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	<title>Arquivos Artigo - Marcelo Godoy - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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	<description>Informação, análise e entretenimento</description>
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		<title>A lição do brigadeiro Eduardo Gomes para os generais de Bolsonaro</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2021 15:38:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Artigo - Marcelo Godoy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcelo Godoy, de O Estado de S Paulo Há mais de um ano, um grupo de militares se queixava em Brasília. Uns olhavam para o outro lado da Praça dos Três Poderes e sentiam-se injustiçados. Magistrados e procuradores ganhavam&#160;mais do que eles, acumulando salários acima do teto de R$ 39,2 mil. O&#160;generais&#160;Hamilton Mourão Filho, Luiz [&#8230;]</p>
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<p><strong><em>Marcelo Godoy, de <a href="https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,a-licao-do-brigadeiro-eduardo-gomes-para-os-generais-de-bolsonaro,70003709730" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Estado de S Paulo</a></em></strong></p>



<p>Há mais de um ano, um grupo de militares se queixava em Brasília. Uns olhavam para o outro lado da Praça dos Três Poderes e sentiam-se injustiçados. Magistrados e procuradores ganhavam&nbsp;mais do que eles, acumulando salários acima do teto de R$ 39,2 mil. O&nbsp;<a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-publica-portaria-que-permitira-elevar-seus-proprios-rendimentos,70003708022">generais&nbsp;Hamilton Mourão Filho, Luiz Eduardo Ramos e Walter Braga Netto estavam entre os que eram atingidos pela &#8220;falta de isonomia</a>&#8220;.&nbsp;Muitos queriam ultrapassar o teto, acumulando&nbsp;os proventos de general de exército com os de ministro de Estado. Não lhes bastava o aumento de&nbsp;41% que os generais obtiveram em meio à crise fiscal do governo e&nbsp;ao congelamento dos salários dos demais funcionários.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://img.estadao.com.br/resources/jpg/3/2/1620516127123.jpg" alt="Jair Bolsonaro"/><figcaption>O presidente Jair Bolsonaro; esquema montado pelo Planalto mantém base de apoio no Congresso Foto: EVARISTO SÁ/AFP</figcaption></figure>



<p>Pela regra vigente até uma semana atrás, o general Ramos recebia R$ 6 mil como ministro e R$ 33 mil como general. Outros R$ 27 mil do salário de ministro-chefe da Casa Civil eram retirados pelo chamado abate-teto, a regra que proibia funcionários públicos de ganhar acima do que recebe um&nbsp;ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).&nbsp;<a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/walter-braga-netto">O general Braga Netto (Defesa), que também era atingido pela medida</a>, terá&nbsp;um aumento de&nbsp;R$ 22 mil. Mourão vai ganhar mais&nbsp;R$ 24 mil. Bolsonaro tinha&nbsp;R$ 2 mil cortados pelo teto, pois sua aposentadoria era menor do que a&nbsp;dos generais por ter ido à&nbsp;reserva como capitão. &nbsp;</p>



<p>Em manobra típica do&nbsp;governo Bolsonaro, aquele que faz o contrário do que diz, uma portaria do Ministério da Economia instituiu o que os críticos chamam de&nbsp;<strong>&#8220;mamata&#8221;</strong>, recriando&nbsp;&#8220;os&nbsp;marajás na Esplanada&#8221;. O fenômeno é uma velha praga da gestão pública.&nbsp;<a href="https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19870419-34398-nac-0023-999-23-not/busca/Maraj%C3%A1s+PM">Nos anos 1980, ele floresceu na Polícia Militar de São Paulo, com coronéis que ganhavam mais do que o governador.&nbsp;</a>Depois, foi a vez de se descobrir sinecuras e penduricalhos de magistrados e procuradores, como as diárias cruzadas, e as verbas de toda espécie, do auxílio-paletó ao vale-biblioteca. Tudo era desculpa para enriquecer os integrantes de carreiras que sequestravam os recursos do&nbsp;Estado.&nbsp;</p>



<p>A portaria do ministério permite o teto duplo;&nbsp;aplica-se a cada um dos salários, separadamente, a regra do teto em vez de se fazer a soma. A contabilidade criativa de&nbsp;Paulo Guedes forrou os bolsos dos generais da Esplanada, garantindo-lhes mais de R$ 20 mil ao&nbsp;mês. Vai&nbsp;custar R$ 66 milhões ao ano.&nbsp;<a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,ministerio-da-educacao-e-o-mais-atingido-com-cortes-no-orcamento-sancionado-por-bolsonaro,70003690911">O Ministério da Economia se transformou&nbsp;em um órgão que economiza na Saúde, na Educação e na Ciência para bancar privilégios a&nbsp;militares e verbas ao Centrão</a>. Congela&nbsp;salários de&nbsp;professores e de policiais, mas permite&nbsp;o reajuste das Forças Armadas. Faz a reforma da previdência dos trabalhadores da iniciativa privada ao mesmo tempo em que mantém&nbsp;a paridade e integralidade de&nbsp;aposentadorias de generais. Assim é em&nbsp;Brasília: tira-se&nbsp;dos pobres para dar aos ricos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://img.estadao.com.br/resources/jpg/4/5/1615925578254.jpg" alt="Luiz Eduardo Ramos"/><figcaption>Luiz Eduardo Ramos é um dos generais beneficiados com a medida Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>Os privilégios e sinecuras entregues aos generais e coronéis são&nbsp;a face visível da ação do maior partido de sustentação de Bolsonaro: o partido fardado.&nbsp;<a href="https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,no-triunfo-dos-generais-a-agonia-do-partido-fardado-imp-,1159897">Como lembram algum dos&nbsp;críticos à atuação desse&nbsp;grupo, como os cientistas políticos Eliezer Rizzo de Oliveira e&nbsp;Ana Penido e o coronel Marcelo Pimentel,</a>&nbsp;a atuação desse&nbsp;partido&nbsp;busca submeter as&nbsp;Forças Armadas aos&nbsp;interesses corporativistas de um bloco&nbsp;de militares. Entre as&nbsp;consequências de sua atuação está a militarização da política no País, a identificação das Forças com uma facção&nbsp;política, dividindo o estabelecimento militar e&nbsp;esgarçando&nbsp;a disciplina e o profissionalismo necessários à&nbsp;defesa nacional.&nbsp;</p>



