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	<title>Arquivos Artigo - Luís Costa Pinto - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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	<description>Informação, análise e entretenimento</description>
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	<title>Arquivos Artigo - Luís Costa Pinto - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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		<title>Inconsequente e estúpida, direita brasileira pagará alto preço eleitoral por demorar a largar extremismo golpista de Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 19:32:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Luís Costa Pinto Tarcísio de Freitas relançou-se candidato à presidência da República depois de ter refugado nos primeiros movimentos, quando poderia ter assumido que era um caminho viável para a direita brasileira mesmo com Jair Bolsonaro politicamente vivo. No curso de todo o processo que está a levar o ex-presidente para uma morte política [&#8230;]</p>
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<p><strong><em><u>Por Luís Costa Pinto</u></em></strong></p>



<p>Tarcísio de Freitas relançou-se candidato à presidência da República depois de ter refugado nos primeiros movimentos, quando poderia ter assumido que era um caminho viável para a direita brasileira mesmo com Jair Bolsonaro politicamente vivo. No curso de todo o processo que está a levar o ex-presidente para uma morte política – e ele morre como um porco no abatedouro; grunhiu escandalosamente até ser calado pelas medidas cautelares muito bem aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal – Tarcísio se acovardou, recuou, voltou a dar um passo à frente, achou que era um passo em falso porque assim o convenceram áulicos do bolsonarismo raiz, fechou-se em Copas no Palácio do Morumbi. Agora, olha para dentro da ala que o apoia, promove o <em>check list</em> de lealdades e se prepara para alçar voo nacional. No momento, não tem o hangar organizado em solo que lhe permita falar em céu de brigadeiro.</p>



<p>O primeiro grande obstáculo que se interpõe ao governador de São Paulo e o impede de decolar é a ausência de um candidato forte e evidente à sua sucessão, capaz de segurar para seu campo político a maioria do eleitorado do estado. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país. Guilherme Derrite, o nefasto secretário de segurança pública, será um dos flancos da campanha eleitoral. Ele é o responsável imediato pela tragédia que é a sensação de insegurança ora em curso em todo o território paulista, sobretudo na região metropolitana da capital, no litoral norte e também nas franjas de grandes cidades do interior como Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos e Jacareí. A Polícia Militar do estado de São Paulo consolidou a imagem de assassina nesse período. A ação das organizações criminosas, longe de ter sido contida, parece ter sido assimilada pelo Estado. Mais recentemente, Tarcísio passou a assistir à sua desqualificação como interlocutor da indústria paulista na reação ao tarifaço criminoso imposto por Donald Trump ao Brasil e à ascensão do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como nomes que estão a falar em nome de todo o país e dos atores econômicos nacionais nas mais complexas negociações de repúdio aos abusos cometidos contra nós e na abertura de novas correntes de comércio.</p>



<p>Havendo um cenário de Tarcísio candidato à presidência sem a existência de um nome forte representando a extrema-direita em São Paulo, Alckmin se converte com facilidade no principal nome do centro à esquerda no estado. Esse parece ser o cenário mais provável, no momento. O vice-presidente tem experiência, credibilidade política e revelou imensa maturidade operacional e capacidade de diálogo ao se desincumbir de todas as missões negociais que lhe foram dadas. O processo de reação ao tarifaço restaurou as pontes do vice, que outrora governou o estado por mais de 13 anos, com os setores do agronegócio e com o empresariado urbano. A lealdade respeitável que mantém com o presidente Lula aproximou-o de pequenos agricultores familiares, do MST, do MTST, de sindicatos e da classe média mais politizada de São Paulo, nichos eleitorais que sempre estiveram mais ao lado do PT e da esquerda em geral. A possibilidade de desembarque de Geraldo Alckmin na campanha paulista revoga o teto e as condições de voo nacional de Tarcísio. Para decolar, ele precisa calcular muito bem seu plano de voo e contabilizar bem certinho qual a equipe de controladores que deixará em terras paulistas.</p>



<p>Ronaldo Caiado é o peculiar caso de moinho de vento que está virando Dom Quixote e topa até ser uma espécie de Sancho Pança dessa novela sórdida que é o roteiro que a própria extrema-direita traça para tentar voltar ao poder. Repudiado por Jair Bolsonaro como legítimo representante da raça, Caiado ficou latindo de fora do canil o tempo inteiro dizendo que era um deles. Latiu, ganiu, latiu, choramingou&#8230; até apegou a uma nesga de informação – a de que Bolsonaro poderia apoiar um cenário de vários extremistas candidatos no campo bolsonarista – e passou a defender a mesma tese, mesmo à guisa de confirmação se o ex-presidente (quase presidiário) disse isso mesmo. Dono de uma trajetória política muito mais robusta do que a de Tarcísio de Freitas, tendo passado por vários mandatos na Câmara, por um meio mandato de senador, por dois mandatos de governador de Goiás, e até mesmo tendo sobrevivido politicamente a duas derrotas eleitorais – em 1989, para presidente, e em 1994, para governador do seu estado – Caiado devia ter tido a sabedoria de pôr como candidato a presidente sem a chancela de Jair Bolsonaro. Humilhou-se em busca dela, nunca a obteve, não tem a confiança do presidente de seu próprio partido, uma criatura egressa dos lodaçais malcheirosos da política pernambucana chamado Antonio Rueda, e está nesse momento contentando-se com migalhas de atenção dos extremistas. Quem não se dá ao respeito fica à disposição para usufruto da choldra. Ronaldo Caiado está nessa situação.</p>



<p>Por fim, Romeu Zema. Tenho, contudo, pudores e pruridos para tratar do tema aqui, uma vez que nunca me vi analisando personagens de programas de humor. É o que Zema: uma piada. De mau gosto, mas uma piada. É um zé-mané milionário, herdeiro, tentando se vender como um zé-ninguém. É dono de um raciocínio típico dos muares, mas quer ser visto como um <em>border collie</em> do bolsonarismo. Instalou em Minas Gerais o não-governo, a ausência de gestão, e saiu para passear seu modelito mula-sorridente pelo país. Não tenta sequer voar, como Tarcísio. Porém, trota e galopa pelo meio-oeste brasileiro em busca de um naco dos órfãos do bolsonarismo equestre.</p>



<p>A reação bem calibrada e estrategicamente centrada aos golpes do tarifaço de Donald Trump não só revigoraram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como lançaram-no com as turbinas restauradas na cena eleitoral. A reunião ministerial da última terça-feira foi prova disso. Lula recauchutou o programa de governo, restaurou o lema do nacionalismo como bandeira do seu campo político, deu rumo a uma equipe ministerial que muitas vezes para disfuncional, cobrou a devida lealdade a quem lhe deve esse mínimo e anunciou: tem plano de voo, tem bom serviço de monitoramento em solo, sabe reorientar as birutas dos aeroportos por onde tem passado nos últimos 40 anos de política e carrega na lataria uma marca facilmente reconhecível lá fora: a dos estadistas. Falida, tosca, perversa, inconsequente e estúpida, a direita brasileira não soube encontrar caminhos para sair do buraco para onde Jair Bolsonaro, Silas Malafaia, militares extremistas e golpistas em geral a levaram. Será difícil chegar viva no fim do rally eleitoral de 2026.</p>
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		<title>Sentenciados os golpistas, mídia deve buscar reconciliação com vítimas de assassinatos de reputação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 16:01:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Luís Costa Pinto O país caminha para sacramentar a reconciliação com a normalidade da luta política a partir do julgamento do “núcleo crucial” do golpe de Estado dado e derrotado em 8 de janeiro de 2023. Houve um golpe, ele foi freneticamente articulado ao longo de dois anos – desde março de 2021, como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>O país caminha para sacramentar a reconciliação com a normalidade da luta política a partir do julgamento do “núcleo crucial” do golpe de Estado dado e derrotado em 8 de janeiro de 2023. Houve um golpe, ele foi freneticamente articulado ao longo de dois anos – desde março de 2021, como descrevo na reportagem em podcast Os Golpes do Bufão, que estará no ar nas plataformas de streaming a partir de 1º de setembro de 2025, em quatro episódios sucessivos – e os líderes e mentores dessa atmosfera golpista implantada no país a partir de 2016 serão julgados na medida de suas responsabilidades. É assim que tem de ser feito para liberar a pauta da sociedade a fim de que sigamos caminhando para a frente, sem retrocessos, sem escalas de revisionismo débil, como ora ainda ocorre no Brasil. Se é preciso ser assim no mundo da política, também é preciso que seja assim no mundo do jornalismo: eles se misturam, retroalimentam-se e se contaminam mutuamente. O resultado é um ambiente tóxico onde reputações morrem asfixiadas, versões distorcidas vicejam e a necessária frieza analítica sai prejudicada e prejudica a todos.</p>



<p>Nos últimos dias, em razão da necessidade de rever uma postagem que eu havia feito em meu perfil na plataforma X (à época, Twitter) no dia 26 de outubro de 2022, a escassos cinco dias do 2º turno da tensa eleição presidencial daquele ano, atestei as trapaças que a vida pode nos impor quando aceitamos a turbidez do clima político e saímos replicando informações dadas como líquidas e certas mesmo por veículos da mídia tradicional, ou por profissionais do jornalismo que têm uma trajetória de acertos acima da média em suas vidas profissionais. O post em questão já não está mais no ar – apaguei-o em definitivo, como eu mesmo propus durante uma audiência de conciliação para a qual fui chamado em torno do caso, mesmo que ele tivesse tido baixíssima circulação e tenha gerado escassa interação em minha <em>timeline</em>. Por que seguir na desavença se poderíamos estabelecer uma avença? O processo de conciliação me levou a uma reflexão mais ampla e a chamar a mídia para uma reconciliação geral.</p>



