidos &#8211; agora, encarnando a personagem de titã da extrema-direita global, e não mais no papel de falso outsider bizarro &#8211; e Lula reunia seu ministério na Granja do Torto, em Brasília, para fazer com atraso o planejamento da equipe até 2026.&nbsp;</p>



<p>Aos subordinados, o presidente da República fez estudado desabafo sobre as incertezas de seu futuro político, deslindou platitudes de comunicação e pela enésima vez apelou para o espírito de grupo e para a responsabilidade pública determinando aos auxiliares que não inventassem nada novo que fosse lançado provocando ruídos de comunicação e terremotos na avaliação da gestão.&nbsp;</p>



<p>Liderando uma equipe que patina na política, erra na comunicação e tem imensas dificuldades de fazer entregas objetivas à sociedade &#8211; apesar de ser um Governo extremamente bem-sucedido na economia, na restauração da mobilidade e inclusão social e no aconselhável retorno da institucionalidade aos processos administrativos de Estado &#8211; Lula sabe que não tem tempo a perder. Sabe, também, que seus auxiliares de 2023 para cá, assim como a linha de comando do Partido dos Trabalhadores, sempre estiveram aquém da História dele. Não representam o que havia de melhor no arco-íris de diversos matizes que se uniu durante os tempos de chumbo da ditadura e na Era Trágica do período 2016-2022 contra os golpes e ardis antidemocráticos e dos desafios oceânicos de resgatar as abissais injustiças sociais de um Brasil ainda muito desigual.&nbsp;</p>



<p>Mais solitário do que em tempos idos, pior assessorado do que nos dois mandatos anteriores, desprovido de mão-de-obra equipada de ousadia política e bravura existencial no Congresso para perfilar a seu lado e a favor de causas justas e urgentes, a colossal biografia de um Lula que é protagonista singular da História já parece insuficiente para liderar o País na batalhas excruciantes, diárias e impiedosas. Vencer essas batalhas é mister para o Brasil e os brasileiros se conservarem no lado certo da vida e caminhando em direção à luz e a horizontes mais promissores.&nbsp;</p>



<p>Relutar em fazer trocas ministeriais que estão a quarar sob o céu úmido do verão do cerrado brasiliense, contemporizar excessivamente com a obtusidade cafajeste de muitos dos partidos do “Centrão” abrigados embaixo das marquises de um Governo contra o qual sempre lutaram, é erro político de um Lula que não agiria assim caso tivesse à disposição biografias como a de Genoíno. Meu interlocutor que interrompeu momentaneamente o preparo do jantar sabe disso. Perdoar risonhamente as estratégicas e táticas errôneas e titubeantes da esquerda e do PT, reunidos como base governista no Congresso, é uma bonomia à qual o presidente não pode se permitir. Afinal, “2026 já começou”, como ele mesmo disse aos ministros na reunião de segunda-feira passada. De cá, advirto: começou, sim, e o bate-cabeças da equipe ministerial e a abulia da comunicação palaciana dos dois primeiros anos de “Lula 3” podem ter comprometido perigosamente (talvez fatalmente) o sucesso dessa corrida.</p>



<p>– Liguei só para isso, companheiro. Para dizer que estou vivo, resisti e ainda estou aqui.</p>



<p>Eu e Genoíno não falamos do desempenho do Governo, da candidatura Lula em 2026, dos riscos que o segundo mandato do Donald Trump trazem para o mundo e nem do desempenho sofrível do PT e das esquerdas nesse terceiro mandato. Mas, como sói acontecer aos bons amigos, estava tudo ali no silêncio cúmplice que fizemos no meio de nosso diálogo, enquanto eu conferia o ponto exato da cebola a refogar antes da entrada do alho na panela.</p>



<p>– Genoíno, irei a São Paulo na próxima semana. Estou bem atolado de compromissos. Contudo, forçando uma brecha na agenda, vou até sua casa dar-lhe um abraço pessoalmente. Adorei esse telefonema e tê-lo pessoalmente do outro lado.</p>



