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	<title>Arquivos Crônica - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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	<title>Arquivos Crônica - PLATAFORMA BRASÍLIA</title>
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		<title>Filósofo Marcos Nobre antevia trama golpista de Bolsonaro já em 2021. Fux viveu-a dentro do STF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2025 17:46:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No livro “O Procurador” fica claro que o 8 de janeiro de 2023 começou a ser urdido com método por Jair Bolsonaro e seus militares adestrados três anos antes da intentona golpista Por Luís Costa Pinto O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, integrante da 1ª Turma do STF que julga a ação Penal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>No livro “O Procurador” fica claro que o 8 de janeiro de 2023 começou a ser urdido com método por Jair Bolsonaro e seus militares adestrados três anos antes da intentona golpista</em></p>



<p><strong><u>Por Luís Costa Pinto</u></strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>O</strong> ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, integrante da 1ª Turma do STF que julga a ação Penal 2668 em que Jair Bolsonaro, Braga Neto e Augusto Heleno, entre outros, são réus por tentativa de golpe de Estado, deveria ter sido mais duro em sua inquirição ao ex-presidente e aos ex-generais de pijama na última terça-feira 10 de junho. Em “O Procurador”, livro lançado em setembro de 2024 (<em>Costa Pinto, Luís – <strong>Geração Editorial</strong></em>) que escrutina a passagem de Augusto Aras pela Procuradoria Geral da República, um trecho crucial descreve a gênese da trama golpista ainda em 2021. A obra trata de citar, ainda, entrevista visionária do filósofo Marcos Nobre publicada em 6 de setembro de 2021. A Plataforma Brasília traz, a seguir, essa passagem fundamental de “O Procurador”:</p>
</blockquote>



<p><strong>“</strong><strong>O</strong> dia 6 de agosto de 2021 amanheceu com as edições impressa e virtual do jornal <em>Folha de S Paulo</em> brindando seus leitores com uma entrevista do filósofo e cientista político Marcos Nobre, concedida ao repórter Naief Haddad, que é um primor de antevisão analítica do que estava acontecendo no País e de como as coisas poderiam se desenrolar. Filho do ex-deputado federal Freitas Nobre, uma das vozes mais combativas na resistência à ditadura militar instalada a partir do golpe de 1964, Marcos Nobre alertava que o 7 de setembro daquele ano era a preparação milimetricamente organizada de uma ruptura institucional. E que ela levaria tempo. “O que Bolsonaro deseja é uma invasão do Capitólio organizada”, afirmava, referindo-se à tentativa de golpe de Estado empreendida em 6 de janeiro daquele mesmo 2021 nos Estados Unidos, quando Donald Trump quis evitar a consumação do resultado da eleição em que foi derrotado para Joe Biden (candidato Democrata). “A desarticulação da sociedade é tão grande que a impotência vira virtude. É como se a situação pudesse ser resolvida sozinha, como se a inércia fosse a melhor posição (‘não precisamos fazer nada, Bolsonaro já está derrotado’). Não temos um final feliz garantido”, disse ele a Naief Haddad.</p>



<p>Lida após tudo o que vivemos depois daquele 7 de setembro da primeira grande intentona golpista de Jair Bolsonaro, a entrevista de Nobre se revela uma projeção lapidar excepcional e vale a pena ser revisitada em tópicos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>“S</em></strong><em>e a expectativa é: vai ter um golpe em 7 de setembro? Não, não vai. Se a expectativa é: é uma preparação para o golpe? É. Na verdade, é um exercício de mobilização de tropas, dá um efeito importante, esperar um golpe que não vem. Aí se faz um novo exercício e, mais uma vez, é um golpe que não vem. Quando vem, você está despreparado para ele. Todo mundo compara o que o bolsonarismo pode fazer com a invasão do Capitólio, mas o episódio nos EUA foi muito desorganizado. O que Bolsonaro planeja é uma invasão do Capitólio organizada. Mais de um ano antes da eleição, ele começa a organizar como se dissesse: ‘Quando for para fazer, que não seja aquela bagunça dos EUA, aqui tem que ser bem feito’. Para tanto, ele precisa dessa mobilização no 7 de Setembro.</em><strong><em>”</em></strong></li>