<p>Às 17h02min daquele 26 de outubro eu replicava uma postagem de Ricardo Noblat, jornalista do portal Metrópoles. Pouco mais de uma hora antes, Noblat havia feito o que chamo de “salve memória” em seu blog pessoal ancorado no Metrópoles: dizia que Alexandre Machado, servidor concursado do Tribunal Superior Eleitoral que havia sido demitido pelo então presidente da Corte, Alexandre de Moraes, na manhã daquele dia, tinha sido o responsável por um erro jornalístico paradigmático no ano 2000 e que havia levado o jornal Correio Braziliense à célebre manchete “O Correio Errou”. Com base na informação oficial do TSE, atestando que a demissão do servidor público se dera por “indicações de reiteradas práticas de assédio moral, inclusive por motivação política, que serão devidamente apuradas”, todos os veículos de mídia distribuíram seus conteúdos esquentando mais, ou menos, a informação-base. Machado havia alertado a estrutura do Tribunal que uma rádio determinada de Uberaba, em Minas Gerais, havia deixado de veicular a propaganda presidencial do PL de Jair Bolsonaro. Espertamente, advogados do PL usaram o alerta interno para abrir um pedido de investigação da campanha e denunciar “manipulação” da eleição – como pedia o manual de fabricação de golpe pelo bolsonarismo. A conduta profissional do servidor público, entretanto, não estava associada ao ato de campanha bolsonarista. Porém, foi assim que a sobreposição de atos foi lida e passado adiante naqueles tempos tão estranhos de guerra política. Em razão da espiral de fatos, elementos indiciais e suspeitas, para que tudo coubesse em breves 276 caracteres, eu mesmo escrevi que Machado havia sido &#8220;plantado&#8221; no TSE por Bolsonaro. Não foi, claro, por mais que o uso de seus alertas internos pela linha de frente bolsonarista tenha sugerido isso a diversos jornalistas. Nas guerras, como sabemos, a primeira a morrer é a frieza da verdade.</p>



<p>Em cima do que todos os portais passaram a noticiar naquele início de tarde 26 de outubro de 2022, Ricardo Noblat tirou de seu arquivo pessoal a história do erro em manchete que tanto pesa em sua trajetória de diretor de redação do Correio Braziliense e restaurou na mídia algo que tinha provocado impactos enormes e insondáveis na alma do antigo repórter Alexandre Machado. O peso do erro foi colocado sobre seus ombros. Ele tinha pouco mais de 20 anos à época. Hoje, rechaça a responsabilidade pelo erro do jornal – que foi um erro editorial, coletivo, fruto da permeável teia de controles de qualidade da informação que a publicação tinha. Agora, à luz de tudo o que já aprendemos sobre assédio moral, Machado se crê vítima de um enorme caso desse gênero. Com a replicação das notícias de sua demissão do TSE no curso de um processo que lhe imputava alguma forma de militância partidária, e que ele não conseguiu refutar de pronto em meio à polifonia de acusações daquela agenda de 2022, ainda teve de lidar com a pesada lembrança de um episódio que o havia destruído como profissional de jornalismo. Destruiu-o moralmente, internamente, no seu âmago, a ponto de tê-lo feito sair das redações pouco depois. Abraçou a assessoria de imprensa, concluiu outra graduação e se tornou servidor público da Justiça Eleitoral mediante concurso. Numa postagem ligeira, o tal “dedo nervoso” que nunca é bom conselheiro em ambientes turvos como o da campanha de 2022, repostei a postagem de Noblat e ainda deixei de dar a origem das informações (os principais veículos da mídia tradicional e mesmo a comunicação do TSE) que nos levavam (a mim, a Noblat, a vários outros jornalistas) a associar o servidor público à campanha do PL.</p>



<p>A partir desse ponto, olhando para trás, colocando-me na posição de Alexandre Machado, com quem não tenho nenhuma amizade ou inimizade particulares, revivi na memória os dois episódios de tentativa de assassinato de reputação que eu mesmo sofri. Ocorreram em 2004 e em 2005 (este, com uma recidiva depois, em 2011) e não perderei tempo em narrá-los aqui, pois estão muito bem contados no volume 3 de <em><u>Trapaça – Saga Política no Universo Paralelo Brasileiro</u></em>. Os dois processos de ataques à minha reputação, que só alvejaram o meu conceito, deram-se em razão de leituras políticas que terceiros tinham de mim. Não destruíram a minha reputação, construída com atuação de quase 40 anos de profissão, mas, momentaneamente, atingiram meu conceito público. Ao longo de duas décadas, tenho tratado de reconstituir a verdade dos fatos sobre a minha própria história profissional por meio de livros, roteiros para séries e podcasts e também dando sequência a uma atuação que leva as pessoas a me verem sob a minha perspectiva. Isso é bom, gratificante. Porém, dá um trabalho imenso. Disse a Machado que o vejo nessa mesma condição: ele é vítima, na projeção de sua autoimagem e nas consequências que essa guerra gerou para a vida profissional dele, desses tempos tão estranhos de propagação de ódios e de preconceitos vis. É preciso parar com isso, fazer também uma conciliação na mídia – tradicional ou não – e uma reconciliação com os métodos de produção jornalística.</p>



<p>É preciso estar alertas para a impropriedade de replicar informações de terceiros, mesmo a origem delas vindo de veículos tradicionais de informação, sem dar o endereço dessa origem e sem fazer uma checagem – mínima que seja – do impacto e da veracidade daquela informação. É preciso estar alertas para a impropriedade de replicar uma informação “histórica” difusa, como a culpa pela manchete “O Correio Errou”, sem voltar ao contexto original – porque corremos o risco de funcionar apenas como chanceladores de versões (o que, no caso, creio que foi o que se deu). É preciso que todos que, de alguma forma, temos peso no auxílio de formação de opinião pública, não deixemos que nossos “dedos nervosos” sejam usados para acionar gatilhos que levem a assassinatos de reputação. Sofri isso na pele. Sei como é duro, lento e doloroso o processo de reconstrução pública. Este é o momento para parar e refletir sobre isso porque é o momento em que as instituições públicas, republicanas e democráticas, estão se preparando para promover o mais simbólico julgamento de uma camarilha que foi a responsável pela criação desse ambiente tóxico entre nós. Todo o processo que levou o “núcleo crucial golpista” a sentar no banco dos réus obedeceu aos mais estritos ditames da Lei, da Constituição e do Código de Processo Penal. Que sejam julgados e recebam a pena máxima pelas culpas que têm nesse vertiginoso adoecimento da sociedade brasileira. E que esse momento nos inspire a voltar, também, à normalidade jornalística e nos permitam focar nos fatos – e não nas versões trazidas por outrem e que, replicadas, destroem mundos particulares.</p>
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		<title>Filósofo Marcos Nobre antevia trama golpista de Bolsonaro já em 2021. Fux viveu-a dentro do STF</title>
		<link>https://plataformabrasilia.com.br/cronica/filosofo-marcos-nobre-antevia-trama-golpista-de-bolsonaro-ja-em-2021-fux-viveu-a-dentro-do-stf/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2025 17:46:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No livro “O Procurador” fica claro que o 8 de janeiro de 2023 começou a ser urdido com método por Jair Bolsonaro e seus militares adestrados três anos antes da intentona golpista Por Luís Costa Pinto O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, integrante da 1ª Turma do STF que julga a ação Penal [&#8230;]</p>
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<p><em>No livro “O Procurador” fica claro que o 8 de janeiro de 2023 começou a ser urdido com método por Jair Bolsonaro e seus militares adestrados três anos antes da intentona golpista</em></p>



<p><strong><u>Por Luís Costa Pinto</u></strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>O</strong> ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, integrante da 1ª Turma do STF que julga a ação Penal 2668 em que Jair Bolsonaro, Braga Neto e Augusto Heleno, entre outros, são réus por tentativa de golpe de Estado, deveria ter sido mais duro em sua inquirição ao ex-presidente e aos ex-generais de pijama na última terça-feira 10 de junho. Em “O Procurador”, livro lançado em setembro de 2024 (<em>Costa Pinto, Luís – <strong>Geração Editorial</strong></em>) que escrutina a passagem de Augusto Aras pela Procuradoria Geral da República, um trecho crucial descreve a gênese da trama golpista ainda em 2021. A obra trata de citar, ainda, entrevista visionária do filósofo Marcos Nobre publicada em 6 de setembro de 2021. A Plataforma Brasília traz, a seguir, essa passagem fundamental de “O Procurador”:</p>
</blockquote>



<p><strong>“</strong><strong>O</strong> dia 6 de agosto de 2021 amanheceu com as edições impressa e virtual do jornal <em>Folha de S Paulo</em> brindando seus leitores com uma entrevista do filósofo e cientista político Marcos Nobre, concedida ao repórter Naief Haddad, que é um primor de antevisão analítica do que estava acontecendo no País e de como as coisas poderiam se desenrolar. Filho do ex-deputado federal Freitas Nobre, uma das vozes mais combativas na resistência à ditadura militar instalada a partir do golpe de 1964, Marcos Nobre alertava que o 7 de setembro daquele ano era a preparação milimetricamente organizada de uma ruptura institucional. E que ela levaria tempo. “O que Bolsonaro deseja é uma invasão do Capitólio organizada”, afirmava, referindo-se à tentativa de golpe de Estado empreendida em 6 de janeiro daquele mesmo 2021 nos Estados Unidos, quando Donald Trump quis evitar a consumação do resultado da eleição em que foi derrotado para Joe Biden (candidato Democrata). “A desarticulação da sociedade é tão grande que a impotência vira virtude. É como se a situação pudesse ser resolvida sozinha, como se a inércia fosse a melhor posição (‘não precisamos fazer nada, Bolsonaro já está derrotado’). Não temos um final feliz garantido”, disse ele a Naief Haddad.</p>