<p>– Venha. Há muito o que conversar.</p>



<p>Ao desligar, nessa última frase, percebi que havia uma carga de emoção tamanha que presumi estar ele às lágrimas. Desliguei emocionado &#8211; com Genoíno, com o País, conosco, com o que em por aí. É possível que tenha segurado o choro. Fui picar o alho-poró e bater o creme de castanhas.&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/cronica/demora-de-lula-em-mudar-governo-e-incompreensivel-e-revela-ma-estrategia-para-o-jogo-politico/">Demora de Lula em mudar Governo é incompreensível e revela má estratégia para o jogo político</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://plataformabrasilia.com.br/cronica/demora-de-lula-em-mudar-governo-e-incompreensivel-e-revela-ma-estrategia-para-o-jogo-politico/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comédia de erros sem graça alguma, episódio das mentiras sobre “IR do pix” fará novas vítimas no Governo</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/comedia-de-erros-sem-graca-alguma-episodio-das-mentiras-sobre-ir-do-pix-fara-novas-vitimas-no-governo/</link>
					<comments>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/comedia-de-erros-sem-graca-alguma-episodio-das-mentiras-sobre-ir-do-pix-fara-novas-vitimas-no-governo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 15:24:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[GOVERNO]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://plataformabrasilia.com.br/?p=3827</guid>

					<description><![CDATA[<p>A curetagem das feridas que sangram no intestino da Comunicação palaciana e da Esplanada ainda está em curso. Os sistemas antivírus estão em atualização no Planalto Por Luís Costa Pinto Na última segunda-feira, quando a popularidade do presidente Lula e a credibilidade do Governo Federal para impor rumos corretos à gestão pública sangravam nas redes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/comedia-de-erros-sem-graca-alguma-episodio-das-mentiras-sobre-ir-do-pix-fara-novas-vitimas-no-governo/">Comédia de erros sem graça alguma, episódio das mentiras sobre “IR do pix” fará novas vítimas no Governo</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>A curetagem das feridas que sangram no intestino da Comunicação palaciana e da Esplanada ainda está em curso. Os sistemas antivírus estão em atualização no Planalto</em></p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>Na última segunda-feira, quando a popularidade do presidente Lula e a credibilidade do Governo Federal para impor rumos corretos à gestão pública sangravam nas redes sociais e expunham vários flancos sensíveis e os desacertos da Comunicação Pública do Palácio do Planalto, a empresa de pesquisa Nexus divulgava dados de um levantamento dando conta que “Juliette é a campeã do BBB com mais seguidores no Instagram”.</p>



<p>Subsidiária do complexo FSB, contratada pela Secom da Presidência da República para administrar o barômetro destinado a medir a eficácia da publicidade estatal e a capilaridade das mensagens emanadas a partir de peças que disseminam políticas de Estado, a Nexus (ex-IPRI, ex-FSB Pesquisa) passou batido pela disseminação no Instagram e no Whatsapp (duas empresas da “neotrumpista” Meta!) do vídeo em que o amolecado deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) faz perorações falsas e eficazes ao inocular o vírus da suspeita de “taxação do pix” e “sobrefiscalização da Receita” contra as classes C, D e E a partir da implementação das novas determinações estratégicas do Ministério da Fazenda para transações financeiras. A empresa de análise de dados Bites já havia captado o “case Nikolas” nas redes. Quem observa o panorama de informações também.</p>



<p>Naquele mesmo dia, véspera da troca de comando na Secom/PR, os responsáveis pela administração da conta da FSB, que também cuida da gestão da comunicação institucional do Palácio do Planalto, num contrato que chega a R$ 84 milhões anuais com aditivos, estavam definindo quem iria e quem não iria à cerimônia de transmissão de cargo entre Paulo Pimenta e Sidônio Palmeira. O discurso de despedida de Pimenta, responsável por estabelecer uma relação excessivamente fluida com determinados fornecedores do sistema de comunicação palaciano, recebeu um tratamento especial nas oficinas de texto da empresa. Mas, mergulho profundo nos problemas que já ali atormentavam o cliente, nada. O resultado é o que se está a ver.</p>



<p>Subindo a pirambeira da Esplanada no curto trecho do Eixo Monumental entre o Planalto e os ministérios, especificamente no Ministério da Fazenda, o bate-cabeças era ainda maior. Numa ação desesperada de contenção de danos à má estratégia de divulgação de uma medida de gestão corriqueira, necessária e republicana, o secretário da Receita Federal Robinson Barreirinhas armava-se de verdades cartesianas para ir a campo aberto nos ringues da mídia tradicional e enfrentar o eco que se espalhava com a velocidade e a eficácia de um boato de ‘Tapacurá Estourou!’ (Recife, 1975) entre a classe média, profissionais liberais, trabalhadores de aplicativo e as camadas mais espoliadas (e trabalhadoras) da sociedade brasileira. O preparo técnico de Barreirinhas para defender a medida correta do Governo nunca foi páreo para o poder comunicativo da irresponsabilidade atroz e até criminosa de Nikolas Ferreira, do senador Flávio Bolsonaro, do deputado Gustavo Gayer e de outros que se juntaram a eles no espalhamento das mentiras sobre algo que nunca esteve em cogitação: a “taxação do pix”.</p>