<li><strong><em>“D</em></strong><em>esde que se apresentou como candidato, o objetivo de Bolsonaro é dar o golpe. Há três caminhos para isso: a via eleitoral pura, um golpe antes da eleição e um golpe combinado com a eleição. É claro que o golpe pela vitória eleitoral seria mais simples para ele, mas, não tendo esse, há as outras duas opções, dependendo de como ele continuar. E ele continua muito bem posicionado para realizar qualquer um desses três caminhos. (&#8230;) O problema é o desequilíbrio entre esse projeto dele e o campo democrático brasileiro, que continua fazendo cálculos meramente eleitorais. O campo democrático joga amarelinha enquanto o Bolsonaro está montando um octógono de MMA, essa é a diferença. O campo democrático só pensa em termos eleitorais; para Bolsonaro, não existe esse limite. Essa clareza sobre o verdadeiro projeto do Bolsonaro tem se espalhado, mas ainda não é suficiente para unir o campo democrático. E a prova maior é que não houve impeachment. É um sinal desse desequilíbrio: de um lado, uma sociedade acostumada com regras democráticas e que, portanto, só pensa em termos eleitorais; do outro, alguém disposto a destruir a democracia. Em vez de pensar em como defender a democracia para que exista eleição, esse campo fica fazendo cálculo eleitoral, avaliando como cada passo vai beneficiar o candidato A ou B. Não quero dizer que cálculos eleitorais não sejam importantes. São muito, precisamos continuar apostando que teremos eleições. Mas isso não significa ignorar o outro lado, que não se restringe a isso. Por isso, é hora de parar de falar em arroubos e bravatas. Não é nem uma coisa nem outra, são etapas de um cronograma de um golpe. Vamos parar de usar palavras inadequadas.</em><em>”</em></li>



<li><strong><em>“H</em></strong><em>oje </em>(6 de setembro de 2021, registre-se)<em>, o cenário mais provável para ele (Bolsonaro) é uma combinação de eleição com golpe, o que significa chegar ao segundo turno —e Bolsonaro tem plenas condições de fazer isso, principalmente se não houver uma candidatura de direita não bolsonarista. Se ele sair derrotado por uma diferença de, vamos dizer, 60% a 40%, estão dadas as condições para o golpe. E não é nem um pouco irrealista imaginar um cenário assim. O objetivo dos bolsonaristas é diminuir ao máximo a margem em relação à candidatura Lula (se for mesmo o Lula em um segundo turno) para poder criar um clima necessário para um golpe. É preciso ter um apoio muito grande contra o golpe para que ele não aconteça, o que implica um pacto da esquerda e da direita não bolsonarista. Sem esse pacto, o Bolsonaro sai na frente porque o objetivo dele não é eleitoral, a eleição é só mais um dos elementos no cronograma do golpe. E o outro lado está pensando só em termos eleitorais.</em><strong><em>”</em></strong></li>



<li><strong><em>“S</em></strong><em>obre as Forças Armadas, a gente não sabe. Sobre as polícias, a gente sabe muita coisa e o que se sabe é preocupante. As polícias são estudadas por vários centros de pesquisa competentes e, por isso, temos elementos para dizer que o bolsonarismo nessas corporações é muito significativo e radicalizado. No caso das Forças Armadas, temos muito impressionismo, as pessoas acham isso ou aquilo. O que podemos dizer de objetivo em relação a elas é que não vão apoiar um golpe se houver uma grande organização em defesa da democracia. Se o Bolsonaro conseguir criar um clima de divisão do país, que é o que ele vai tentar fazer até o ano que vem, radicalizando a população, aí, de fato, é muito difícil imaginar o que as Forças Armadas poderão fazer. Bolsonaro sabe que precisa de organização. E o 7 de Setembro é a demonstração da organização, da mobilização e da capacidade de ação. (&#8230;) É uma manobra militar.</em><strong><em>”</em></strong></li>
</ul>