<p>Lida após tudo o que vivemos depois daquele 7 de setembro da primeira grande intentona golpista de Jair Bolsonaro, a entrevista de Nobre se revela uma projeção lapidar excepcional e vale a pena ser revisitada em tópicos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>“S</em></strong><em>e a expectativa é: vai ter um golpe em 7 de setembro? Não, não vai. Se a expectativa é: é uma preparação para o golpe? É. Na verdade, é um exercício de mobilização de tropas, dá um efeito importante, esperar um golpe que não vem. Aí se faz um novo exercício e, mais uma vez, é um golpe que não vem. Quando vem, você está despreparado para ele. Todo mundo compara o que o bolsonarismo pode fazer com a invasão do Capitólio, mas o episódio nos EUA foi muito desorganizado. O que Bolsonaro planeja é uma invasão do Capitólio organizada. Mais de um ano antes da eleição, ele começa a organizar como se dissesse: ‘Quando for para fazer, que não seja aquela bagunça dos EUA, aqui tem que ser bem feito’. Para tanto, ele precisa dessa mobilização no 7 de Setembro.</em><strong><em>”</em></strong></li>



<li><strong><em>“D</em></strong><em>esde que se apresentou como candidato, o objetivo de Bolsonaro é dar o golpe. Há três caminhos para isso: a via eleitoral pura, um golpe antes da eleição e um golpe combinado com a eleição. É claro que o golpe pela vitória eleitoral seria mais simples para ele, mas, não tendo esse, há as outras duas opções, dependendo de como ele continuar. E ele continua muito bem posicionado para realizar qualquer um desses três caminhos. (&#8230;) O problema é o desequilíbrio entre esse projeto dele e o campo democrático brasileiro, que continua fazendo cálculos meramente eleitorais. O campo democrático joga amarelinha enquanto o Bolsonaro está montando um octógono de MMA, essa é a diferença. O campo democrático só pensa em termos eleitorais; para Bolsonaro, não existe esse limite. Essa clareza sobre o verdadeiro projeto do Bolsonaro tem se espalhado, mas ainda não é suficiente para unir o campo democrático. E a prova maior é que não houve impeachment. É um sinal desse desequilíbrio: de um lado, uma sociedade acostumada com regras democráticas e que, portanto, só pensa em termos eleitorais; do outro, alguém disposto a destruir a democracia. Em vez de pensar em como defender a democracia para que exista eleição, esse campo fica fazendo cálculo eleitoral, avaliando como cada passo vai beneficiar o candidato A ou B. Não quero dizer que cálculos eleitorais não sejam importantes. São muito, precisamos continuar apostando que teremos eleições. Mas isso não significa ignorar o outro lado, que não se restringe a isso. Por isso, é hora de parar de falar em arroubos e bravatas. Não é nem uma coisa nem outra, são etapas de um cronograma de um golpe. Vamos parar de usar palavras inadequadas.</em><em>”</em></li>



<li><strong><em>“H</em></strong><em>oje </em>(6 de setembro de 2021, registre-se)<em>, o cenário mais provável para ele (Bolsonaro) é uma combinação de eleição com golpe, o que significa chegar ao segundo turno —e Bolsonaro tem plenas condições de fazer isso, principalmente se não houver uma candidatura de direita não bolsonarista. Se ele sair derrotado por uma diferença de, vamos dizer, 60% a 40%, estão dadas as condições para o golpe. E não é nem um pouco irrealista imaginar um cenário assim. O objetivo dos bolsonaristas é diminuir ao máximo a margem em relação à candidatura Lula (se for mesmo o Lula em um segundo turno) para poder criar um clima necessário para um golpe. É preciso ter um apoio muito grande contra o golpe para que ele não aconteça, o que implica um pacto da esquerda e da direita não bolsonarista. Sem esse pacto, o Bolsonaro sai na frente porque o objetivo dele não é eleitoral, a eleição é só mais um dos elementos no cronograma do golpe. E o outro lado está pensando só em termos eleitorais.</em><strong><em>”</em></strong></li>



<li><strong><em>“S</em></strong><em>obre as Forças Armadas, a gente não sabe. Sobre as polícias, a gente sabe muita coisa e o que se sabe é preocupante. As polícias são estudadas por vários centros de pesquisa competentes e, por isso, temos elementos para dizer que o bolsonarismo nessas corporações é muito significativo e radicalizado. No caso das Forças Armadas, temos muito impressionismo, as pessoas acham isso ou aquilo. O que podemos dizer de objetivo em relação a elas é que não vão apoiar um golpe se houver uma grande organização em defesa da democracia. Se o Bolsonaro conseguir criar um clima de divisão do país, que é o que ele vai tentar fazer até o ano que vem, radicalizando a população, aí, de fato, é muito difícil imaginar o que as Forças Armadas poderão fazer. Bolsonaro sabe que precisa de organização. E o 7 de Setembro é a demonstração da organização, da mobilização e da capacidade de ação. (&#8230;) É uma manobra militar.</em><strong><em>”</em></strong></li>
</ul>



<p><strong>O </strong>teatro daquelas manobras estava demarcado: o Eixo Monumental, em Brasília, no trecho em que se localiza a Esplanada dos Ministérios, e a Avenida Paulista, em São Paulo. Nos dois pontos, o então presidente Jair Bolsonaro discursaria presencialmente para uma massa de apoiadores cuidadosamente inflada e inflamada por seus movimentos prévios de articulação via redes sociais e perfis que lhe eram simpáticos na internet.</p>



<p>Na Capital da República, a segunda-feira de ponto facultativo nas repartições públicas e data “imprensada” entre um fim de semana e o feriado nacional do dia seguinte, permitiu que trios elétricos, caminhões, tratores e barracas montadas por apoiadores dos atos minuciosamente organizados a partir de uma retórica evidentemente golpista e de afronta às instituições estacionassem ao largo das calçadas do Eixo Estrutural e no vão da Rodoviária de Brasília, justo no acesso principal à via que dá acesso aos prédios ministeriais e ao Congresso Nacional. Dali, são dois quilômetros até a Praça dos Três Poderes, onde estavam localizadas as entradas principais das sedes do próprio Parlamento e do Supremo Tribunal Federal – alvos da ira dos bolsonaristas fermentada pelos discursos do presidente. A distância seria percorrida num movimento de invasão cadenciada da Esplanada. Tudo estava coreografado pelos estrategistas bolsonaristas e eles contavam com a adesão e a inação da Polícia Militar do Distrito Federal. Porém, aquartelados e em estado de prontidão em razão das negociações silenciosas estabelecidas pela Procuradoria Geral da República, pelo Conselho Nacional do Ministério Público e mesmo por ministros do STF, com a ciência e anuência dos comandantes militares, o apoio esperado pelos manifestantes – a inércia da PM – não ocorreu da forma pretendida. Foi por pouco.</p>



<p>Até o meio da tarde do dia 6 o bloqueio à invasão de veículos – ônibus, caminhões, tratores, carros de passeio – à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, funcionou. A partir das 17h, contudo, a primeira barreira da operação de segurança conhecida como “escudo do Planalto” foi facilmente superada pelos veículos congregados pelos bolsonaristas. Manifestantes e seus veículos de apoio avançaram da Rodoviária até a altura da Catedral da cidade, encurtado para apenas um quilômetro e meio a distância que os separava da Praça dos Três Poderes. O policiamento parecia extremamente permeável ao avanço dos militantes pró-Bolsonaro, que haviam atendido à convocação de comparecerem aos atos de protesto e repúdios contra os poderes Judiciário e Legislativo. Às 19h30 do dia 6 a segunda das três barreiras de contenção dos manifestantes e dos automóveis foi rompida sem resistência militar e uma horda começou a se deslocar na direção das sedes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Àquela altura, os dispositivos de segurança do Judiciário e do Legislativo já haviam sido acionados em alerta vermelho.</p>



<p>Parecia que a primeira tentativa de golpe de Estado tentado por Bolsonaro, com ele ainda sentado na cadeira presidencial, caminhava inexoravelmente para ser bem-sucedida. Mas, entrou em cena Luiz Fux, uma personagem que passeava ao largo das articulações preventivas entre a PGR e colegas seus, os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que acompanhavam com maior proximidade o garroteamento do apoio das polícias militares e mesmo dos comandos militares das Forças Armadas à convocação da intentona bolsonarista. O então presidente do Supremo Tribunal Federal telefonou para o ministro da Defesa e general da reserva Walter Braga Netto num tom ameaçadoramente resignado e frio. Braga Netto havia assumido o Ministério da Defesa em 29 de março daquele ano, quando o também general Fernando Azevedo e Silva deixou o posto junto com os comandantes das três forças militares. Embora tivessem integrado os núcleos quarteto discordava do rumo dado por Bolsonaro à escalada conflituosa entre as instituições republicanas e aquilo que acreditava liderar: o poder militar.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; – Ministro, eu não vou pedir GLO. Já disse isso ao general Matsuda – disse Fux ao militar que se vendia como cavalo do cão para fora do círculo íntimo de Bolsonaro, mas, era na verdade uma espécie de borra-botas do capitão que o chefiava.</p>