<p>O oportunismo da ação política de parte do PT, curtido nas intermináveis assembleias sindicais e estudantis, começou então a procurar outros culpados pela derrota caótica que já então se desenhava. Nunzio Briguglio, assessor especial do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desde os tempos do Ministério da Educação e da Prefeitura de São Paulo, entrou na alça de mira dos petistas. Alas mais à esquerda do PT e Briguglio nunca se deram bem. O próprio presidente Lula vê com reservas a confiança que Haddad deposita no auxiliar e por duas vezes questionou o auxiliar se não era hora de “reciclar” seu pessoal. Agora, Nunzio está sob novo ataque dentro do Governo – Robinson Barreirinhas também.</p>



<p>Recuar na adoção das medidas de ampliação do espectro e fiscalização da Receita Federal sobre as transações financeiras, açambarcando o pix e os pagamentos de faturas de cartões de crédito em dinheiro vivo, foi a dolorosa e humilhante decisão do presidente Lula. Era o melhor caminho, fundamental para estancar a sangria de popularidade e de credibilidade. O preço do recuo, porém, virá nas faturas das próximas pesquisas de avaliação de Governo – a menos que a Nexus, a empresa de pesquisa que faz os levantamentos para a Secom, siga na sua cegueira deliberada ante a vida real que está posta aos seus olhos, captando apenas aquilo que lhes convém captar a fim de empoderar os discursos dos próprios contratantes.</p>



<p>O episódio da derrota do Governo Federal para o exército mercenário dos obscuros e mentirosos parlamentares da oposição (Nikolas, Flávio Bolsonaro, Gayer etc) tem de servir para uma curetagem completa das feridas que sangram no intestino da Comunicação palaciana e da Esplanada. Nesse processo, ainda há vítimas a surgirem dentro das equipes governamentais. Os sistemas antivírus estão em atualização no Planalto e na Esplanada.</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/comedia-de-erros-sem-graca-alguma-episodio-das-mentiras-sobre-ir-do-pix-fara-novas-vitimas-no-governo/">Comédia de erros sem graça alguma, episódio das mentiras sobre “IR do pix” fará novas vítimas no Governo</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/comedia-de-erros-sem-graca-alguma-episodio-das-mentiras-sobre-ir-do-pix-fara-novas-vitimas-no-governo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sidônio assume Secom sem margem para errar. Burocracia do cargo pode engessá-lo</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/sidonio-assume-secom-sem-margem-para-errar-burocracia-do-cargo-pode-engessa-lo/</link>
					<comments>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/sidonio-assume-secom-sem-margem-para-errar-burocracia-do-cargo-pode-engessa-lo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jan 2025 14:47:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[GOVERNO]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://plataformabrasilia.com.br/?p=3822</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tirar Pimenta era mandatório. Mudar radicalmente a Comunicação de Governo, idem. Só não sei se engessar Sidônio no Palácio era a melhor saída; tenho certeza que deixá-lo reproduzir na máquina pública a estrutura de comando e criação de sua agência de publicidade e marketing político se revelará um erro. Há que se temer a repercussão desse erro em 2026.</p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/sidonio-assume-secom-sem-margem-para-errar-burocracia-do-cargo-pode-engessa-lo/">Sidônio assume Secom sem margem para errar. Burocracia do cargo pode engessá-lo</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Saída de Pimenta veio tarde e era imperativo. Novo ministro terá de conciliar gênio criativo e estratégico com administração. Sócios da vida privada no Palácio é erro crasso</em><br><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>Tirar o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) da Secretaria de Comunicação da Presidência da República foi uma decisão certa e tardia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na virada de chave entre a primeira e a derradeira metades desse seu 3º mandato no Palácio do Planalto.</p>



<p>Trazer o publicitário Sidônio Palmeira da Bahia para Brasília e deixá-lo mais próximo das linhas de produção da Comunicação de Governo e das agências de publicidade que atendem à conta institucional palaciana também foi medida necessária, crucial para eventual sucesso eleitoral em 2026 e que demorou a ser empreendida.</p>