<p><strong>O </strong>teatro daquelas manobras estava demarcado: o Eixo Monumental, em Brasília, no trecho em que se localiza a Esplanada dos Ministérios, e a Avenida Paulista, em São Paulo. Nos dois pontos, o então presidente Jair Bolsonaro discursaria presencialmente para uma massa de apoiadores cuidadosamente inflada e inflamada por seus movimentos prévios de articulação via redes sociais e perfis que lhe eram simpáticos na internet.</p>



<p>Na Capital da República, a segunda-feira de ponto facultativo nas repartições públicas e data “imprensada” entre um fim de semana e o feriado nacional do dia seguinte, permitiu que trios elétricos, caminhões, tratores e barracas montadas por apoiadores dos atos minuciosamente organizados a partir de uma retórica evidentemente golpista e de afronta às instituições estacionassem ao largo das calçadas do Eixo Estrutural e no vão da Rodoviária de Brasília, justo no acesso principal à via que dá acesso aos prédios ministeriais e ao Congresso Nacional. Dali, são dois quilômetros até a Praça dos Três Poderes, onde estavam localizadas as entradas principais das sedes do próprio Parlamento e do Supremo Tribunal Federal – alvos da ira dos bolsonaristas fermentada pelos discursos do presidente. A distância seria percorrida num movimento de invasão cadenciada da Esplanada. Tudo estava coreografado pelos estrategistas bolsonaristas e eles contavam com a adesão e a inação da Polícia Militar do Distrito Federal. Porém, aquartelados e em estado de prontidão em razão das negociações silenciosas estabelecidas pela Procuradoria Geral da República, pelo Conselho Nacional do Ministério Público e mesmo por ministros do STF, com a ciência e anuência dos comandantes militares, o apoio esperado pelos manifestantes – a inércia da PM – não ocorreu da forma pretendida. Foi por pouco.</p>



<p>Até o meio da tarde do dia 6 o bloqueio à invasão de veículos – ônibus, caminhões, tratores, carros de passeio – à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, funcionou. A partir das 17h, contudo, a primeira barreira da operação de segurança conhecida como “escudo do Planalto” foi facilmente superada pelos veículos congregados pelos bolsonaristas. Manifestantes e seus veículos de apoio avançaram da Rodoviária até a altura da Catedral da cidade, encurtado para apenas um quilômetro e meio a distância que os separava da Praça dos Três Poderes. O policiamento parecia extremamente permeável ao avanço dos militantes pró-Bolsonaro, que haviam atendido à convocação de comparecerem aos atos de protesto e repúdios contra os poderes Judiciário e Legislativo. Às 19h30 do dia 6 a segunda das três barreiras de contenção dos manifestantes e dos automóveis foi rompida sem resistência militar e uma horda começou a se deslocar na direção das sedes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Àquela altura, os dispositivos de segurança do Judiciário e do Legislativo já haviam sido acionados em alerta vermelho.</p>



<p>Parecia que a primeira tentativa de golpe de Estado tentado por Bolsonaro, com ele ainda sentado na cadeira presidencial, caminhava inexoravelmente para ser bem-sucedida. Mas, entrou em cena Luiz Fux, uma personagem que passeava ao largo das articulações preventivas entre a PGR e colegas seus, os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que acompanhavam com maior proximidade o garroteamento do apoio das polícias militares e mesmo dos comandos militares das Forças Armadas à convocação da intentona bolsonarista. O então presidente do Supremo Tribunal Federal telefonou para o ministro da Defesa e general da reserva Walter Braga Netto num tom ameaçadoramente resignado e frio. Braga Netto havia assumido o Ministério da Defesa em 29 de março daquele ano, quando o também general Fernando Azevedo e Silva deixou o posto junto com os comandantes das três forças militares. Embora tivessem integrado os núcleos quarteto discordava do rumo dado por Bolsonaro à escalada conflituosa entre as instituições republicanas e aquilo que acreditava liderar: o poder militar.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; – Ministro, eu não vou pedir GLO. Já disse isso ao general Matsuda – disse Fux ao militar que se vendia como cavalo do cão para fora do círculo íntimo de Bolsonaro, mas, era na verdade uma espécie de borra-botas do capitão que o chefiava.</p>