<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal fazia referência à Garantia da Lei e da Ordem, que seria executada pelas Forças Armadas caso o presidente do STF pedisse o acionamento do dispositivo constitucional ao presidente da República. Era tudo o que Bolsonaro queria, assim como os bolsonaristas golpistas invocaram a mesma GLO em 8 de janeiro de 2023 (<em>discorreremos sobre isso no capítulo seguinte. Contudo, era o padrão, como anteviu o filósofo Marcos Nobre</em>). O general Yuri Matsuda era o Comandante Militar do Planalto naquele momento. Luiz Fux foi além ao explicar o porquê de não pedir GLO ao então ministro da Defesa:</p>



<p>– Há atiradores de elite que eu ordenei que fossem estrategicamente colocados na laje do prédio do Supremo Tribunal Federal. Vou mandar que abram fogo contra quem quiser invadir o STF e se eles romperem o terceiro bloqueio na Esplanada dos Ministérios. Já romperam dois. Se romperem o terceiro, darei ordem de atirar. Estou dentro do Supremo, e daqui não sairei.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Braga Netto desligou o telefone com Fux e consultou o então procurador-geral da República, Augusto Aras, para saber se o presidente do Supremo Tribunal Federal podia fazer o que ameaçava fazer naquele 7 de setembro de 2021.</p>



<p>– Pode, claro. E ele está certo – respondeu Aras.</p>



<p>Jair Bolsonaro foi então avisado pelo seu aparelho militar que haveria uma dura repressão às hordas de apoiadores seus que compareciam a Brasília convocados por ele e por meio de suas redes e de seus perfis golpistas em aplicativos de mensagens. Fux fez seu recado chegar, com idêntica gravidade, ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.</p>



<p>– O que ele quer que eu faça? – chegou a perguntar Ibaneis a um interlocutor comum dele e de Fux. Ouviu uma resposta em revés:</p>



<p>– Que ponha a Polícia Militar para controlar o povo na Esplanada e mantenha a terceira e última barreira de acesso ao Congresso e ao STF – mandou dizer o presidente do Supremo à época.</p>



<p>A partir dali os soldados da Polícia Militar do Distrito Federal pareciam ter girado uma chave de comando. Mudaram a postura no trato com os manifestantes bolsonaristas. Os bloqueios foram restaurados, as abordagens se tornaram ríspidas e houve até mesmo a ocorrência de altercações isoladas entre PMs e manifestantes – com uso da força militar na contenção de bolsonaristas mais exaltados. O terceiro e último bloqueio que continha o acesso ao Supremo e à entrada principal do Congresso não foi rompido. Na manhã do dia 7 de setembro Jair Bolsonaro pôde discursar diante dos apoiadores arregimentados para ouvi-lo – e cometeu crimes, tanto ali quanto à tarde, na Avenida Paulista, em São Paulo, para onde se deslocou no meio do dia.<strong>”</strong></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://plataformabrasilia.com.br/cronica/filosofo-marcos-nobre-antevia-trama-golpista-de-bolsonaro-ja-em-2021-fux-viveu-a-dentro-do-stf/">Filósofo Marcos Nobre antevia trama golpista de Bolsonaro já em 2021. Fux viveu-a dentro do STF</a> apareceu primeiro em <a href="https://plataformabrasilia.com.br">PLATAFORMA BRASÍLIA</a>.</p>
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		<title>“Mensalão” foi criação de Roberto Jefferson e gênese da Lava Jato. Mídia recalcada celebra 20 anos da farsa e traz de volta rótulos contra Lula, PT e esquerda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 17:08:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2005, o governo e seus aliados erraram nas primeiras reações às mentiras ditas pelo presidente do PTB à Folha de S Paulo. Agora, escutam calados a consolidação das versões como “memória histórica”. O preço dessa letargia virá em 2026 &#160;&#160; Por Luís Costa Pinto No domingo 5 de junho de 2005, quando afirmou à [&#8230;]</p>
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<p><em>Em 2005, o governo e seus aliados erraram nas primeiras reações às mentiras ditas pelo presidente do PTB à Folha de S Paulo. Agora, escutam calados a consolidação das versões como “memória histórica”. O preço dessa letargia virá em 2026 &nbsp;&nbsp;</em></p>



<p><strong><em><u>Por Luís Costa Pinto</u></em></strong></p>



<p>No domingo 5 de junho de 2005, quando afirmou à jornalista Renata Lo Prete que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pagava uma mesada a deputados aliados para que votassem com os projetos do Executivo, o presidente do PTB estava mentindo.</p>



<p>A entrevista foi a manchete do jornal paulista no dia seguinte e provocou uma crise política que pôs Lula, o PT e a esquerda ante uma tentativa de impeachment destinada a abreviar a passagem daquele campo político pelo poder.</p>



<p>Lo Prete e a Folha não erraram em publicar o que dizia o então deputado: era notícia, de fato. Jefferson brincava de ser base do Palácio do Planalto até ali, mesmo com asco mútuo. Mas, todos erraram de caso pensado ao ocultar as origens dos maus bofes do petebista.</p>



<p>A força popular de Lula e de suas pautas de Estado, focadas em promover o resgate dos estratos mais miseráveis de um dos países mais desiguais do planeta, e a covardia de uma oposição que temeu a guerra que seria aberta nas ruas com um processo extemporâneo de deposição, preservaram o mandato presidencial.</p>



<p>Roberto Jefferson decidiu falar o que falou porque caiu numa armadilha retórica montada pela revista Veja. A publicação, que não quis mudar de última hora a capa que iria às bancas no sábado 4 de junho, era para ter sido ou <em>outdoor</em> da entrevista. Reticente em ser ágil, perdeu o “furo” e voltou a correr atrás para reingressar na história.</p>



<p>Uma semana antes, Veja tinha publicado um vídeo contendo pedido de propina por parte de um gerente dos Correios nomeado pelo PTB e demandado para ampliar as arrecadações extracurriculares da sigla presidida por Jefferson.</p>



<p>A gravação foi feita pela estrutura de assessoria de informação de Carlos Augusto Ramos, “empresário do ramo de jogos de azar”, como a revista da Editora Abril se referia à sua grande fonte de notícias do período compreendido entre 2003 e 2012. Era parte de um jogo de lobby empresarial destinado a forçar a estatal a crescer contratos com fornecedores próximos ao criador do termo “mensalão”. Conto essa história em detalhes no livro “Cachoeira – o bicheiro da República” que está indo para o prelo nos próximos dias.</p>



<p>Jefferson tinha por antagonista dentro do Planalto o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Os dois eram desafetos desde a CPI do PC, em 1992, quando foram os líderes de batalhões opostos no processo que levaria ao impeachment de Fernando Collor de Mello. Em 2003, usando uma outra gravação produzida por Cachoeira, mas, não vazada por ele, a revista Época, das Organizações Globo, tinha tentado derrubar Dirceu do governo.</p>



<p>Não conseguiu: as imagens, de 2002, mostravam um auxiliar da Casa Civil pedindo propina para si ao “empresário do ramo de jogos de azar” que àquela altura era o concessionário legal da operação da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). O ministro, coração, cérebro e pulmão do primeiro Palácio montado por Lula, não caiu. Ficou fraco e cambaleante.</p>



<p>O presidente do PTB sabia dos flancos abertos e usou sua verborragia e imensa oportunidade midiática para balançar o pilar roto da administração e derrubar “o capitão do time”, como o presidente se referia a Dirceu. A catatonia paralisante do PT só foi rompida pela aliança de personalidades externas ao partido e com liderança sobre bancadas no Congresso – Eduardo Campos e Ciro Gomes, do PSB, Renan Calheiros, José Sarney e Eunício Oliveira, do PMDB, José Múcio e Walfrido dos Mares Guia, do PTB, Aldo Rebelo (!), do PcdoB – que mergulharam no processo político e ajudaram a resgatar o trem palaciano que descarrilhava.</p>



<p>Lula se reelegeu em 2006 com uma aliança de campanha ampliada, fez um segundo mandato retumbante em resultados sociais e elegeu Dilma Rousseff sucessora. Em 2014, com Dilma reeleita sob o veredito popular de que o PSDB não retornaria mais ao poder, a costura de narrativas ensaiada na mentira do “mensalão” de Jefferson renasce embaixo do guarda-chuva mefistofélico da Operação Lava Jato. Amalgamando todas as mentiras, a mídia tradicional brasileira e seu festival de recalques, opiniões toscas e reportagens desprovidas da matéria-prima básica: a verdade.</p>



<p>Por algum tempo, a “República de Curitiba” enganou quase todo mundo em todos os lugares com as teses persecutórias da Lava Jato. Parecia que o país havia desmoronado numa enxurrada de atos de corrupção. Nada era sólido, em que pese o volume de condenações avexadas e viciadas, e tudo desmanchou no ar.</p>



<p>Lula, o PT e a esquerda enfrentaram o Estado Para-Legal do lavajatismo por dentro do sistema. Aceitaram as condenações, cumpriram as penas e foram contestar sentenças e legitimidade de juízes com as leis, as normas e a Constituição nas mãos. Venceram. Reagrupados em batalhões de diapasões amplos, deram musculatura à resistência democrática empreendida no país contra a trágica “Era Bolsonaro”. Vencemos todos.</p>



<p>Eleito para um terceiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva faz um governo de reconstrução das instituições, do aparelho de Estado, da máquina pública e da agenda de prioridades nacionais. Sabidamente, seria difícil que resultados populares surgissem logo. Erros e vicissitudes da vaidade humana refletidas em disputas internas dificultam ainda mais a velocidade de compreensão desses resultados.</p>