<p>Colocar o marqueteiro presidencial de 2022 na cadeira de ministro-chefe da Secom, porém, talvez não venha a se revelar o melhor caminho para atingir o fim pretendido. Ele é homem de criação e de estratégia. A Secretaria de Comunicação é órgão gestor e agudamente burocratizado – como toda a máquina pública, como sói acontecer a braços do Estado que mexem com a administração pública. A burocracia tira foco, energia, paciência e tolhe a ousadia de quem não tem tempo de compreendê-la e domá-la sem infringir normais, regras e leis. Há sempre uma CGU e um TCU à espreita e, em palácios, é sempre bom temer as instituições reguladoras (coisa que Pimenta tentou driblar por todo o tempo, afoitamente crendo-se mais inteligente que os demais).</p>



<p>Sidônio não se aproximou mais do Palácio do Planalto a partir, já, da posse de Lula, há dois anos, porque dois fornecedores da Secretaria de Comunicação afastaram-no de todos os caminhos que levavam ao exercício da influência sobre as estratégias publicitárias do Governo. Essas duas empresas, Agência Nacional e FSB Comunicação, vencedoras de licitações promovidas ainda sob o mandato trágico de Jair Bolsonaro e coordenadas pelo então ministro das Comunicações Fábio Faria, converteram-se rapidamente em líderes dos contratos publicitários e de assessoria palacianos. Paulo Pimenta entregou-se a elas risonha e francamente, permitindo que um consórcio criativo entre ambas influenciasse todos os demais fornecedores da área de comunicação pública. Foi a gênese do desastre.</p>



<p>A partir do último trimestre do ano passado, quando ficou claro que a manutenção do deputado gaúcho à frente da Secom era insustentável, idealizaram-se campanhas de última hora para alavancar a propaganda de Governo e queimar o que havia de verba de veiculação. Mas, a gestão “Lula 3” carecia – como segue carecendo – de uma marca, de uma idéia-força, de uma linha que agregue para a maioria dos brasileiros um prisma de visão do País a partir das boas entregas que o 3º mandato do presidente ex-sindicalista vem tendo.</p>



<p>Empresário do ramo publicitário e também do setor imobiliário na Bahia, engenheiro de formação, profissional hábil na leitura de relatórios de pesquisa (quando eles são bem feitos, porque bem encomendados, algo difícil de encontrar no espólio da Secom que herda de Paulo Pimenta), Sidônio Palmeira precisa sentar na cadeira de ministro já voando para pôr a mão na massa de ações estratégicas de campanha. Não poderá perder tempo com a burocracia. Ele sabe disso. E porque sabe disso, arrisco aqui uma opinião dura para que não me chamem de engenheiro de obra feita lá na frente: errará feio se levar seus parceiros de vida privada (bem-sucedida) no marketing político para dentro da estrutura operacional da Secom.</p>



<p>Como tem pouco tempo para mostrar resultados cabais de sua excelência comunicativa, será erro fatal se Sidônio deixar-se enrolar nos novelos e nas quizílias da gestão pública. O Leviatã não espera pelo aprendizado dos dribles às armadilhas espalhadas por Brasília, pela Esplanada, pelos porões tecnocráticos. Além disso, o novo ministro da Secom precisará revelar traquejo político para receber a todos os parlamentares e colegas de equipe, ouvir pedidos, dizer “não” sorrindo e tendo terceirizado a missão árdua, construindo pontes com a mídia, fazendo amigos e influenciando cabeças entre jornalistas.</p>



<p>Tirar Pimenta era mandatório. Mudar radicalmente a Comunicação de Governo, idem. Só não sei se engessar Sidônio no Palácio era a melhor saída; tenho certeza que deixá-lo reproduzir na máquina pública a estrutura de comando e criação de sua agência de publicidade e marketing político se revelará um erro. Há que se temer a repercussão desse erro em 2026.</p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/artigo/sidonio-assume-secom-sem-margem-para-errar-burocracia-do-cargo-pode-engessa-lo/">Sidônio assume Secom sem margem para errar. Burocracia do cargo pode engessá-lo</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://plataformabrasilia.com.br/artigo/sidonio-assume-secom-sem-margem-para-errar-burocracia-do-cargo-pode-engessa-lo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
