O ICL Notícias publicou a íntegra de uma investigação jornalística que expõe como a área técnica do Banco Central identificou, desde 2023, graves problemas de liquidez e gestão no Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Os ofícios enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal (MPF) descrevem um acompanhamento contínuo da deterioração financeira da instituição e apontam que, já no segundo semestre de 2024, o BC poderia ter adotado medidas mais duras, como intervenção ou regime especial.
De forma cronológica, os documentos detalham operações consideradas fraudulentas envolvendo o Banco Master, a REAG DTVM e o Banco Regional de Brasília (BRB), incluindo promessas de capitalização lastreadas em títulos sem valor e uma frustração bilionária de captações. Segundo o material, a crise se agravou em 2025, quando o banco deixou de recolher depósitos compulsórios e passou a depender de medidas emergenciais, sem conseguir estancar a sangria de recursos.
Os ofícios também rebatem críticas públicas de ex-presidentes do Banco Central e esclarecem que decisões tomadas em 2025 decorreram de compromissos assumidos anteriormente, ainda sob outra gestão. Fica evidente, segundo a documentação, que a situação do Master já configurava uma “crise aguda de liquidez”, agravada por atos ilícitos e falhas graves de gestão de risco, o que levou à liquidação do banco em dezembro de 2025 e, depois, da REAG e do Will Bank.
Este post é apenas um resumo da apuração publicada originalmente no ICL Notícias, em coluna assinada por Luís Costa Pinto. Para entender todos os detalhes, os bastidores da atuação do Banco Central e as implicações políticas e institucionais do caso, vale clicar e ler a reportagem completa no site do ICL Notícias.