<p>Perturbada porque sabe que perdeu o protagonismo e a relevância, porque viu regressar ao poder da República, pelos meios democráticos, o lado político que sempre desejou derrotar humilhantemente, ainda quarando os próprios recalques no varal da incompetência, a mídia tradicional voltou a querer ser formadora de opiniões e de maiorias políticas. É por isso que celebram os “20 anos do mensalão”, um episódio que na verdade é vexatório para o Estado de Direito. O que disse Roberto Jefferson a Renata Lo Prete naquela entrevista de duas décadas atrás era uma mentira. A Ação Penal 470 provou que não havia “mensalão”, mesmo que 24 pessoas tenham sido condenadas a penas diversas por crimes outros que os ministros do Supremo Tribunal Federal da época julgaram existir. Contudo, “mensalão” não havia.</p>



<p>Celebrar 20 anos do “mensalão” é se jactar de um cretinismo. A Democracia brasileira e nosso Jornalismo que hoje respira por aparelhos merecem memória melhor do que essa. Restaurar a mentira, agora, é exercício retórico para manter a esquerda enclausurada em um cerco de acusações que não soube responder – nem há duas décadas, nem agora (e essa incompetência contemporânea é indesculpável).</p>
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		<title>Sozinhos, Lula e o PT não terão força para preservar a Democracia. É preciso ampla aliança contra retrocessos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 14:31:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É hora de arquivar as mágoas e guardar as mesquinhezes para uma vez mais, salvar o País. Agora, com um petista no comando, porém, sem o PT como hegemônico na formação das chapas &#160; Por Luís Costa Pinto Em 2026, espero ter de votar mais uma vez em Luiz Inácio Lula da Silva com fé [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>É hora de arquivar as mágoas e guardar as mesquinhezes para uma vez mais, salvar o País. Agora, com um petista no comando, porém, sem o PT como hegemônico na formação das chapas &nbsp;</em></p>



<p><strong><em><u>Por Luís Costa Pinto</u></em></strong></p>



<p>Em 2026, espero ter de votar mais uma vez em Luiz Inácio Lula da Silva com fé e convicção de que os anos de 2027 a 2030 será a primeira quadra do resto de nossas vidas. Não quero, novamente, dar um voto agoniado com o propósito e a missão de salvar o País.</p>



<p>Desde a restauração democrática, as únicas vezes em que não votei em Lula ou no PT para a presidência da República foram o 1º turno de 1989 (fui de Mário Covas) e no 1º turno de 2014 (fui de Marina Silva porque iria de Eduardo Campos, convictamente). Em 2010, votei em Dilma Rousseff nos dois turnos; em 2018, em Fernando Haddad. No ano que vem, não poderemos seguir na dependência exclusiva da monumental biografia política de Lula para estarmos seguros de que o Brasil não cairá em aventuras extremistas e antidemocráticas.</p>



<p>O Partido dos Trabalhadores, única agremiação política digna dessa definição, resistiu ao desmonte do nosso sistema democrático promovido desde 2005 com afoiteza e método por “operadores do Direito”. A turma da &#8220;delenda, Democracia&#8221; estava aliada a cínicos agentes do mercado financeiro e a hipócritas consorciados em parcela da mídia. O PT foi vítima do processo, mas resistiu. Foi o único. Agora, precisa ter &nbsp;grandeza para compreender que em 2026 talvez seja hora de dar um passo atrás na ocupação de espaços do Executivo para preservar os imensos avanços institucionais conquistados desde 1985, quando derrotamos a ditadura militar.</p>



<p>Em 2022, faltou coragem aos militares usurpadores e eles não assumiram plenamente o projeto de retrocesso. Daí, usaram a carcaça de Jair Bolsonaro para tentar se manter no poder. Só foram derrotados porque a alternativa na urna era a colossal dimensão política de Lula. Fosse outro, estaríamos hoje num atoleiro histórico e sangrento. Sabíamos todos, no campo democrático, que à vitória se sucederia uma duríssima tarefa de reconstrução institucional, de reequipamento do Estado com ferramentas básicas de gestão e de cauterização das más e toscas ideias que pululavam das mentes insanas que ocuparam o poder na trágica “Era Bolsonaro”.</p>



<p>O ex-presidente e seus militares covardes, com o auxílio canalha de civis apadrinhados pelo capital financeiro, ainda quebraram o Tesouro Nacional na vã tentativa de reeleger aquele projeto de hecatombe. Jair Bolsonaro esgarçou o caixa da União e quase vence o lado iluminado da Força tendo por aliado Arthur Lira, na Câmara dos Deputados, um Tribunal de Contas da União que se amoldou às circunstâncias e fez vistas grossas a inúmeras irregularidades cometidas naqueles tempos, a Ordem dos Advogados do Brasil, o Conselho Federal de Medicina e outros órgãos da sociedade civil organizada que abdicaram de seus papéis de fiscalizadores e coatores do jogo democrático. Foi por pouco.</p>



<p>No exercício do poder, e em decorrência da entressafra pouco feliz de lideranças intermediárias, o PT tem dificultado as alavancagem e a viabilidade eleitoral do melhor nome que possui (excetuado o próprio Lula) para disputar o voto popular em 2026: Fernando Haddad. O presidente da República, por sua vez, está preso por tempo demais num Palácio do Planalto onde ecoam excessivamente os petardos dos anos de chumbo vividos na resistência, no período 2016/2022. O resultado disso é um governo de recuperação da máquina pública, com excelente desempenho macroeconômico – crescimento, geração de empregos, redução de déficit primário e inflação controlada, apesar de se encontrar em patamar mais elevado que o recomendável – todavia, disfuncional politicamente e sem um projeto majoritário que pareça homogêneo aos olhos do eleitor não-petista.</p>



<p>Lula assumiu o 3º mandato evitando dizer se disputaria a reeleição ou não, driblando armadilhas retóricas montadas em entrevistas. Fazia o certo. Mais correto ainda seria deixar claro que ele voltava à presidência para operar uma transição, depois de tirar o Brasil das páginas de uma tragédia que estava a ser escrita. As lideranças de média envergadura do PT precisam ampliar o diapasão das próprias metas, agarrar as oportunidades que o presidente lhes deu e tratar de abrir as velas dos projetos de poder. Se não cuidarem disso rapidamente, os índices de avaliação da administração ficarão onde estão, a imagem pessoal de Lula seguirá registrando dificuldade para se levantar do patamar atual, o pior de toda a sua rica trajetória, e a manutenção do governo nas mãos de um grupo que tem responsabilidade social e valores democráticos estará sob risco permanente até a contabilização do último voto em outubro do ano que vem.</p>



<p>O maior legado de Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro de 2027 será conservar a faixa presidencial para passá-la a um sucessor ou sucessora para quem a Democracia seja valor caro; para alguém que preze a história de reconstrução de nossas instituições depois de vencida a ditadura; para uma personagem forjada nas lutas destinadas a fazer a sociedade convergir até um ambiente de convívio pacífico entre pessoas de raças, credos, religiões e orientações sexuais diferentes. Lula, com sua força moral intangível, precisa atrair o PSD para uma aliança eleitoral conservando PSB, PcdoB, Rede e PSol nela, além de ampliá-la eventualmente para o MDB e outras siglas ainda menores. Isso é mandatório olhando o cenário de guerra ideológica que permaneceu montado para a próxima campanha.</p>



<p>A arte da edificação dessa Torre de Babel partidária estará unicamente nas hábeis mãos do ex-sindicalista e ela passa, necessariamente, pelo soerguimento de palanques amplos e generosamente abertos nos estados. Ao PT estará dada a missão de retornar às bases da sociedade a fim de eleger bancadas soberbas na Câmara, no Senado e nas Assembleias Legislativas para a promoção de uma espécie de <em>restart</em> da caminhada política que nos conduziu de 1979 a 2014, quando fizemos uma belíssima jornada impondo a derrota aos generais, dando saltos civilizatórios na Assembleia Nacional Constituinte, promovendo um impeachment (o de 1992) com base no Estado de Direito e vendo dois presidentes passarem a faixa a sucessores democraticamente eleitos: Fernando Henrique Cardoso e o próprio Lula. O ciclo se interrompeu com o impeachment ilegítimo de Dilma Rousseff. É hora, contudo, de arquivar as mágoas e guardar as mesquinhezes para uma vez mais, salvar o País. Agora, com um petista no comando, porém, sem o PT surgir necessariamente como hegemônico na formação das chapas. &nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>A tragédia gloriosa que Trump protagoniza tem fim previsível: o dele, numa “Operação Valquíria”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2025 21:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1943, oficiais rebeldes da Wermacht, as Forças Armadas nazistas, planejaram um golpe de Estado e o assassinato de Hitler. Deu errado. Foi a tragédia. Agora, a História se repete como farsa? Por Luís Costa Pinto Dará errado, e isso está escrito no Livro dos Destinos da História. Mas, inculto e incivil, aético e amoral, [&#8230;]</p>
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<p><em>Em 1943, oficiais rebeldes da Wermacht, as Forças Armadas nazistas, planejaram um golpe de Estado e o assassinato de Hitler. Deu errado. Foi a tragédia. Agora, a História se repete como farsa?</em></p>



<p><strong><em><u>Por Luís Costa Pinto</u></em></strong></p>



<p>Dará errado, e isso está escrito no Livro dos Destinos da História. Mas, inculto e incivil, aético e amoral, Donald Trump teimou em se meter a cavalo do cão nos primeiros dias de retorno ao Salão Oval da Casa Branca na condição de presidente da república dos Estados Unidos da América.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Impôs tarifaço ao aço e ao alumínio comprados do Canadá, do Brasil, do México e da Europa por indústrias norte-americanas: colherá num primeiro momento a paralisia de cadeias produtivas e a alta de preços de produtos manufaturados no mercado interno.</li>



