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	<title>Arquivos Artigo - Lênio Streck - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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	<description>Informação, análise e entretenimento</description>
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	<title>Arquivos Artigo - Lênio Streck - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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		<title>A sereníssima República de Merval e Deltan! Os homens que calculavam!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CONJUR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 15:05:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Lênio Streck]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Lênio Streck &#8211; no Conjur Até agora, jornalistas, jornaleiros, bacharéis em Direito e muitos quejandos estão tentando entender um artigo misterioso de Merval Pereira, replicado-elogiado por seu fiel escudeiro Dallagnol. Título: &#8220;As Razões do STF&#8221;. Explico. Merval revela, em&#160;O Globo, que matematicamente o STF ainda poderia decidir que o foro de Curitiba era competente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Por Lênio Streck &#8211; no <a href="https://www.conjur.com.br/2021-abr-21/senso-incomum-serenissima-republica-merval-deltan-homens-calculavam?fbclid=IwAR1aD1Qz07AyA86XKlqff9v-GGblD1rmW5Oe_D7LRDy8t2b43mZyaD62EkE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conjur</a></em></strong></p>



<p>Até agora, jornalistas, jornaleiros, bacharéis em Direito e muitos quejandos estão tentando entender um artigo misterioso de Merval Pereira, replicado-elogiado por seu fiel escudeiro Dallagnol. Título: &#8220;As Razões do STF&#8221;.</p>



<p><img decoding="async" alt="" src="https://www.conjur.com.br/img/b/caricatura-lenio-luiz-streck.png" width="220">Explico. Merval revela, em&nbsp;<em>O Globo</em>, que matematicamente o STF ainda poderia decidir que o foro de Curitiba era competente para julgar Lula e que Moro não era incompetente. Uma estranhíssima matemática, já que o resultado pela incompetência de Curitiba foi de oito a três.</p>



<p>Mas Merval é uma espécie de 36º&nbsp;camelo de Malba Tahan, de &#8220;O Homem Que Calculava&#8221;. Ele conta e não conta (com o duplo sentido que palavra &#8220;conta&#8221;&nbsp;tem). É um camelo imaginário.</p>



<p>Para Merval,&nbsp;<em>oito votos não são oito</em>, porque esses se dividiram entre dois que achavam que era mesmo Curitiba, mais Alexandre de Moraes, que entendia que era São Paulo, e três outros que votaram por Curitiba. Entenderam? Não? Mas Deltan Dallagnol explicou:</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.conjur.com.br/img/b/deltan-tuite.jpeg" alt=""/></figure>



<p>É incrível isso. Já não bastava dar à lei o sentido que queriam, assim como Humpty Dumpties, através do espelho — em &#8220;Alice no país&#8230;&#8221;&nbsp;—, agora investem contra fatos. E contra a matemática. Ousados.</p>



<p>Estranho esse Brasil em que até a matemática vira objeto/produto da consciência, da vontade. Pobres Kurt Gödel, Bertrand Russell, Wittgenstein, Turing, todos aqueles que discutiam a natureza da matemática, o significado dos números enquanto números e seus fundamentos.</p>



<p>Matemática é o que Deltinha e Merval decidem que é, seus tolos! &#8220;Realismo matemático&#8221;.</p>



<p>Em 1984, de Orwell, 2 + 2 = 5, porque o Grande Irmão assim disse. E pronto. No Brasil do lavajatismo, oito não é oito. Porque o Merval disse e Deltan Dallagnol referendou. O que é a matemática perto dessa autoridade, pois não?</p>



<p>A perfeita definição de solipsismo. Viciado(s) em si mesmo(s).&nbsp;<em>Até a matemática é filigrana</em>. Como é possível isso?&nbsp;<em>Nem a matemática</em>&nbsp;tem uma objetividade independente da mente do sujeito-agente-<em>auctoritas</em>-Deltinha-Merval.</p>



<p>Eu não entendo. Peço desculpas, mas não sou capaz de entender uma coisa dessas.</p>



<p><strong>A solução está na &#8216;filologia&#8217;</strong><br>Eis, então, que fui buscar na Academia Brasileira de Letras a solução. Não no acadêmico Merval, mas no &#8220;dono da casa&#8221;, Machado (de Assis). Afinal, como se chama mesmo a Academia? &#8220;A&nbsp;Casa de Machado&#8221;.</p>



<p>Pois eu não sou da Academia (Brasileira de Letras), mas sou &#8220;feito a Machado&#8221;. E fui buscar na &#8220;Sereníssima República&#8221; a explicação para a incrível hermenêutica do drible da vaca feita por Merval, apoiada por, vejam, sempre ele, Dallagnol.</p>