<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal fazia referência à Garantia da Lei e da Ordem, que seria executada pelas Forças Armadas caso o presidente do STF pedisse o acionamento do dispositivo constitucional ao presidente da República. Era tudo o que Bolsonaro queria, assim como os bolsonaristas golpistas invocaram a mesma GLO em 8 de janeiro de 2023 (<em>discorreremos sobre isso no capítulo seguinte. Contudo, era o padrão, como anteviu o filósofo Marcos Nobre</em>). O general Yuri Matsuda era o Comandante Militar do Planalto naquele momento. Luiz Fux foi além ao explicar o porquê de não pedir GLO ao então ministro da Defesa:</p>



<p>– Há atiradores de elite que eu ordenei que fossem estrategicamente colocados na laje do prédio do Supremo Tribunal Federal. Vou mandar que abram fogo contra quem quiser invadir o STF e se eles romperem o terceiro bloqueio na Esplanada dos Ministérios. Já romperam dois. Se romperem o terceiro, darei ordem de atirar. Estou dentro do Supremo, e daqui não sairei.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Braga Netto desligou o telefone com Fux e consultou o então procurador-geral da República, Augusto Aras, para saber se o presidente do Supremo Tribunal Federal podia fazer o que ameaçava fazer naquele 7 de setembro de 2021.</p>



<p>– Pode, claro. E ele está certo – respondeu Aras.</p>



<p>Jair Bolsonaro foi então avisado pelo seu aparelho militar que haveria uma dura repressão às hordas de apoiadores seus que compareciam a Brasília convocados por ele e por meio de suas redes e de seus perfis golpistas em aplicativos de mensagens. Fux fez seu recado chegar, com idêntica gravidade, ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.</p>



<p>– O que ele quer que eu faça? – chegou a perguntar Ibaneis a um interlocutor comum dele e de Fux. Ouviu uma resposta em revés:</p>



<p>– Que ponha a Polícia Militar para controlar o povo na Esplanada e mantenha a terceira e última barreira de acesso ao Congresso e ao STF – mandou dizer o presidente do Supremo à época.</p>



<p>A partir dali os soldados da Polícia Militar do Distrito Federal pareciam ter girado uma chave de comando. Mudaram a postura no trato com os manifestantes bolsonaristas. Os bloqueios foram restaurados, as abordagens se tornaram ríspidas e houve até mesmo a ocorrência de altercações isoladas entre PMs e manifestantes – com uso da força militar na contenção de bolsonaristas mais exaltados. O terceiro e último bloqueio que continha o acesso ao Supremo e à entrada principal do Congresso não foi rompido. Na manhã do dia 7 de setembro Jair Bolsonaro pôde discursar diante dos apoiadores arregimentados para ouvi-lo – e cometeu crimes, tanto ali quanto à tarde, na Avenida Paulista, em São Paulo, para onde se deslocou no meio do dia.<strong>”</strong></p>



<p></p>
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		<title>“Mensalão” foi criação de Roberto Jefferson e gênese da Lava Jato. Mídia recalcada celebra 20 anos da farsa e traz de volta rótulos contra Lula, PT e esquerda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 17:08:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo - Luís Costa Pinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2005, o governo e seus aliados erraram nas primeiras reações às mentiras ditas pelo presidente do PTB à Folha de S Paulo. Agora, escutam calados a consolidação das versões como “memória histórica”. O preço dessa letargia virá em 2026 &#160;&#160; Por Luís Costa Pinto No domingo 5 de junho de 2005, quando afirmou à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Em 2005, o governo e seus aliados erraram nas primeiras reações às mentiras ditas pelo presidente do PTB à Folha de S Paulo. Agora, escutam calados a consolidação das versões como “memória histórica”. O preço dessa letargia virá em 2026 &nbsp;&nbsp;</em></p>