<li>Bravateou a anexação da Groenlândia, do território canadense e do Panamá: excetuando-se o acadelado governo panamenho, assistiu a fortes reações no vizinho do Norte e entre os europeus, sobretudo do Reino da Dinamarca, que detém o controle territorial da Groenlândia. Em situações de crise militar e emergência de segurança como aquelas vividas na esteira dos atentados infames, Canadá, Europa Ocidental e mesmo as grandes nações da América Latina sempre foram aliados de primeira hora na reação a ataques.</li>



<li>Soltou ao vento a idiotia de anexar a Faixa de Gaza aos territórios ultramarinos dos EUA e construir resorts para a choldra de obesos mórbidos produzidos pelo <em>american way of life</em> em escala industrial no território onde se deve erguer o Estado Palestino para consumação de uma justiça histórica e instituição do equilíbrio macropolítico regional.</li>



<li>Determinou a saída dos EUA da Organização Mundial da Saúde e do Conselho de Direitos Humanos da ONU, rompendo um pacto de apoio às causas humanitárias e às agendas civilizatórias que vinha desde o início da reconstrução dos valores da humanidade no pós-2ª Guerra Mundial.</li>



<li>Expediu aviso prévio para cerca de 2 milhões de funcionários públicos federais e iniciou o processo de demissão de toda essa massa de americanos – lá, não há a estabilidade do funcionalismo público como cá, ou em diversos países europeus mais&#8230; humanizados e estáveis&#8230; como França, Alemanha e Itália, por exemplo. As Forças Armadas e os órgãos de inteligência não foram incluídos no furacão demissional. Trump vai precisar deles, afinal, para se manter no poder quando o pega-para-capar se iniciar na sociedade incendiada desses tempos tão estranhos: apenas 25% dos mais de 2 milhões de demitidos serão recontratados, no mais radical dos enxugamentos da máquina pública dos Estados Unidos em toda a História. Faltará quem aperte as carrapetas para manter a estrutura de Governo andando.</li>



<li>Já começou a enviar para os campos de concentração de Guantánamo e para os quintais desumanos de El Salvador, país controlado pelo facínora Bukele, imigrantes que tentaram entrar ilegalmente em território norte-americano e também americanos natos que cometeram crimes inafiançáveis: ou seja, iniciou um novo processo de expatriação de degredados como aquele a que assistimos entre o fim da Idade Média e a alvorada do Renascimento. Isso tudo, sob uma moldura nazifascista dos campos de concentração do Eixo (derrotado com o concurso fundamental e civilizatório da América quando lá era o ponto de inspiração das sociedades democráticas do Ocidente, a outrora “Terra da Liberdade”).</li>
</ul>



<p>Em seus escassos 20 dias de segundo (e último) mandato à testa da Presidência dos EUA, Donald Trump pôs em curso uma agenda compactada de uma década de regime nazista na Alemanha de Adolf Hitler. Tamanha ansiedade e furor para estabelecer cortejo singular de destruição de atos que buscam demolir o Estado Democrático de Direito emula a trajetória facínora do único e nefasto <em>führer</em> alemão. Porém, Hitler consumiu seis anos no processo de desmonte das estruturas basilares da República da Alemanha e jamais precisou vencer eleições para galgar poderes e desmantelar as instituições republicanas.</p>



<p>Trump sucedeu a um presidente fraco, Joe Biden, que comandou um dos mais exitosos mandatos presidenciais americanos do ponto de vista da economia popular e da geração de empregos. Nunca antes na História daquele país se criou tanto emprego, em tão pouco tempo, quanto nos quatro anos de Biden e Kamala Harris. Porém, o americano médio não via a realidade à palma de seus olhos porque estava já doentiamente fanatizado pelo processo de deturpação da realidade promovido por Trump, Elon Musk, Mark Zuckeberg, Steve Banon, J. D. Vance et caterva. Foi assim que chegamos até aqui, a essa quadra sinistra e esquisita de nossa trajetória sobre a mal sinada Terra.</p>



<p>Adolf Hitler ascendeu ao poder em 1933, à guisa de votos, como chanceler do presidente Paul von Hindenburg. Já doente, Hindenburg foi cedendo poder e influência ao chefe do Partido Nazista. O incêndio criminoso do Reichstag (o Parlamento da Alemanha), promovido por nazistas e colocado na conta do Partido Comunista alemão em razão de uma “prova plantada” por liderados de Hitler deu a senha ao povo alemão para que as portas do controle do Estado fossem abertas aos hitleristas. Quando o presidente alemão morreu, em 1934, Adolf Hitler autoproclamou-se <em>führer</em>, cargo que não existia, unificando os mandatos de Chefe de Estado, de Governo e das Forças Armadas. Subjugada, a sociedade alemã apoiou-o em grande maioria, demonstrando baixíssimo índice de resiliência democrática. Mas, jamais votou em Hitler para que ele se convertesse em&#8230; Hitler.</p>



<p>Entre 1934 e 1939, quando iniciou o processo de expansão territorial da Alemanha e revelou ao mundo a perseguição implacável e desumana ao povo judeu, o <em>führer</em> tratou de desmontar as bases institucionais da República Alemã. Novamente, frise-se: sem ter de se preocupar em fazer maioria no Parlamento, sem disputar eleições, dobrando os joelhos do Judiciário alemão, com o concurso complacente e silencioso de um empresariado colaboracionista e tão criminosamente culpado quanto ele próprio. Devastado pela hiperinflação do período entreguerras, com uma economia doméstica destroçada pelas imposições reparatórias da Liga das Nações, o povo alemão deixou-se subjugar. Em larga medida, para muitos, não era apenas o mais fácil: era a vingança que batia às portas, e eles a acalentaram e a executaram. Aqui, neste ponto exato, reside a diferença entre a trajetória de ascensão do nazismo na Alemanha e a farsesca redenção de um nazismo com pretensões expansionistas parece querer renascer nos Estados Unidos da América sob a liderança grotesca de Donald Trump.</p>



<p>A proatividade cínica, idiota e recessiva e reacionária dos atos econômicos de Trump vão incinerar a economia norte-americana. Em breve, ainda este ano, o país se verá isolado nas correntes de comércio e a economia local não tem força para se reerguer sozinha, sem acordos de cooperação e sem revisões das sanções tarifárias. Trump faz o que faz porque tem nas mãos o controle do Congresso, com maioria bestial do Partido Republicano nas duas casas. Porém, haverá eleição legislativa em menos de dois anos. Trump não tem a “fortuna” de Hitler, de dispensar o apoio popular formalizado no ato do voto. Em dois anos, sob a demolidora “Doutrina Trump”, os EUA serão um barril de pólvora de conflitos sociais e a economia estará em ruína. Algo como a Operação Valquíria terá sido tentado nos EUA, como foi na Alemanha de Hitler, para preservar a estrutura do Estado à revelia da existência do “líder” que fanatizou e destruiu o país. A democracia e o Judiciário norte-americanos precisam resistir até as urnas de 2026, quando a reconstrução das bases da sociedade liberal dos EUA começará a se dar a partir das urnas que derrotarão Trump. Esse o cenário do momento, é o quer é possível ver daqui, de 20 meses antes da eleição capital nos EUA, torcendo para que haja fôlego e resiliência na alma democrática minoritária de uma América perplexa.</p>
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		<title>PEC do “Semipresidencialismo” não pode tramitar: atual Congresso é ilegítimo para debatê-la</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 18:32:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Parlamento]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sem plebiscito que autorize o Parlamento a reabrir a discussão derrotada em 1963 e em 1993, a iniciativa de Luiz Carlos Hauly é lixo legislativo. Muitas mudanças antecedem “parlamentarismo” à brasileira Por Luís Costa Pinto Como ato inaugural da Sessão Legislativa de 2025, como a celebrar o início do biênio de Hugo Motta (PP-PB) na [&#8230;]</p>
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<p><em>Sem plebiscito que autorize o Parlamento a reabrir a discussão derrotada em 1963 e em 1993, a iniciativa de Luiz Carlos Hauly é lixo legislativo. Muitas mudanças antecedem “parlamentarismo” à brasileira</em></p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>Como ato inaugural da Sessão Legislativa de 2025, como a celebrar o início do biênio de Hugo Motta (PP-PB) na Presidência da Câmara dos Deputados, o veterano parlamentar Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) protocolou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 02/2025. É a “PEC do Semipresidencialismo”, um texto eivado de pretensões ilegítimas, cortejado por nulidades constitucionais e pajeado por uma hora de aventureiros que orbita há muito o Legislativo e outras instituições da República à espreita de brechas por onde possam passar e se apegar a nacos de poder e do Tesouro da União à guisa de votos. Votos para um projeto de poder político, para uma assunção institucional dentro das normas, não os têm.&nbsp;</p>



<p>Semipresidencialismo é tese golpista de quem se acha esperto num universo de tolos. Esgrimir a volta do debate em torno de um Parlamentarismo brasileiro rebarbando o plebiscito que autorize a discussão do tema, ou prescindindo do referendo que torne legítima a troca de sistema de governo, é golpe. O que almeja Hauly, sob o olhar complacente e a caneta anuente de Motta, é dar um golpe por meio do qual um Congresso sem nenhuma delegação constituinte &#8211; para não falar da ausência de repertório biográfico de seus integrantes &#8211; tenta impor um cavalo-de-pau em nosso processo político e em nossa História e cassar a sacralidade e a força do voto popular na escolha de nossos governantes.</p>