<p>Prestemos atenção. A ironia do destino é que só Machado explica Merval. Quer dizer, o filólogo do conto &#8220;Sereníssima República&#8221;. Vamos lá?</p>



<p>O cônego ofereceu à República das Aranhas um sistema eleitoral a partir de sorteio, em que eram colocadas bolas com os nomes dos candidatos em sacos.</p>



<p>O inusitado ocorreu quando da eleição de um magistrado (para uma corte superior). Havia dois candidatos. A disputa era&nbsp;<em>&#8220;Nebraska contra Caneca&#8221;.</em></p>



<p>Em face de problemas anteriores — grafia errada de nomes de candidatos nas bolas —,&nbsp;<em>a lei estabeleceu que uma comissão de cinco assistentes poderia jurar ser o nome inscrito o próprio nome do candidato</em>.</p>



<p>Feito o sorteio, saiu a bola com o nome de&nbsp;<em>Nebraska</em>. Ocorre que faltava ao nome a última letra (a). Mas as cinco testemunhas resolveram o problema. Afinal, Nebrask, faltando um &#8220;a&#8221;, só poderia ser&#8230; Nebraska. Bingo.</p>



<p>Mas, porém, mervaliana e deltaniamente, Caneca, o derrotado,&nbsp;<em>impugnou o resultado</em>. Fez um agravo. E trouxe um grande filólogo, formado por uma famosa universidade, que apresentou a sua tese:</p>



<p><em>&#8220;1) Em primeiro lugar, não é fortuita a ausência da letra &#8216;a&#8217; do nome Nebraska. Não havia carência de espaço. Logo, a falta foi intencional.<br>2) E qual a intenção? A de chamar a atenção para a letra &#8216;k&#8217;, desamparada, solteira, sem sentido. Ora, na mente,&#8217;k&#8217; e “ca” é a mesma coisa.<br>3)&nbsp;Logo, quem lê o final lerá &#8216;ca&#8217;; imediatamente, volta-se ao início do nome, que é &#8216;ne&#8217;. Tem-se, assim, &#8216;cané&#8217;.<br>4)&nbsp;Resta a sílaba do meio, &#8216;bras&#8217;, cuja redução a esta outra sílaba &#8216;ca&#8217;, última do nome Caneca, é a coisa mais demonstrável do mundo. Mas não demonstrarei isso.<br>5)&nbsp;É óbvio. Há consequências lógicas e sintáticas, dedutivas e indutivas&#8230; Aí está a prova: a primeira afirmação mais as silabas &#8216;ca&#8217; às duas &#8216;Cane&#8217;, dando o nome Caneca&#8221;.</em></p>



<p>Pronto. Merval estava lá, disfarçado de filólogo. Mas&nbsp;vamos ver como Merval chegou à conclusão de que oito a três não era oito a três?</p>



<p>Simples.</p>



<p><em>1)&nbsp;São três &#8220;foros&#8221;&nbsp;envolvidos. Curitiba, São Paulo e Brasília. Qual foi o mote central da suspeição de moro? Resposta: o grampeamento dos telefones dos advogados de Lula.</em></p>



<p><em>2)&nbsp;Então o ponto é: telefonia. Quais são os prefixos das três cidades? Curitiba é 041, Brasília é 061, São Paulo é 011.</em></p>



<p><em>3)&nbsp;Pegando Brasília e tirando Curitiba, sobram 20. Somando São Paulo, dá 31.</em></p>



<p><em>4) Então, como diz o filosofo Antíteses, na sua obra &#8220;Juris tantum mas non tantum&#8221;, no caso sub judice cabe a &#8220;fórmula da inclusão exclusória&#8221;. Qualquer um sabe o que significa essa famosa cláusula.</em></p>



<p><em>5)&nbsp;Como isso é feito? Fácil: soma-se o resultado obtido da &#8220;operação incluso-exclusória&#8221;&nbsp;das três cidades do possível foro (31) com o número de votos que disseram que Curitiba era incompetente (oito). Assim, 31 mais 8 é igual a 39.</em></p>



<p><em>6)&nbsp;Quantas cidades estão na &#8220;disputa&#8221;? Três.</em></p>



<p><em>7) Logo, dividindo 39 por 3 dá exatamente 13.</em></p>



<p><em>8)&nbsp;Qual é número da vara de Curitiba em que Moro atuou? 13ª.</em></p>



<p><em>9)&nbsp;Pronto. Curitiba é competente. Qualquer um sabe disso!</em></p>



<p>E nada mais precisou ser dito! Causa finita!</p>
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