<p><strong><em><u>Por Luís Costa Pinto</u></em></strong></p>



<p>No domingo 5 de junho de 2005, quando afirmou à jornalista Renata Lo Prete que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pagava uma mesada a deputados aliados para que votassem com os projetos do Executivo, o presidente do PTB estava mentindo.</p>



<p>A entrevista foi a manchete do jornal paulista no dia seguinte e provocou uma crise política que pôs Lula, o PT e a esquerda ante uma tentativa de impeachment destinada a abreviar a passagem daquele campo político pelo poder.</p>



<p>Lo Prete e a Folha não erraram em publicar o que dizia o então deputado: era notícia, de fato. Jefferson brincava de ser base do Palácio do Planalto até ali, mesmo com asco mútuo. Mas, todos erraram de caso pensado ao ocultar as origens dos maus bofes do petebista.</p>



<p>A força popular de Lula e de suas pautas de Estado, focadas em promover o resgate dos estratos mais miseráveis de um dos países mais desiguais do planeta, e a covardia de uma oposição que temeu a guerra que seria aberta nas ruas com um processo extemporâneo de deposição, preservaram o mandato presidencial.</p>



<p>Roberto Jefferson decidiu falar o que falou porque caiu numa armadilha retórica montada pela revista Veja. A publicação, que não quis mudar de última hora a capa que iria às bancas no sábado 4 de junho, era para ter sido ou <em>outdoor</em> da entrevista. Reticente em ser ágil, perdeu o “furo” e voltou a correr atrás para reingressar na história.</p>



<p>Uma semana antes, Veja tinha publicado um vídeo contendo pedido de propina por parte de um gerente dos Correios nomeado pelo PTB e demandado para ampliar as arrecadações extracurriculares da sigla presidida por Jefferson.</p>



<p>A gravação foi feita pela estrutura de assessoria de informação de Carlos Augusto Ramos, “empresário do ramo de jogos de azar”, como a revista da Editora Abril se referia à sua grande fonte de notícias do período compreendido entre 2003 e 2012. Era parte de um jogo de lobby empresarial destinado a forçar a estatal a crescer contratos com fornecedores próximos ao criador do termo “mensalão”. Conto essa história em detalhes no livro “Cachoeira – o bicheiro da República” que está indo para o prelo nos próximos dias.</p>



<p>Jefferson tinha por antagonista dentro do Planalto o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Os dois eram desafetos desde a CPI do PC, em 1992, quando foram os líderes de batalhões opostos no processo que levaria ao impeachment de Fernando Collor de Mello. Em 2003, usando uma outra gravação produzida por Cachoeira, mas, não vazada por ele, a revista Época, das Organizações Globo, tinha tentado derrubar Dirceu do governo.</p>



<p>Não conseguiu: as imagens, de 2002, mostravam um auxiliar da Casa Civil pedindo propina para si ao “empresário do ramo de jogos de azar” que àquela altura era o concessionário legal da operação da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). O ministro, coração, cérebro e pulmão do primeiro Palácio montado por Lula, não caiu. Ficou fraco e cambaleante.</p>



<p>O presidente do PTB sabia dos flancos abertos e usou sua verborragia e imensa oportunidade midiática para balançar o pilar roto da administração e derrubar “o capitão do time”, como o presidente se referia a Dirceu. A catatonia paralisante do PT só foi rompida pela aliança de personalidades externas ao partido e com liderança sobre bancadas no Congresso – Eduardo Campos e Ciro Gomes, do PSB, Renan Calheiros, José Sarney e Eunício Oliveira, do PMDB, José Múcio e Walfrido dos Mares Guia, do PTB, Aldo Rebelo (!), do PcdoB – que mergulharam no processo político e ajudaram a resgatar o trem palaciano que descarrilhava.</p>