<p>Os Constituintes de 1987-88, eleitos para reescreverem o Contrato Social bresileiro no fim da ditadura militar, produziram uma Constituição tão perfeita que nos deu caminhos naturais para mitigar suas próprias imperfeições. No capítulo das disposições transitórias da Carta de 1988 estava previsto que “cinco anos de promulgada a Constituição”, faríamos um plebiscito para ouvir da totalidade dos eleitores brasileiros o veredito: seríamos uma República presidencialista ou parlamentarista? Em 21 de abril de 1993, 55,67% dos brasileiros aptos a votar naquele momento optaram pelo presidencialismo. Escassos 24% preferiram o parlamentarismo. Jogo jogado, <em>vox populi</em>, <em>vox De</em>i. Os derrotados na tese, como eu, aliás, recolheram os flaps e foram tocar a vida sob o regime presidencialista, que já havia sido o preferido da maioria também em 6 de janeiro de 1963, quando se revogou a engenhoca inconstitucional urdida pelos militares para tosar poderes do presidente João Goulart.&nbsp;</p>



<p>A partir do pronunciamento arrasadoramente majoritário da população, quaisquer discussões sobre a mudança de regime de governo têm de ser antecedidas por um plebiscito que autorize a reabertura do tema. Se querem retomar o assunto, por que não colocá-lo em pauta nas urnas de 2026 (porque daí ele será abordado nos palanques de campanha de candidatos a presidente, aos governos estaduais, à Câmara, ao Senado, às Assembleias) e associar a eleição geral a um plebiscito que dê poderes ao futuro Congresso a discutir o assunto? Isso por que:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem que se alterem as regras de funcionamento dos partidos políticos? Sem pôr fim ao caudilhismo que grassa nas instituições partidárias? Sem oxigenar internamente as legendas que, hoje, servem à estruturação de verdadeiras empresas familiares com faturamento certo (o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral) egresso do erário público e com fiscalização claudicante?</li>



<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem reinstituir a fidelidade partidária e a reinstituição da força institucional dos líderes partidários por sobre as bancadas, sem que se submetam a vontades dos presidentes ou dos chefetes das siglas?</li>



<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem adotar o voto distrital &#8211; de preferência, o distrital puro?</li>



<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem redistribuir o tamanho das bancadas estaduais de forma correta, sem aumentar cadeiras na Câmara, mas, reduzindo as bancadas dos estados que perderam população ou daqueles que estão sobrerepresentados? As distorções da representação política precisam ser sanadas para que o debate corra de forma hígida e séria.</li>



<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem promover um novo Pacto Federativo, redistribuindo compromissos e deveres dos entes federados? </li>



<li>Como falar em Parlamentarismo ou Semipresidencialismo sem que proíba terminantemente que um político eleito para o Congresso &#8211; deputado ou Senador &#8211; ou para as Assembleias Legislativas ou Câmara Distrital, vire ministro ou secretário de estado? Política se faz com consciência do seu lugar na sociedade. Se foi eleito para o Legislativo, como representante direto de seu povo, que fiques na Casa determinada. Se queres virar linha auxiliar do Executivo, renuncies ao voto recebido. É assim nos Estados Unidos, até há alguns anos “a maior Democracia do Ocidente”. É assim que tem de ser.</li>
</ol>



<p>O Brasil não está maduro para rediscutir sistemas de Governo e nem há legitimidade nesse Congresso para pôr o tema em debate. A PEC 02/2025 não deve entrar em tramitação e o presidente da Câmara que chegou ao posto em razão da extensa ficha de serviços prestados aos dois mais deletérios personagens que sentaram naquela cadeira, Eduardo Cunha e Arthur Lira, mostrará se tem grandeza ou pequenez a partir da decisão que tomar quando a iniciativa ladina de Hauly chegar às suas mãos.&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Comédia de erros sem graça alguma, episódio das mentiras sobre “IR do pix” fará novas vítimas no Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 15:24:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[GOVERNO]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A curetagem das feridas que sangram no intestino da Comunicação palaciana e da Esplanada ainda está em curso. Os sistemas antivírus estão em atualização no Planalto Por Luís Costa Pinto Na última segunda-feira, quando a popularidade do presidente Lula e a credibilidade do Governo Federal para impor rumos corretos à gestão pública sangravam nas redes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>A curetagem das feridas que sangram no intestino da Comunicação palaciana e da Esplanada ainda está em curso. Os sistemas antivírus estão em atualização no Planalto</em></p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>Na última segunda-feira, quando a popularidade do presidente Lula e a credibilidade do Governo Federal para impor rumos corretos à gestão pública sangravam nas redes sociais e expunham vários flancos sensíveis e os desacertos da Comunicação Pública do Palácio do Planalto, a empresa de pesquisa Nexus divulgava dados de um levantamento dando conta que “Juliette é a campeã do BBB com mais seguidores no Instagram”.</p>



<p>Subsidiária do complexo FSB, contratada pela Secom da Presidência da República para administrar o barômetro destinado a medir a eficácia da publicidade estatal e a capilaridade das mensagens emanadas a partir de peças que disseminam políticas de Estado, a Nexus (ex-IPRI, ex-FSB Pesquisa) passou batido pela disseminação no Instagram e no Whatsapp (duas empresas da “neotrumpista” Meta!) do vídeo em que o amolecado deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) faz perorações falsas e eficazes ao inocular o vírus da suspeita de “taxação do pix” e “sobrefiscalização da Receita” contra as classes C, D e E a partir da implementação das novas determinações estratégicas do Ministério da Fazenda para transações financeiras. A empresa de análise de dados Bites já havia captado o “case Nikolas” nas redes. Quem observa o panorama de informações também.</p>



<p>Naquele mesmo dia, véspera da troca de comando na Secom/PR, os responsáveis pela administração da conta da FSB, que também cuida da gestão da comunicação institucional do Palácio do Planalto, num contrato que chega a R$ 84 milhões anuais com aditivos, estavam definindo quem iria e quem não iria à cerimônia de transmissão de cargo entre Paulo Pimenta e Sidônio Palmeira. O discurso de despedida de Pimenta, responsável por estabelecer uma relação excessivamente fluida com determinados fornecedores do sistema de comunicação palaciano, recebeu um tratamento especial nas oficinas de texto da empresa. Mas, mergulho profundo nos problemas que já ali atormentavam o cliente, nada. O resultado é o que se está a ver.</p>



<p>Subindo a pirambeira da Esplanada no curto trecho do Eixo Monumental entre o Planalto e os ministérios, especificamente no Ministério da Fazenda, o bate-cabeças era ainda maior. Numa ação desesperada de contenção de danos à má estratégia de divulgação de uma medida de gestão corriqueira, necessária e republicana, o secretário da Receita Federal Robinson Barreirinhas armava-se de verdades cartesianas para ir a campo aberto nos ringues da mídia tradicional e enfrentar o eco que se espalhava com a velocidade e a eficácia de um boato de ‘Tapacurá Estourou!’ (Recife, 1975) entre a classe média, profissionais liberais, trabalhadores de aplicativo e as camadas mais espoliadas (e trabalhadoras) da sociedade brasileira. O preparo técnico de Barreirinhas para defender a medida correta do Governo nunca foi páreo para o poder comunicativo da irresponsabilidade atroz e até criminosa de Nikolas Ferreira, do senador Flávio Bolsonaro, do deputado Gustavo Gayer e de outros que se juntaram a eles no espalhamento das mentiras sobre algo que nunca esteve em cogitação: a “taxação do pix”.</p>



<p>O oportunismo da ação política de parte do PT, curtido nas intermináveis assembleias sindicais e estudantis, começou então a procurar outros culpados pela derrota caótica que já então se desenhava. Nunzio Briguglio, assessor especial do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desde os tempos do Ministério da Educação e da Prefeitura de São Paulo, entrou na alça de mira dos petistas. Alas mais à esquerda do PT e Briguglio nunca se deram bem. O próprio presidente Lula vê com reservas a confiança que Haddad deposita no auxiliar e por duas vezes questionou o auxiliar se não era hora de “reciclar” seu pessoal. Agora, Nunzio está sob novo ataque dentro do Governo – Robinson Barreirinhas também.</p>



<p>Recuar na adoção das medidas de ampliação do espectro e fiscalização da Receita Federal sobre as transações financeiras, açambarcando o pix e os pagamentos de faturas de cartões de crédito em dinheiro vivo, foi a dolorosa e humilhante decisão do presidente Lula. Era o melhor caminho, fundamental para estancar a sangria de popularidade e de credibilidade. O preço do recuo, porém, virá nas faturas das próximas pesquisas de avaliação de Governo – a menos que a Nexus, a empresa de pesquisa que faz os levantamentos para a Secom, siga na sua cegueira deliberada ante a vida real que está posta aos seus olhos, captando apenas aquilo que lhes convém captar a fim de empoderar os discursos dos próprios contratantes.</p>