<p>Eles não são os únicos a condenar&nbsp;o aparelhamento dos ministérios e estatais pela caserna. Oficiais&nbsp;que apoiaram Bolsonaro e que hoje divergem do presidente também passaram a criticar os efeitos da militarização da Esplanada. Sobre a&nbsp;chamada &#8220;mamata dos salários&#8221;, um deles escreveu: &#8220;Imoralidade, deboche com a população, falta de vergonha –&nbsp;R$ 39,2 mil mensais não basta!!! Mais privilégios e desigualdade social. Bando de irresponsáveis viciados em dinheiro público.<a href="https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,brigadeiro-chama-de-traidor-general-que-se-opoe-a-bolsonaro,70003686066">&nbsp;Isso é inaceitável e precisa ser anulado.&#8221;&nbsp;A crítica foi feita&nbsp;pelo principal representante do&nbsp;grupo que resolveu divergir do presidente: o general Carlos Alberto dos Santos Cruz.</a>&nbsp;</p>



<p>Se a imensa maioria dos militares – e os próprios comandantes da três Forças – apoiou&nbsp;o projeto de aumento salariais e de reforma de suas aposentadorias em 2019,<a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,projeto-de-orcamento-da-a-militares-15-dos-investimentos-e-reajuste-salarial,70003656974">&nbsp;bem como os projetos que garantiram investimentos como os&nbsp;do F-39 Gripen e do submarino nuclear, o mesmo não ocorre com a portaria do Ministério da Economia</a>. Vista como uma manobra para beneficiar os generais de Bolsonaro, ela seria mais uma prova, segundo seus críticos, do&nbsp;quão distante os generais de Bolsonaro estão da missão que diziam cumprir no&nbsp;governo. Essa missão – de acordo com os militares ouvidos – não significava encher os próprios bolsos e reclamar dos privilégios alheios, não para mudá-los, mas para poder compartilhar das mesmas sinecuras e mamatas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://img.estadao.com.br/resources/jpg/2/8/1620622355382.jpg" alt="ctv-ah5-brigadeiro-eduardo-gomes"/><figcaption>Páginda do Estadão com a notícia da morte do brigadeiro Eduardo Gomes Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p>Austeridade parece coisa do passado, dos tempos em que o<a href="https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19810614-32593-nac-0004-999-4-not/busca/Eduardo+Gomes">&nbsp;brigadeiro Eduardo Gomes simbolizava a postura impecável do espírito militar, um ethos em que a honra vinha antes da legalidade.</a>&nbsp;O marechal&nbsp;do ar&nbsp;pertencia à geração de oficiais que resolvera salvar a Nação submetida à corrupção das oligarquias da República Velha, provocando instabilidade e crises políticas sem fim entre os anos 1920 e&nbsp;1960, além de revoltas e&nbsp;indisciplinas nos quartéis. Em 10 de novembro de 1937, os generais Góis Monteiro e Eurico Dutra mandaram cercar o 1.º Regimento de Aviação, pois tinham o então coronel como um oficial suspeito de se&nbsp;opor à ditadura que iam instalar: a do Estado Novo. Indignado com a ação, Eduardo Gomes entregou o comando no dia seguinte.</p>



<p>Na reserva, após ocupar duas vezes o Ministério da Aeronáutica, o brigadeiro envolveu-se na defesa do capitão<a href="https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19940212-36641-nac-0005-pol-a5-not/busca/S%C3%A9rgio+Macaco">&nbsp;Sérgio Miranda Carvalho, o Sérgio Macaco, do Para-Sar, que denunciara em 1968 o&nbsp;brigadeiro João Paulo Moreira Burnier</a>&nbsp;por&nbsp;planejar&nbsp;explodir o gasômetro no Rio para imputar o&nbsp;crime&nbsp;à esquerda. Burnier sempre negou a acusação. Ele fundara o Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA) e era protegido do então ministro da Aeronáutica, Márcio de Souza Melo.&nbsp;O&nbsp;capitão Sérgio foi cassado pelo regime militar após fazer a denúncia.</p>



<p>Eduardo Gomes enviou cartas aos presidentes Garrastazu Médici e Ernesto Geisel para tentar reverter a &#8220;injustiça&#8221;, a punição do capitão, que lhe &#8220;oprimia o cansado coração&#8221;. Era&nbsp;contra o terror, não importava&nbsp;a sua cor.<a href="https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19810611-32590-nac-0074-999-74-not/busca/Eduardo+Gomes">&nbsp;&#8220;Só na liberdade se criam valores estáveis para o desenvolvimento e a justiça social.&#8221;&nbsp;Não dava entrevistas; nem&nbsp;se entregava a&nbsp;vulgaridades. Católico fervoroso, o&nbsp;brigadeiro&nbsp;é o símbolo de&nbsp;um passado cujas lições os generais do Planalto parecem esquecer.</a>&nbsp; O patrono da Aeronática&nbsp;dividia a metade do&nbsp;salário de marechal do ar&nbsp;com os pobres de Petrópolis, cidade onde nasceu.</p>
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