<p>Lula se reelegeu em 2006 com uma aliança de campanha ampliada, fez um segundo mandato retumbante em resultados sociais e elegeu Dilma Rousseff sucessora. Em 2014, com Dilma reeleita sob o veredito popular de que o PSDB não retornaria mais ao poder, a costura de narrativas ensaiada na mentira do “mensalão” de Jefferson renasce embaixo do guarda-chuva mefistofélico da Operação Lava Jato. Amalgamando todas as mentiras, a mídia tradicional brasileira e seu festival de recalques, opiniões toscas e reportagens desprovidas da matéria-prima básica: a verdade.</p>



<p>Por algum tempo, a “República de Curitiba” enganou quase todo mundo em todos os lugares com as teses persecutórias da Lava Jato. Parecia que o país havia desmoronado numa enxurrada de atos de corrupção. Nada era sólido, em que pese o volume de condenações avexadas e viciadas, e tudo desmanchou no ar.</p>



<p>Lula, o PT e a esquerda enfrentaram o Estado Para-Legal do lavajatismo por dentro do sistema. Aceitaram as condenações, cumpriram as penas e foram contestar sentenças e legitimidade de juízes com as leis, as normas e a Constituição nas mãos. Venceram. Reagrupados em batalhões de diapasões amplos, deram musculatura à resistência democrática empreendida no país contra a trágica “Era Bolsonaro”. Vencemos todos.</p>



<p>Eleito para um terceiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva faz um governo de reconstrução das instituições, do aparelho de Estado, da máquina pública e da agenda de prioridades nacionais. Sabidamente, seria difícil que resultados populares surgissem logo. Erros e vicissitudes da vaidade humana refletidas em disputas internas dificultam ainda mais a velocidade de compreensão desses resultados.</p>



<p>Perturbada porque sabe que perdeu o protagonismo e a relevância, porque viu regressar ao poder da República, pelos meios democráticos, o lado político que sempre desejou derrotar humilhantemente, ainda quarando os próprios recalques no varal da incompetência, a mídia tradicional voltou a querer ser formadora de opiniões e de maiorias políticas. É por isso que celebram os “20 anos do mensalão”, um episódio que na verdade é vexatório para o Estado de Direito. O que disse Roberto Jefferson a Renata Lo Prete naquela entrevista de duas décadas atrás era uma mentira. A Ação Penal 470 provou que não havia “mensalão”, mesmo que 24 pessoas tenham sido condenadas a penas diversas por crimes outros que os ministros do Supremo Tribunal Federal da época julgaram existir. Contudo, “mensalão” não havia.</p>



<p>Celebrar 20 anos do “mensalão” é se jactar de um cretinismo. A Democracia brasileira e nosso Jornalismo que hoje respira por aparelhos merecem memória melhor do que essa. Restaurar a mentira, agora, é exercício retórico para manter a esquerda enclausurada em um cerco de acusações que não soube responder – nem há duas décadas, nem agora (e essa incompetência contemporânea é indesculpável).</p>
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		<title>Demora de Lula em mudar Governo é incompreensível e revela má estratégia para o jogo político</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LUÍS COSTA PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 19:51:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[GOVERNO]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica - Lcp]]></category>
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		<category><![CDATA[z-capa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reflexões de dois velhos conhecidos do presidente da República na boca do fogo, à hora do jantar, dizem muito sobre ambiente político de Brasília Por Luís Costa Pinto O celular tocou às 20h12min da última segunda-feira. Preparava-me para refogar o arroz ao qual juntaria o alho-poró e o creme caseiro de castanhas para um risoto. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Reflexões de dois velhos conhecidos do presidente da República na boca do fogo, à hora do jantar, dizem muito sobre ambiente político de Brasília</em></p>