<p>O episódio da derrota do Governo Federal para o exército mercenário dos obscuros e mentirosos parlamentares da oposição (Nikolas, Flávio Bolsonaro, Gayer etc) tem de servir para uma curetagem completa das feridas que sangram no intestino da Comunicação palaciana e da Esplanada. Nesse processo, ainda há vítimas a surgirem dentro das equipes governamentais. Os sistemas antivírus estão em atualização no Planalto e na Esplanada.</p>
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		<title>Sidônio assume Secom sem margem para errar. Burocracia do cargo pode engessá-lo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jan 2025 14:47:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[GOVERNO]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tirar Pimenta era mandatório. Mudar radicalmente a Comunicação de Governo, idem. Só não sei se engessar Sidônio no Palácio era a melhor saída; tenho certeza que deixá-lo reproduzir na máquina pública a estrutura de comando e criação de sua agência de publicidade e marketing político se revelará um erro. Há que se temer a repercussão desse erro em 2026.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Saída de Pimenta veio tarde e era imperativo. Novo ministro terá de conciliar gênio criativo e estratégico com administração. Sócios da vida privada no Palácio é erro crasso</em><br><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>Tirar o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) da Secretaria de Comunicação da Presidência da República foi uma decisão certa e tardia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na virada de chave entre a primeira e a derradeira metades desse seu 3º mandato no Palácio do Planalto.</p>



<p>Trazer o publicitário Sidônio Palmeira da Bahia para Brasília e deixá-lo mais próximo das linhas de produção da Comunicação de Governo e das agências de publicidade que atendem à conta institucional palaciana também foi medida necessária, crucial para eventual sucesso eleitoral em 2026 e que demorou a ser empreendida.</p>



<p>Colocar o marqueteiro presidencial de 2022 na cadeira de ministro-chefe da Secom, porém, talvez não venha a se revelar o melhor caminho para atingir o fim pretendido. Ele é homem de criação e de estratégia. A Secretaria de Comunicação é órgão gestor e agudamente burocratizado – como toda a máquina pública, como sói acontecer a braços do Estado que mexem com a administração pública. A burocracia tira foco, energia, paciência e tolhe a ousadia de quem não tem tempo de compreendê-la e domá-la sem infringir normais, regras e leis. Há sempre uma CGU e um TCU à espreita e, em palácios, é sempre bom temer as instituições reguladoras (coisa que Pimenta tentou driblar por todo o tempo, afoitamente crendo-se mais inteligente que os demais).</p>



<p>Sidônio não se aproximou mais do Palácio do Planalto a partir, já, da posse de Lula, há dois anos, porque dois fornecedores da Secretaria de Comunicação afastaram-no de todos os caminhos que levavam ao exercício da influência sobre as estratégias publicitárias do Governo. Essas duas empresas, Agência Nacional e FSB Comunicação, vencedoras de licitações promovidas ainda sob o mandato trágico de Jair Bolsonaro e coordenadas pelo então ministro das Comunicações Fábio Faria, converteram-se rapidamente em líderes dos contratos publicitários e de assessoria palacianos. Paulo Pimenta entregou-se a elas risonha e francamente, permitindo que um consórcio criativo entre ambas influenciasse todos os demais fornecedores da área de comunicação pública. Foi a gênese do desastre.</p>



<p>A partir do último trimestre do ano passado, quando ficou claro que a manutenção do deputado gaúcho à frente da Secom era insustentável, idealizaram-se campanhas de última hora para alavancar a propaganda de Governo e queimar o que havia de verba de veiculação. Mas, a gestão “Lula 3” carecia – como segue carecendo – de uma marca, de uma idéia-força, de uma linha que agregue para a maioria dos brasileiros um prisma de visão do País a partir das boas entregas que o 3º mandato do presidente ex-sindicalista vem tendo.</p>



<p>Empresário do ramo publicitário e também do setor imobiliário na Bahia, engenheiro de formação, profissional hábil na leitura de relatórios de pesquisa (quando eles são bem feitos, porque bem encomendados, algo difícil de encontrar no espólio da Secom que herda de Paulo Pimenta), Sidônio Palmeira precisa sentar na cadeira de ministro já voando para pôr a mão na massa de ações estratégicas de campanha. Não poderá perder tempo com a burocracia. Ele sabe disso. E porque sabe disso, arrisco aqui uma opinião dura para que não me chamem de engenheiro de obra feita lá na frente: errará feio se levar seus parceiros de vida privada (bem-sucedida) no marketing político para dentro da estrutura operacional da Secom.</p>



<p>Como tem pouco tempo para mostrar resultados cabais de sua excelência comunicativa, será erro fatal se Sidônio deixar-se enrolar nos novelos e nas quizílias da gestão pública. O Leviatã não espera pelo aprendizado dos dribles às armadilhas espalhadas por Brasília, pela Esplanada, pelos porões tecnocráticos. Além disso, o novo ministro da Secom precisará revelar traquejo político para receber a todos os parlamentares e colegas de equipe, ouvir pedidos, dizer “não” sorrindo e tendo terceirizado a missão árdua, construindo pontes com a mídia, fazendo amigos e influenciando cabeças entre jornalistas.</p>



<p>Tirar Pimenta era mandatório. Mudar radicalmente a Comunicação de Governo, idem. Só não sei se engessar Sidônio no Palácio era a melhor saída; tenho certeza que deixá-lo reproduzir na máquina pública a estrutura de comando e criação de sua agência de publicidade e marketing político se revelará um erro. Há que se temer a repercussão desse erro em 2026.</p>



<p></p>
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		<title>Decisão de Dino que suspende execução orçamentária corrompida por Lira é como lanterna para salvar Governo de se afogar na lama do Congresso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 19:00:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, sabia exatamente qual era o alvo que lhe cabia neutralizar com a oportunidade posta em sua alça de mira no apagar das luzes do ano em Brasília: a máquina de moer reputações de funcionários públicos e liberar verbas orçamentárias de forma ilegítima construída como um Frankenstein legislativo por Eduardo Cunha, quando foi presidente da Câmara dos Deputados, e operada com ousadia ímpar por Arthur Lira (PP-AL)</p>
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<p><em>Ordem do STF é lanterna para o Executivo: permite que ninguém do Governo se afogue ao abraçar o decadente Arthur Lira em suas últimas semanas de ribalta</em></p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, sabia exatamente qual era o alvo que lhe cabia neutralizar com a oportunidade posta em sua alça de mira no apagar das luzes do ano em Brasília: a máquina de moer reputações de funcionários públicos e liberar verbas orçamentárias de forma ilegítima construída como um Frankenstein legislativo por Eduardo Cunha, quando foi presidente da Câmara dos Deputados, e operada com ousadia ímpar por Arthur Lira (PP-AL).</p>



<p>A origem de toda a conspurcação do sistema republicano é o instituto das emendas impositivas criado por Cunha no processo de chantagem por meio do qual sequestrou e depois depôs Dilma Rousseff, entre 2015 e 2016. Depois de um interregno de comedimento e responsabilidade, quando Rodrigo Maia ocupou a presidência da Casa Baixa do Legislativo, a partir de 2021, Lira ampliou o arsenal de armas e ferramentas que converteram o ocupante daquela cadeira do Congresso em executor de fato do Orçamento da União sob a névoa de cumplicidade dos demais parlamentares.</p>



<p>O deputado alagoano, criatura do nefasto Eduardo Cunha, tornou-se então mais pérfido e sinistro – para a administração pública – do que o criador. Maranhense, homem de sólida formação jurídica, ex-assessor parlamentar, juiz de carreira, ex-deputado, ex-governador, ex-ministro da Justiça e ex-senador, Dino sabia no que estava atirando, calibrou a mira, destravou o canhão com a mão firme e disparou contra Lira e seus jagunços espalhados por lideranças partidárias, partidos, cargos de carreira e comissionados da Câmara e segundo e terceiro escalões do Poder Executivo ao proibir a liberação de R$ 4,2 bilhões do erário distribuídos em obscuras 5.400 emendas orçamentárias liberadas no escuro dos porões da Comissão de Orçamento do Congresso Nacional.</p>



<p>Como se ninguém fosse de ninguém e as almas de todos tivessem se tornado reféns unicamente dele mesmo, Arthur Lira autoproclamou-se imperador plenipotenciário por sobre o poder e a independência regimentais das Comissões Permanentes do Congresso (usurpando até mesmo poderes de senadores) e delegou a si o poder discricionário de determinar quais emendas – e de quem – seriam liberadas e pagas pelo Governo. Parlamentos existem para fiscalizar o uso de recursos do Tesouro Nacional pelo Governo, ente institucional eleito por voto popular nas Democracias presidencialistas para fazer com que seu líder maior (o presidente da República) determine as prioridades da agenda de investimentos públicos.</p>



<p>Afogado na baixeza do não-saber jurídico e legislativo, imerso nas manobras escroques de operação de poder do baixo clero onde reina absoluto, Lira imaginou-se ungido para instituir por vias tortas e com sua caneta suja o “semipresidencialismo”, ou o “parlamentarismo de ocasião” em meio ao congressualismo de transação paulatinamente instalado do país a partir do momento em que Dilma foi deposta.</p>



<p>Ainda há juízes em Brasília!, avisou Dino ao bando de liristas que se espraia por todas as siglas do espectro politico nacional – exceto o Psol, de onde partir a provocação para que o Supremo Tribunal Federal pusesse um freio de arrumação no elevador desgovernado da Praça dos Três Poderes que desde 2016 só alavanca o Legislativo e o faz subjugar Executivo e Judiciário.</p>



<p>Ao determinar que a Polícia Federal investigue a esbórnia de liberações orçamentárias promovida em Brasília por determinação ilegítima do presidente da Câmara, e obrigar que sejam identificados com os respectivos CPFs todos os funcionários públicos pelos quais passaram a emendas investigadas em toda a cadeia de procedimentos de cada liberação – no Governo e no Congresso – o ministro Flávio Dino lança uma lanterna para a administração federal pública, para o Executivo, permitindo que ninguém daquele lado da Praça dos Três Poderes se afogue ao abraçar o decadente Arthur Lira, que se afoga no próprio excesso de esperteza e manobras ladinas em suas últimas semanas no posto de presidente da Câmara.</p>
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