<p><strong><em>Por Luís Costa Pinto</em></strong></p>



<p>O celular tocou às 20h12min da última segunda-feira. Preparava-me para refogar o arroz ao qual juntaria o alho-poró e o creme caseiro de castanhas para um risoto. Havia encerrado o expediente no home office dez minutos antes. Meu escritório &#8211; minha sala de entrevistas, meu laboratório de ações, enfim &#8211; está em casa há mais de 20 anos, desde muito antes da pandemia de 2020. Como a minha mulher, invariavelmente, só retorna de suas aulas no estúdio de yoga depois das 21h30min, sempre tenho margem para meditar e refletir enquanto preparo o jantar; ou para cozinhar enquanto medito e reflito sobre o dia, a conjuntura e o mundo. Tanto faz a ordem das prioridades. Essa é a nossa dinâmica. “José Genoíno”, indicava a tela do aparelho. Tinha pensado em ligar para ele pouco antes, cedo da tarde, mas, não quis incomodar. Arrastei o círculo verde estilizado com uma seta, ícone dos Androids, para o centro da tela.</p>



<p>– Alô?</p>



<p>– Companheiro Lula, boa noite! Aqui é o camarada José Genoíno Neto ligando para dizer que sobrevivi à cirurgia, o processo foi mais rápido do que todos imaginávamos, estou bem e voltei para casa desde ontem. Às suas ordens.</p>



<p>A altivez e o tom galhofeiro da voz do ex-deputado mascaravam o timbre nitidamente cansado. O ex-guerrilheiro que se embrenhou nas matas pré-amazônicas das franjas do Araguaia no fim dos anos 1960, que foi Constituinte em 1987-88, ex-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, e agora é um irresignado professor aposentado, retirou um extenso tumor maligno do intestino na segunda semana de janeiro. Portador de um aneurisma de aorta não dissecado, sobrevivente de três malárias dos tempos da guerrilha contra a ditadura e portador de insuficiência cardíaca, foi submetido a cirurgia de alto grau de risco. Não eram à toa as preocupações de quem admira sua trajetória, gosta dele e preza por sua amizade.</p>



<p>– Salve, salve! Ia te ligar à tarde, mas, enrolei-me numa série de reuniões, pré-produções, gravações e entrevistas para um podcast e um livro nos quais estou trabalhando e não consegui.&nbsp;</p>



<p>– Ligo para dizer que estou vivo. E também estou assustado.</p>



<p>– Só o fato de você me ligar já é grandioso. Assustado estamos todos. Está ruim, não é, companheiro Genoíno?</p>



<p>Vinte e dois anos, uma geração, nos separam. Em 1968, quando nasci, Genoíno estava se embrenhando na selva amazônica às margens do Rio Araguaia. Militei no Movimento Estudantil já sob os ventos da transição democrática do período de José Sarney e sempre trilhando o caminho do meio. Tinha apoio da militância do PT nas disputas acadêmicas, porém nunca me filiei à legenda. Logo que cheguei a Brasília, em 1991, para atuar profissionalmente como jornalista, transferido da sucursal do Recife de uma revista que fez algum sucesso há 30, 35 anos, <em>Veja</em>, para a sucursal brasiliense, converti o ex-guerrilheiro em fonte das melhores. Ele já estava amansado pelos jogos da política institucional. Depois, o convívio nos tornou bons amigos &#8211; respeitosamente divergentes em alguns momentos, implacavelmente atuantes e convergentes em nome da notícia e da democracia quando necessário. </p>



<p>Genoíno não precisou falar nada para que eu compreendesse que estava assustado com os rumos do Governo no início da segunda metade do terceiro mandato do presidente Lula. No mesmo dia em que saía do hospital onde extirpou o tumor maligno do abdômen, um tresloucado Donald Trump era empossado pela segunda vez na presidência dos Estados Unidos &#8211; agora, encarnando a personagem de titã da extrema-direita global, e não mais no papel de falso outsider bizarro &#8211; e Lula reunia seu ministério na Granja do Torto, em Brasília, para fazer com atraso o planejamento da equipe até 2026.&nbsp;</p>



<p>Aos subordinados, o presidente da República fez estudado desabafo sobre as incertezas de seu futuro político, deslindou platitudes de comunicação e pela enésima vez apelou para o espírito de grupo e para a responsabilidade pública determinando aos auxiliares que não inventassem nada novo que fosse lançado provocando ruídos de comunicação e terremotos na avaliação da gestão.&nbsp;</p>



<p>Liderando uma equipe que patina na política, erra na comunicação e tem imensas dificuldades de fazer entregas objetivas à sociedade &#8211; apesar de ser um Governo extremamente bem-sucedido na economia, na restauração da mobilidade e inclusão social e no aconselhável retorno da institucionalidade aos processos administrativos de Estado &#8211; Lula sabe que não tem tempo a perder. Sabe, também, que seus auxiliares de 2023 para cá, assim como a linha de comando do Partido dos Trabalhadores, sempre estiveram aquém da História dele. Não representam o que havia de melhor no arco-íris de diversos matizes que se uniu durante os tempos de chumbo da ditadura e na Era Trágica do período 2016-2022 contra os golpes e ardis antidemocráticos e dos desafios oceânicos de resgatar as abissais injustiças sociais de um Brasil ainda muito desigual.&nbsp;</p>



<p>Mais solitário do que em tempos idos, pior assessorado do que nos dois mandatos anteriores, desprovido de mão-de-obra equipada de ousadia política e bravura existencial no Congresso para perfilar a seu lado e a favor de causas justas e urgentes, a colossal biografia de um Lula que é protagonista singular da História já parece insuficiente para liderar o País na batalhas excruciantes, diárias e impiedosas. Vencer essas batalhas é mister para o Brasil e os brasileiros se conservarem no lado certo da vida e caminhando em direção à luz e a horizontes mais promissores.&nbsp;</p>



<p>Relutar em fazer trocas ministeriais que estão a quarar sob o céu úmido do verão do cerrado brasiliense, contemporizar excessivamente com a obtusidade cafajeste de muitos dos partidos do “Centrão” abrigados embaixo das marquises de um Governo contra o qual sempre lutaram, é erro político de um Lula que não agiria assim caso tivesse à disposição biografias como a de Genoíno. Meu interlocutor que interrompeu momentaneamente o preparo do jantar sabe disso. Perdoar risonhamente as estratégicas e táticas errôneas e titubeantes da esquerda e do PT, reunidos como base governista no Congresso, é uma bonomia à qual o presidente não pode se permitir. Afinal, “2026 já começou”, como ele mesmo disse aos ministros na reunião de segunda-feira passada. De cá, advirto: começou, sim, e o bate-cabeças da equipe ministerial e a abulia da comunicação palaciana dos dois primeiros anos de “Lula 3” podem ter comprometido perigosamente (talvez fatalmente) o sucesso dessa corrida.</p>



<p>– Liguei só para isso, companheiro. Para dizer que estou vivo, resisti e ainda estou aqui.</p>



<p>Eu e Genoíno não falamos do desempenho do Governo, da candidatura Lula em 2026, dos riscos que o segundo mandato do Donald Trump trazem para o mundo e nem do desempenho sofrível do PT e das esquerdas nesse terceiro mandato. Mas, como sói acontecer aos bons amigos, estava tudo ali no silêncio cúmplice que fizemos no meio de nosso diálogo, enquanto eu conferia o ponto exato da cebola a refogar antes da entrada do alho na panela.</p>



<p>– Genoíno, irei a São Paulo na próxima semana. Estou bem atolado de compromissos. Contudo, forçando uma brecha na agenda, vou até sua casa dar-lhe um abraço pessoalmente. Adorei esse telefonema e tê-lo pessoalmente do outro lado.</p>



<p>– Venha. Há muito o que conversar.</p>



<p>Ao desligar, nessa última frase, percebi que havia uma carga de emoção tamanha que presumi estar ele às lágrimas. Desliguei emocionado &#8211; com Genoíno, com o País, conosco, com o que em por aí. É possível que tenha segurado o choro. Fui picar o alho-poró e bater o creme de castanhas.&nbsp;</p>
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